10.26.2010

2
Digo-vos eu! (ou a minha mente badalhoca)


Melhor. Frase Nicola. De sempre.




E sei do que falo, que gosto bastante dos pacotes Nicola.

10.23.2010

5
Só ideias brilhantes. Parvas, mas brilhantes.


Pois que a missão de uma psicóloga-forense-estagiária passa por dar o seu contributo ao desenvolvimento da área.


E se os componentes de treino de competências são tão importantes na intervenção com a malta delinquente – diz que esse povo é agressivo, impulsivo, com fracas capacidades empáticas e umas estratégias de resolução de problemas muito… fraquinhas… –, eu, Red Maria, aposto em toda uma nova estratégia fácil, rápida e económica de avaliar as capacidades de adiamento da recompensa/tolerância à frustração dos sujeitinhos.


Aposto assim em todo um novo instrumento de avaliação psicológica, doravante conhecido como


“o Teste da Romã (TR; Red, 2010)”


A teoria que suporta esta técnica baseia-se no conhecimento actual da existência de dois tipos de pessoas: as que comem a romã enquanto a descascam e as que descascam a romã toda primeiro para depois comerem tudo à colherada.


É que as que descascam primeiro – como mamãe – mal aproveitam o saborzinho, porque no meio de tanto trabalho vão pondo uns grãezitos para a boca e nem lhes sentem o sabor. São pessoas impulsivas, que não conseguem resistir à tendência para buscarem a gratificação imediata dos seus desejos e necessidades, sendo tal frequentemente acompanhada por um baixo nível de tolerância à frustração (como quando mamãe refila quando acidentalmente deixa cair grãezinhos para o chão, que teve tanto trabalho a descascá-los e acaba por ser o cachorro a aproveitar-se deles).


Já o segundo grupo de pessoas consegue resistir à tentação de ir comendo os grãezinhos, recolhendo-os meticulosamente para uma tigela para posteriormente serem comidos de uma vez, podendo assim ser saboreados em cada colheradazinha (como eu, que estou ali uma eternidade a depenicar grãezinhos para comê-los todos depois). Estas pessoas, além de inteligentes, são pessoas que compreendem a gratificação existente no prémio que se segue ao trabalho árduo, compreendem a necessidade de resistir a algumas tentações por um bem maior, são meticulosas e esforçadas, são resistentes e agradecidas pelas dádivas que obtêm.


Eu, obviamente , faço parte do segundo grupo.


Daquele grupo das pessoas inteligentes que desesperam por estar de penitência 10 minutos a descascar a porcaria de uma romã para depois finalmente demorarem 2 a comê-la à colher de uma taça. Vá, digam agora que eu sou uma tirana impaciente só porque ao fim de 30 segundos do intervalo das criancinhas na escola primária apetece-me ir para a varanda com uma carabina fazer pontaria a miolos infantis alheios!!! Ou porque ao chinfrim das obras do andar de cima apetece-me responder enfiando-lhes uma vassoura pelo sítio que eu cá sei acima. É perfeitamente compreensível! Não tem mal nenhum e não deixo de ser uma pessoa extremamente paciente e tolerante por causa disso –.- Excepto com o estupor que não é do meu prédio e estaciona a mota a ocupar o espaço de um carro ou dois e me faz ter de deixar o carro no cu de judas, com esse não sou muito tolerante, e qualquer dia quero lá saber do meu ferrari e levo-lhe a porcaria da mota à frente.


Dass, que trabalheira. A outra quando se queixava que tinha de ser a empregada a tirar-lhe as graínhas das uvas ainda não tinha visto o cu à carriça. Ou então não deve saber o que é uma romã.

10.18.2010

3
6ª eram os ovos mexidos... sábado um cachorro da pans... ontem waffles... hoje apetecem-me romãs e ovos moles...

Acho que vou criar aqui uma página de comida. Tipo "desejo da semana". Porque sempre se ouviu dizer: "diz-me as porcarias que comes, eu te direi o colesterol que tens". Se bem que "desejo da semana" é curto. Quando estiver grávida ninguém me atura.

