4.03.2009

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Olh'a pooooosta fresquiiiinha!

(Chiça, nem na feira do Bairro apregoam assim. A visita matinal da polícia acaba por lhes tirar o fôlego…)

Bem minha gente, é verdade, eu ainda estou viva. Estava num período complicado. Depois do período de negação vieram os afazeres – porque pode não parecer, mas sim, eu tenho uma vida. Vá, mais ou menos.

Antes de mais, deixo um alerta à população. Fujam de Coimbra enquanto podem. Red on wheels. E pois ando pela cidade toda. E arredores também. O mais seguro deve ser alugar um bunker, caso tenham de permanecer na cidade. Segundo consta, a coisa vai durar cerca de mais um mês e meio. A aprendizagem. Tempo mais que suficiente para atropelar umas quantas pessoas. E cães também. A partir daí o alerta está garantido cá para o distrito. E já não é um alerta laranja ou vermelho, já é um alerta preto. Vá, fica o conselho. Quem vos avisa…

Adiante. Recentemente, descobri que sem trabalho não hei-de ficar. Caso as psicologices não me safem (mas eu tenho fé que Portugal mantenha a maior taxa de homicídios da Europa por uns anitos. Só até eu arranjar emprego, vá. Façam lá o jeitinho.), gostava de ser talhante. Envolve sangue, os instrumentos parecem vindos de um gabinete do INML (ou da cozinha da minha avó... Juro que a concha do sangue parece a da sopa.) e é legal. Mas se não me der para essas lides sangrentas, há sempre as belíssimas aspirações que eu proporciono aos pobres doentes que aparecem lá pela superfície clínica. E se as pessoas gastarem toda a saliva do mundo, vão deixar de repetir coisas porque vai custar muito falar; então sobram-me as fotocópias que tenho treinado lá na faculdade (quem diz que Psicologia é só teoria? Também se pratica a arte da fotocópia!). Além destas alternativas, descobri hoje uma possível nova vocação. Numa ida à tortura, digo, depilação, demorei 10 minutos e paguei 10€. Melhor emprego é impossível: dá dinheiro (1€/minuto parece-me lindamente. Nem ao telefone se paga tanto), envolve sofrimento, vejo sangue e ouço gritos. Seria uma pessoa realizada.


Bem, para vocês verem como foram uns dias complicados, cá ficam as dicas da semana (e não, não envolvem promoções nem descontos no bacalhau):
. Não deixar cair o telemóvel na sanita. Pode não ficar com o juízo todo.
. Não chamar chulo a um prof num blog público que ele próprio pode ler (desculpe, sô pr'sor, foi sem querer. Eu até vou às suas aulas e tudo..! E a revistinha não é cara não. Vou comprar, sim? Desculpe lá qualquer coisinha.).
. Parar na passadeira para a senhora atravessar mesmo que o seu animal de estimação esteja no meio de uma grande cagada no passeio.
. Não comprar sapatos dois números acima, podem não servir.
. Não guardar a senha de autocarro usada e deitar fora a nova, a máquina é capaz de apitar...
. Não ter um namorado que não sabe normas da APA a acabar uma tese de mestrado, porque pode sobrar para ti.
. Não deixar cair a pílula ao pé do cão. A ter de cair ao pé de algum animal de estimação, ao menos que seja da gata, pode ser que sirva.



Já sabem: não que eu saiba; ouvi dizer.

4 Pessoas leram e ainda comentaram!

Daniel Malafaia disse...

OMD mas que andas tu a fazer? Não vais desistir do curso não?
Olha lá a depilação foi a cera? (este comentário não é larilas é parte de um estudo que tenho vindo a fazer)

Red disse...

foi sim. lá está a parte da tortura. lool

Daniel Malafaia disse...

Ou menos era uma cera decente de chocolate?

I. disse...

Se andas em psicologia, opta antes pela vertente clínica, há malu, digo, pessoal de sobra a precisar e que até pode pagar. Os homicidas, pelo contrário, não têm grandes fontes de rendimento, e quem os guarda não está muito interessado em os a) estudar b) entender c)recuperar para que não voltem ao mesmo. E quem diz homicidas diz criminosos em geral. A sério.

Eu cá chamava chulos aos p'sores, mas em particular. E cheia de razão: os livros eram caraos e, em geral, uma merda :D