9.10.2010

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A partir de quantas vezes se pode considerar um padrão? Bem, eu não sei, mas acho que começo a encontrar um...


Nomeadamente, uma certa tendência para deixar coisas em locais públicos.


Ah, porque é um divertimento giro não saber, depois, como reaver o objecto perdido. É coisa divertida, perder a cabeça à procura sabe-se lá onde. É pu*a da loucura (puRa, mentes sórdidas) fazer múltiplas ligações telefónicas para senhores que deviam estar a fazer tudo menos pelamordedeus! atender telefones (eu atraio, minha gente, eu atraio empatas - isso e papa-reformas) a tentar encontrar uma agulha num palheiro (ou um banco numa ATM) - e, se é tão verdade que as coisas estão sempre no último lugar em que se procura nem que seja no último número de uma lista de agências bancárias, devo começar a procurar pelo fim?

Eis que uma querida ATM lá deve ter ficado tão entusiasmada com a foto do meu cartãozinho que me comeu o multibanco (perdão, reteve o meu cartão de estudante/débito, que isto de passar o dia a falar p'ra bancos é coisa para afectar uma pessoa) assim, sem mais nem menos, sem dó nem piedade, sem sequer dizer "ahah eu comi". Eu ainda estava na dúvida, mas 2 segundos e passou-me - que ver escrito na máquina "introduza o seu cartão" depois de já o ter introduzido não pode querer dizer boa coisa.

Oh, vis vozes que se insurgiram!, ai o drama, o horror, a tragédia, que blá blá blá whiskas saquetas devia ter passado o prazo do bicho ou eu pus o código errado ou pus o cartão ao contrário - not, minha gente, sou maluca, mas não estou doida (ainda). A máquina comeu o meu cartão - e posso dizê-lo assim!, sem censuras, que é o que sinto, que o meu cartãozinho foi devorado sem se pensar duas vezes, assim, de rompante, a sangue-frio, sem qualquer espécie de misericórdia e sem sinal de vida-morte. E porque a máquina foi amiga e quis comê-lo, vou ter de esperar uma semaninha até o ter de volta (oh, doce cartão, volte a mamãe que está aqui esperando sem poder levantar dinheiro livremente). E sim, isto é a melhor das hipóteses e a volta mais curta. Digamos que o percurso normal da coisa demoraria mais que um mês.

Aceito sugestões de mais coisas giras (e mesmo úteis) para deixar em sítios públicos. Podia começar a fazer uma espécie de caça-ao-tesouro! Qual peddy-pastelarias, qual quê, isso é para alarves (oh que saudades de umzinho...), agora o divertimento é outro. Segue-se deixar o telemóvel num centro comercial, parece-me coisa p'ra ser emocionante. Se bem que aí a expectativa de sorte não é bem como a das chaves do pópó ou o raça do cartão. Pronto, reformulo: venha aí o "deixar coisas importantes - mas recuperáveis - em locais públicos".
Big Brother?! Isso é p'ra meninos.

Ainda ninguém se deu ao trabalho de comentar...