10.15.2008

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Teorias do suicídio - 9 formas de se matar, das quais 6 envolvem sangue (ou "um post um bocado mórbido")

O suicídio do sr. assassino_inimputável_fugido_do_sobral_cid veio acender a discussão sobre a temática do suicídio.

E fez isso porquê?, perguntais vós almas curiosas.

Não porque se tenha matado (morto morrido), até porque, segundo as opiniões que fui ouvindo, “é menos um” (gente simpática, esta). Mas sim porque teve um bocado falta de bom senso e matou-se ao pé da linha, lixando a vida aos passageiros da CP que viram a circulação ferroviária interrompida. Tal fez-me pensar que às tantas o senhor já tinha sido cliente da CP e tinha aproveitado a ideia de “ah, vou dar dois tiros na cabeça!” para os chatear também um bocadinho.


Atirar-se para debaixo do comboio:Lembrei-me logo de uma prima minha que dizia que, se se fosse matar, atirava-se para debaixo de um comboio em Lisboa, num sítio cheio de gente e à hora de ponta, para lixar a vida à maior quantidade de pessoas possível. Acho uma boa ideia. E se for o comboio em que o seu patrão vai, ainda melhor. Com sorte acertou no dia da reunião importante e os outros sócios despedem-no e deixam-no na rua da amargura e ainda se matam também.
A ideia de atirar para debaixo do comboio parece-me boa. Mas atenção, que nem todas as almas morrem. O que é um bocado triste. Mais triste do que se tentar suicidar é tentar e falhar. Por outro lado, as almas inteligentes que se atiram para debaixo do comboio têm de pensar seriamente: ou se atiram para debaixo de um que os deixe completamente estralhaçados e irreconhecíveis ou deixam um bom dinheiro à família, uma vez que esta (além do funeral!) ainda tem de indemnizar a CP pelo tempo em que o comboio está parado para a remoção do corpo. A isto chama-se aproveitar-se da desgraça alheia. Coisa que eu nunca faria.
Além disso notem: se estão parados no meio da linha à espera que o comboio chegue é óbvio que ele vai parar. Se estão de lado e se atiram quando ele vem habilitam-se a ir contra a carruagem em vez de lá ficarem debaixo.
Se querem um bom sítio, Miranda City tem a curva ideal, já testada por inúmeras pessoas que, de facto, morreram, embora aí o comboio já não venha muito depressa. Mesmo em frente ao centro de saúde, o que faz com que venha logo a equipa médica: não vos impede de morrer mas ajuda na rapidez de remoção do corpo de maneira a que a família não pague muito à CP depois. Útil, prático e barato.

Acidente de carro:
Outra hipótese bonita é pé a fundo no acelerador ou, se anda a pé, atirar-se para debaixo de um carro. Ou camião. Ou uma camioneta da Moviflor. Ou do Pantufas (desaconselhável: duvido que ele mate alguém a 20 km/h). Se for numa passadeira e não houver testemunhas e achar que não morre (complexo Claire – Heroes), habilita-se ainda a ganhar uma rica indemnização.

Comprimidos:Acho os comprimidos para fraquinhos que não gostam de sangue. Ou que querem chamar a atenção, derrubando o frasco sem nada em cima do recado de despedida. Na. Fraquinhos.

Cortar os pulsos:

Parece-me um bocado exibicionista como os comprimidos. E também para fraquinhos.


Afogamento:

Isso é que não. Depois é um cheiro que não se aguenta. Lembre-se: você quer matar-se, não é transformar-se em sabão.


Homicídio–suicídio:
Parece-me levar ao extremo a ideia de “agora já não me apanhas”. No entanto até compreendo. Já que a pessoa se vai matar, ao menos que tenha um bocado de emoção antes. E se não pode ter uma perseguição à americana como o do Sobral Cid, então que mate o vizinho do lado que deixa o cão uivar à noite. E a vizinhança agradece.

Enforcado:Esta é uma medida para homens inseguros e um tanto exibicionistas. Matam-se de forma a ejacular depois de mortos e, se não forem retirados da forca a tempo, habilitam-se a ficar com uma erecção para sempre. Tipo, mesmo. Ora aqueles que se enforcam num sítio onde sabem que tão depressa não os encontram estão-se mesmo a meter a jeito. Morrem, mas toda agente fica a falar deles, sobretudo se no funeral não se conseguir fechar o caixão.

Tiro na cabeça:
Só se tiver a certeza que acerta. Esta é uma boa opção para quem tem algo contra a empregada e se quer matar em casa, pois ela provavelmente será a primeira pessoa a ver o espectáculo e ainda tem de limpar depois.

Kamikaze:
Kamikaze é levar ao extremo a ideia de lixar a vida alheia. Mas eu não gosto deste género. Para lixar a vida alheia convém que as pessoas fiquem vivas para poderem ficar chateadas.

3 Pessoas leram e ainda comentaram!

Morena disse...

porque razao tens tanto veneno dentro de ti?que mal tem uma pessoa enforcar-se?o caixao fecha sempre, nem que seja preciso cortar.digamos que pelo menos nessas alturas alguns ditos cujos se iriam sentir o Super, se é que me faço entender.alias,que imagem me passou pela cabeça...aquelas sras todas fofas a correr p funeral e dizer "saiam da frente, deixem os outros ver" (eu nao disse isto) =/
acidente de carro...entao nao é que a mnh sta terrinha anda a ficar com mt acçao?um morto! (parece que uma bombeira encontrou uma orelha um bocado fora do sitio...p ai no banco do pendura, digo eu.nao levava sinto - a orelha- e dps deu nisto.a cabeça também estava um bocado ao pendurão.baah) mas convenhamos...uma pessoa so se suicida de carro se for um bocado egoista.é q podia deixar o carro para os amigos, para a familia...puro egoismo.nao ha condiçoes...

LP disse...

Depois de muito pensar no assunto, lembrei-me doutra forma de se morrer: atirar-se de um penasco.

Ora bem, faz sangue, muito sangue; se for uma área com habitações por baixo, assusta-se a malta, e com muita sorte ainda estraga-se algum telhado, e por fim têm-se a oportunidade fantástica de voar pelo menos uma vez na vida!

Beijinhos

Flora disse...

este é o post mais informativo que ja li. gostei. se nao entrar pa FAP venho cá escolher a mlehor soluçao para mim. a que se adequa melhor à minha pessoa :D