10.12.2010

3
Bonnie & Clyde? Fraquinhos, fraquinhos...


Muito melhores, eu apresento-vos...

minhaFoto

Snoopy José & Kika Maria

Não só dominam uma cadeira da cozinha, como a varanda também é deles. Há ainda uma apetência especial da Kika pela mesa e banca da cozinha, um je ne sais quoi a que ela não consegue resistir e pronto. Ora o facto de ela conseguir chegar à banca da cozinha e ele não podia ser apenas uma mera curiosidade acerca da vida caseira destes grandes bichanos, mas – desenganem-se, meu povo! – quem pensa na inocência da gata-suicida ou do cão-que-lambe-portas-de-varanda não está a ver bem o esquema.

Ora pois que tudo o que está em cima da banca é atentamente fiscalizado pela minha Felis silvestris catus (porquê chamar-lhe simplesmente "gata" quando é tão giro ir ver nomes de espécies à wikipédia) que, após intensa conferenciação com o canídeo (nome de família, claro), prepara o assalto aos itens alimentares acidental – e tragicamente – esquecidos em cima da banca da cozinha.

E como se processa o acto?, perguntam vossas ilustres pessoas.
Em trabalho de equipa.

Uma gata e um cão, oh ancestrais inimigos!, organizados num vil assalto ao frigorífico? Não pode ser!, antevejo a vossa admiração.
Pois que aqui não é o céu o limite, mas antes o frigorífico.

Eis que (simplesmente exemplificando, claro, tal nunca aconteceu…) jaz por, oh, trágico infortúnio, na banca da cozinha uma saca cheia de ossos de leitão e com uma tupperware de leitão p'ra janta – coisa que, racionalmente, nunca seria olvidada em tão arriscado local!. Pata ante pata, com as suas luvas brancas para não deixar marcas no local, há uma felídea que desenvolve o primeiro assalto. Dirige-se à saca, roçando-se contra ela e atirando-a friamente para o chão da cozinha, onde el canídeo aguarda impacientemente pela sua fase de actuação. Daí para a frente é um conluio para rebentar os sacos, ganhando o Canis lupus familiaris o rico manjar de ossos gigantes de porco-bebé, em troca de quaisquer favores que a felídea queira em troca e que eu sinceramente dispenso imaginar.

E é com tal onda de destruição, um autêntico palco de escavação arqueológica repleto de ossadas e bocados de plástico – devidamente marcado territorialmente, se é que me entendem – que se depara uma dona menos atenta quando vai para, cheia de boas intenções, fazer uma festa à bicha e dar um osso ao canito. E deparo-me com uma taça de leitão, que jaz inerte no chão da cozinha, abandonada a um canto após as infrutíferas presumíveis tentativas animalescas (literalmente) de a abrir.

Vá lá, não fiquei sem jantar. Vale que eles são espertos, mas não têm mãos. Perigosos, é o que vos digo. Daqui resulte um novo conselho do dia para malta que tenha bichanos tão inteligentes como os meus (que saem à dona, claro está): não deixar leitão em cima da banca. Nem abandonar a taça de chocapic por menos segundos que sejam (os cães também tomam pequeno-almoço, pelos vistos). E deixar cair uma pílula no chão da cozinha também não me parece boa ideia (não resultou muito, que o Snoopy, apesar de praticamente puro e casto, já foi pai e tudo). Vis, este bichanos, unidos num complô contra as donas (eu e mamãe). Sabem-na toda.

10.07.2010

3
Alguém ficou sem anestesia hoje.*


a) deitei-me rija e acordei doente

b) carro na oficina, que ontem tinha de encostá-lo a cada 5 minutos de viagem (oh pra mim de saia e a xana maria de saltos, duas marias amélias no parque do coimbra shopping, à chuva, a olhar para um capot aberto tentando ganhar coragem para abrir a tampa do reservatório da água que estava a ferver para o atestar mais uma vez) - e isto cheira-me a karma por gozar com o triste do sócio-mobile. E as voltas que eu tinha que dar e o estupor do carro lá aquecia demais e eu encostada à espera que arrefeça, e aquela porra quase no vermelho a cada vez que eu parava ficava ali sem respirar com medo que o bafo aquecesse ainda mais o motor e eu já só alucinava com imagens de fumo a sair do capot - como o sócio-mobile - e o pára-arranca de cidade e era tipo "saiam da frente seus empata-f**** que eu não posso paraaaaar" (não haviam passadeiras ontem, temos pena, e muito treino em asneira verbal tive eu) - e o pânico quando apanhava semáforos ou quando vi a fila na rua do Brasil - o drama, o horror, a tragédia, que eu já só estava a ver o bicho a pegar fogo em pleno coração da cidade de Coimbra - e debaixo duma chuvinha que já molhava bastante - e aaai que p'ra ir de um sítio para o outro tinha de parar no caminho pró bicho arrefecer e nem 5litros de água no radiador me safavam e porra que só a descrição cansou-me quase tanto como a exaustão mental de um dia inteiro nisto. Junta-te a mim, I., eu com o bicho caliente no meio dos semáforos e tu com a tua direcção desassistida.

