5.05.2010

4
O drama, a tragédia, o horror.


Queridos 2 leitores e meio,

Escrevo aqui no meu grandioso estaminé muito provavelmente pela última vez.

Oh, fechai a torneira e não chorais mais!
Pronto, chorem só um bocadinho.

Acontece que a minha vida deu uma grande volta do dia para a noite e eu temo muito seriamente o que o futuro próximo me reserva. O meu mundo acabou de desabar na minha cabeça e eu não consigo aparvalhar em condições enquanto sinto o tic-tac a dar-me sinal de que o meu tempo se esgota. Tudo aquilo que eu acreditava...

Primeiro ainda pensei que fosse uma fase, esta depressão que atravesso. Pensei que com um chocolatinho me esquecia um bocadinho do assunto. Pensei que podia comer outras coisas durante uns tempos, que depois tudo voltava ao normal como era dantes. Por outro lado, pensei que, se não comesse durante muito tempo, depois ia conseguir atingir os meus objectivos. Pensei que era só querer mais um bocadinho, com muita força.

Mas hoje caí na real. Assumo, está na altura de assumir. Assumir que tenho um problema. Assumir que, por si só, não chega querer comer ou pensar que tenho fome. Assumi que devo estar realmente doente. Só posso estar muito doente. É grave, tem de ser grave, não há outra possibilidade e eu estou farta de negar. Hoje assumo e venho aqui dizer a toda a gente, mostrar que sou eu, que sou forte, que reconheço os meus problemas e que quero lutar contra eles. Não se admirem se este for o último post. O fim do mundo como eu o conheço só pode estar próximo do fim, mesmo.

Dear malta, eu... eu enjoei do Mac. Pronto, está dito. Really. Eu, alarve confessa, orgulhosa trituradora de hamburgueres no pão, assumo: eu enjoei do Mac. Sim, eu, alegre devoradora de big macs e 2 e 3 cheeses de 1€, amante dos big tasty e fiel seguidora dos too cheese. Eu, que lá vou de propósito por causa das batatinhas e dos sundaes. Eu, alarve Red Maria, enjoei do Mac e mal consigo comer um hamburguerzinho inteiro. E quando consigo é mesmo por culpa, oh, tão vil culpa, essa que se me assoma e me corrói a alma por não conseguir degustar o belo do hamburguer com a voracidade de outrora.

Daí, meu povo, eu vos dizer: não sei o que o futuro me reserva. Isto não augura nada de bom. Temo pela minha vida, receio a existência de qualquer condição terminal que me exige agora a redenção extrema como forma de carpir os meus pecados mortais da gula nos momentos finais da minha tão curta primavera. E porque só uma cruel doença galopante pode explicar a tão intensa provação por que passo, eu receio bem que esta seja a última posta de pescada aqui no estaminé, pois que amanhã já deverei ter batido a bota com qualquer enfermidade aguda que se mostra sintomática com hamburgueres. Se não for amanhã, certamente será no fim de semana, que já a minha mãezinha dizia que dá três dias antes de morrer. E pois que, se não sou eu que estou para morrer, é o mundo que está para acabar, de certezinha absoluta.

4 Pessoas leram e ainda comentaram!

Saudosa Morena disse...

menos uma cara possivel para a tua criança... pelo menos assim ja sabes que nao nasce com cara de qualquer coisa do Mac.

humm... e cheira-me que o teu colesterol também agradece ;)

rosa disse...

Posto isto só me ocorre: este mundo está perdido... andam-se a perder especimes da alarvice... vamos passar a ser uma especie protegida... :P

Mariana & Roberta disse...

Bem...quem me dera sofrer da tua doença! Certamente que me iria fazer poupar um bom dinheirinho e o meu coração agradecia....ai ai, Mac, a fonte de todos os meus males....

Boa Queima!

LP disse...

Ahah, estou mesmo a ver quem vai começar a comer um mac fish... =O

Pelo bem da tua alarvice, espero que recuperes de tal maleita!