8.31.2008

5
E o que está a dar é...


Peddy Pastelarias.



E como é que funcemina, perguntam vossas excelências? Uma pessoa corre as pastelarias da terrinha que têm os melhores bolos e come um em cada uma. Um, que mais já é alarvice. (Sim, 5 ou 6 pastelarias não, mas mais que um bolo numa já é alarvice... oh sorte, se a gula é um pecado mortal, já tenho cativo no Inferno...!) E vá, o que não falta na Santa Terrinha são boas pastelarias, ao menos isso. E se não há na Santa Terrinha vai-se para a Terrinha vizinha.





(ao cimo à esquerda, são reais, são bons e deixam-me com os olhos em bico e água na boca: travesseiros de Sintra. Sintra devia ser aqui ao lado. Ora bolas.)


Pensem nisso. É excelente para a depressão, para a vontade de moina ao domingo à tarde e para a hipoglicémia. E não se esqueçam que a comida dos neurónios é a glicose. No fundo, estamos a contribuir para o bom funcionamento do nosso cérebro. (As desculpas que uma pessoa arranja...) E um coma glicémico vem sempre a calhar, não é...


(será que a hiperglicémia dá origem a neurónios sobredotados? Eu pelo menos penso muito melhor depois de 3 pastelarias...)


8.28.2008

2
Notas de viagem

Passei ontem por um letreiro que dizia "Deus procura-te". Como é que pretendem cativar pessoas com ameaças destas?! Até porque isto vai contra o fiel ensinamento "cada um sabe de si e Deus sabe de todos". Além de quererem ameaçar as pessoas ainda as querem ludibriar, tipo "aaah, és tão importante que até Deus anda à tua procura!!". Daaah, Deus sabe bem onde é que a gente anda, quem é que querem enganar...

Li isto no mesmo dia em que observei na estrada Figueira da Foz - Coimbra um belo cartaz que dizia "Aloé Vera a 500 metros". E em relação a isto nem preciso dizer mais nada, já é bonito imaginar um cartaz a dizer "Aloé vera a 500 metros". Não tarda muito estão a vender karités à beira da estrada.

(E acabei de receber uma lição de como conseguir acender brasas no assador em menos de meia hora, sem o recurso a um frasco de álcool, a um'a bola" com capa do Di Maria, a um Record com um qualquer também do Benfica, a duas pinhas e ainda sem atear fogo às casas do lado, sem morrer asfixiado com monóxido de carbono e sem queimar as mãos. Magnífico.)

8.21.2008

3
La tortura

(ou como juntar depilação e prisioneiros de guerra em apenas um post)

Depilação.*

Era o que eu faria aos prisioneiros de guerra e afins para os fazer falar.

Qual arrancar dentes a sangue frio ou partir dedos ou mergulhar a cabeça em água… Bandinhas de cera. E bem quente. Era vê-los a cantar as informações…


(Red, futura big boss de Guantanamo)


* Para o efeito pretendido, tremer profundamente ao ler a palavra enquanto imagina uma banda de cera quente a ser arrancada de uma superfície coberta de pêlos. Grandes, de preferência.

8.19.2008

3
PS ao post dos Jogos Olímpicos

Parabéns à Vanessa.

O Obikwelu mostrou ser grande (apesar de antes da prova ter prometido o que não devia...)

Tive pena do Gustavo Lima, merecia mais.

Tenho fé no Nélson Évora.





E estou à espera da comunicação do Phelps a qualquer momento a dizer que afinal é português.
(o Phelps tem um motor.)



Só para não dizerem que eu só falo mal dos nossos atletas, depois do Gustavo Lima ter falado no belo apoio portugues de mandar abaixo... lol. ;)

2
Os Jogos Olímpicos ideais para os portugueses (ou "como ir a Pequim ganhar a medalha de ouro da melhor desculpa"):

(É muito óbvio que tinha de gozar com isto, não é..?)

Ora pelo que tenho ouvido já descobri o ambiente ideal para os portugueses nos Jogos Olímpicos. Porquê?

Telma Monteiro culpou a arbitragem (esta menina é claramente do Benfica) e afirmou ter sido a única que estava no tapete para atacar. E que as outras estudaram para lhe ganhar. Pois eu concordo com a rapariga, isso não se faz. Malvadonas. Deviam ter tido medo do típico penteado e ter deixado a rapariga ganhar à vontade. Ora agora vão para lá para dificultar a vida e não deixam os atletas portugueses ganhar coisas…

Pedro Dias foi o grande judoca que em vez de ir para lá fazer alguma coisa de jeito pelo país não, foi mesmo para humilhar o João Derly que lhe tinha roubado a namorada. “Levei um par de chifres, mas humilhei-o”. Pois claro está que este é o novo grande propósito dos JO. Ora bem, para ajustes de contas não é preciso sair de Loures ou até mesmo do Bairro do Ingote. Para quê estar a ir gastar dinheiro a Pequim… O ar de lá até é poluído…