c) não só o meu belo cartão ainda não apareceu, como não sabem mesmo dele porque não está como retido no sistema. E se eu me quero desenmerdar - porque já estou um bocadinho (mas só um bocadinho...) possessa - toca de mandar vir um novo à minha conta. Mas ou eu não me chame Joana ou esta m**** não acaba assim, que não é por causa dos 5€ de um novo cartão (ou das voltas que já dei e dos telefonemas que já fiz e do tempo que já perdi em agências de bancos e a pedir documentos que afinal não servem p'ra nada porque ninguém - excepto eu que o lá deixei - sabe onde está o dito cartão, ou até mesmo porque já estou há um mês sem ele - e vou estar mais 15 dias) - ou até é exactamente por isso tudo! Porque eu não tenho paxorra para gente incompetente, juro que não tenho, e os meus instintos sanguinários só me dizem "espanca os senhores da CCA com um pau cravado de pregos até as paredes ficarem tingidas de vermelho e carne" e já estou mesmo a ver "Oh nobre Red, mau feitio, nem sei porque é que estás com essas coisas, que um cartão multibanco/de estudante nem faz falta nenhuma, né..." - raios partam se não ia lá de propósito só para me estrear num livro de reclamações (que é coisa para eu achar giro) - mas sou muito mais à frente e segue carta registada para a agência central, que se eles são incompetentes e o sistema deles tem falhas não sou eu que as hei-de pagar - ou vá, provavelmente pagarei, não sou assim tão crente, pelo menos que o meu descontentamento fique registado, nem que seja com buracos de balas nas paredes da agência ou com um novo papel de parede feito de tripas e sangue de bancário (sim, eu sei, sou um amor de pessoa, mas ao menos tenho todo um nível de empatia com os que da outra vez se barricaram no BES).

E badamerda com eles. Bela merda, o que eles (não me) andaram a fazer. Não gosto nada disso.

* Não deviam chatear a pessoa que está responsável pelas anestesias lá no dentista... ou pelo menos não deviam escolher o único e exacto dia na semana em que essa ilustre pessoa lá está... Pode correr mal, digo eu, não sei.

10.04.2010

4
Definitivamente, um concertão! - greatest show ever!

2010-10-04
Walk on, walk on
What you got they can't deny it, can't sell it or buy it
Walk on, walk on, stay safe tonight
And I know it aches and your heart it breaks
And you can only take so much
Walk on, walk on...


10.03.2010

0
That's my city.


Passo a explicar.


Desde sempre:

Cidade de Coimbra



Nos últimos anos:

Universidade de Coimbra



Neste ano lectivo:

Estabelecimento Prisional de Coimbra





HOJE:


U2 360º TOUR.
Estádio Cidade de Coimbra

10.01.2010

1
The end is near (ou "Red é uma sportinguista tããão descrente")


O rei Ghob dizia que o mundo acabava em Dezembro de 2012, mas se for a contar com isso já vai tarde, que cá p'ra mim o mundo deve estar mesmo mesmo no fimzinho. Mas no fimzinho tipo... hum... agora já.

E se resta alguma dúvida depois de constatar que o Sporting ganhou 4 5-0 (facto que só por si deixa qualquer comum mortal de pé atrás), basta pensar que um desses golos foi - meu Deus - do Postiga - a loucura total, até mandou outra à barra e oh, eu amo-o tanto NOOOOT.
Mas, como almas cépticas que somos (que não cremos em qualquer sinal como evidência do fim dos tempos), se ainda assim estivermos reticentes - mas estão lá todos os sinais, meu povo, mais claro que luzes no céu ou círculos no milho ou imagens que choram ou a cara de Jesus reflectida numa montanha - pensemos, em conjunto: foi o Maniche, o texugo ambulante (esse mesmo) que abriu o marcador.

A sério, meu povo, beware. Acho que antes do último dilúvio não havia tantos avisos. Já o Sporting ganha por 4 5 (tão descrente eu sou que já só digo 4 em vez de 5), já o Postiga marca... e até o Maniche. Tenham medo. Muito medo.