Marco Fortes declarou "De manhã só é bom é na caminha, pelo menos comigo”. Claramente do Sporting, para passar a vida a dormir. Eu compreendo que seja um choque o fuso horário. Afinal, o senhor nem estava nada à espera, aposto que ele só descobriu no dia da prova que às 9h de Pequim é de manhã. Eu até o compreendo. Mas se é para fazer maratonas de dormir eu conheço alguém que lá podia ia ganhar uma medalha…

Miguel Ralão Duarte foi o senhor que desistiu de uma prova equestre porque deu histeria na sua égua quando entrou em prova e viu os luminosos. Cá para mim a dita assustou-se com o nome do cavaleiro, isso sim…

Arnaldo Abrantes bloqueou quando viu o estádio olímpico cheio. Uma coisa completamente estranha, compreendo, uns jogos olímpicos num dos países do mundo com mais habitantes e realmente ter gente num estádio é uma coisa esquisita… Não me lembro se foi este que diz que chegou lá e ficou a ver como um observador e não como um atleta… “Tem de se aprender com as contrariedades. Eu gosto de aprender. Foi bom ter apanhado aqui este banhozinho... esta tareiazinha e agora ir para casa descansar", disse o senhor. E nós pagamos os bilhetes turísticos para sado-maso que vão lá levar tareias… Ó ‘migo mas não vá tão longe, a gente aqui também lhe dá!…

Por falar em bloqueio, já o Alberto Paulo diz que se sentiu preso durante a sua prova… Os meninos foram maus e não o deixaram ultrapassá-los…

Jéssica Augusto também é hilariante e diz que desistiu de correr os 5000m porque “não vale a pena”: ”Agora vou de férias. Treinei para os 3000 obstáculos. Não vou aos 5000m. As africanas são fortes. Não vale a pena lutar contra elas.” Pois está claro. Elas são grandes e correm e a menina é pequenina, não é… E a viagem está paga, e assim fica com uns diazitos de folga e tal…

Também gostei particularmente da Vânia Silva, a do martelo, que disse não ser “muito dada a este tipo de competições”. Bem que podia ter ficado a ensaiar o martelo na terra dela, um local bastante mais atractivo para os grandes atletas. Qual Pequim, qual quê… Ou Londres, depois… A rua da Vânia Silva é que é!


Assim, para os para os próximos jogos olímpicos nada de andar a construir estádios e piscinas e não sei que mais… Mandem tudo para a terra da Vânia Silva. Tudo não, vá, só os mais fraquinhos, aqueles que se deixem ganhar ou os que ajudaram a pôr algum enfeite na cabeça do atleta português. Também não mandem os árbitros. E façam as provas às escuras. E sem público.

8.17.2008

3
Considerações de férias (2):

Vi dois miúdos na praia a jogar rugby com uma lata de coca-cola.
(seria rugby ou futebol americano..?)
Esta juventude está mesmo perdida.

"Toda a gente sabe que com uma lata joga-se é futebol."

3
Considerações de férias (1): Como distinguir a família portuguesa da família estrangeira na praia.

A família portuguesa:

A que leva a mala térmica tamanho gigante.
E dois garrafões de tinto.
E o saquinho térmico dos iogurtes, fruta e sandes.
A que leva 3 chapéus de sol, 2 pára-ventos e 2 mantas para estender na areia, fora as toalhas.
E os brinquedos. E as bolas. E as raquetes. E as pranchas.
O pai que fica a torrar ao sol enquanto lê n'A Bola as misérias sobre o seu Benfica. Que chega ao fim do dia mais vermelho que o equipamento do seu clube. E que fura os tímpanos do povo com o rádio tão alto.
As criancinhas a correrem nuas pela areia.
"_ Mãe, tenho chichi!
_ Oh filho, faz num buraco e depois tapa-o com areia!"
A mãe a gritar pelas criancinhas para lhes pôr o protector. Meia hora depois de já estarem a assar.
O tio a tentar desesperadamente segurar o chapéu de sol.
"_ Ó Manel, o sol está para ali!
_ Cala-te mulher, eu é que sei!"
A tia a pedir desculpa às pessoas próximas pela areia que as criancinhas atiram.
A filha mais velha a torrar ao sol.
O filho mais velho a torrar ao sol. Na sua bela toalha com uma senhora nua. Enquanto espreita pelo canto do olho o topless da rapariga ao lado.
O filho do meio a pedir gelado. E bola de Berlim. E bolacha americana.
A que tem a avó de lenço na cabeça em plenos 40 graus a abanar a cabeça face à "desavergonhice das moças de agora!"
A de onde provêm os gritos.
"João, arruma o camião!"
"Mariana, não vás para o mar!"
"_Mãããe, tenho chichi!
_Outra vez?! Carlos, vai com o teu filho à água!"
"André, não enchas a tua irmã de areia!"


A família estrangeira:

A mais branca que estiver na praia.
Ou a mais branca que estiver mais vermelha.
A que tem os putos mais louros.
Não interessa se andam nus ou não, são os mais louros na mesma.


Não vão pelo falar estrangeiro: os emigrantes portugueses falam mais estrangeiro (questão: que língua é "estrangeiro"..?) quando cá estão do que os próprios estrangeiros.