10.12.2010

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Bonnie & Clyde? Fraquinhos, fraquinhos...


Muito melhores, eu apresento-vos...

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Snoopy José & Kika Maria

Não só dominam uma cadeira da cozinha, como a varanda também é deles. Há ainda uma apetência especial da Kika pela mesa e banca da cozinha, um je ne sais quoi a que ela não consegue resistir e pronto. Ora o facto de ela conseguir chegar à banca da cozinha e ele não podia ser apenas uma mera curiosidade acerca da vida caseira destes grandes bichanos, mas – desenganem-se, meu povo! – quem pensa na inocência da gata-suicida ou do cão-que-lambe-portas-de-varanda não está a ver bem o esquema.

Ora pois que tudo o que está em cima da banca é atentamente fiscalizado pela minha Felis silvestris catus (porquê chamar-lhe simplesmente "gata" quando é tão giro ir ver nomes de espécies à wikipédia) que, após intensa conferenciação com o canídeo (nome de família, claro), prepara o assalto aos itens alimentares acidental – e tragicamente – esquecidos em cima da banca da cozinha.

E como se processa o acto?, perguntam vossas ilustres pessoas.
Em trabalho de equipa.

Uma gata e um cão, oh ancestrais inimigos!, organizados num vil assalto ao frigorífico? Não pode ser!, antevejo a vossa admiração.
Pois que aqui não é o céu o limite, mas antes o frigorífico.

Eis que (simplesmente exemplificando, claro, tal nunca aconteceu…) jaz por, oh, trágico infortúnio, na banca da cozinha uma saca cheia de ossos de leitão e com uma tupperware de leitão p'ra janta – coisa que, racionalmente, nunca seria olvidada em tão arriscado local!. Pata ante pata, com as suas luvas brancas para não deixar marcas no local, há uma felídea que desenvolve o primeiro assalto. Dirige-se à saca, roçando-se contra ela e atirando-a friamente para o chão da cozinha, onde el canídeo aguarda impacientemente pela sua fase de actuação. Daí para a frente é um conluio para rebentar os sacos, ganhando o Canis lupus familiaris o rico manjar de ossos gigantes de porco-bebé, em troca de quaisquer favores que a felídea queira em troca e que eu sinceramente dispenso imaginar.

E é com tal onda de destruição, um autêntico palco de escavação arqueológica repleto de ossadas e bocados de plástico – devidamente marcado territorialmente, se é que me entendem – que se depara uma dona menos atenta quando vai para, cheia de boas intenções, fazer uma festa à bicha e dar um osso ao canito. E deparo-me com uma taça de leitão, que jaz inerte no chão da cozinha, abandonada a um canto após as infrutíferas presumíveis tentativas animalescas (literalmente) de a abrir.

Vá lá, não fiquei sem jantar. Vale que eles são espertos, mas não têm mãos. Perigosos, é o que vos digo. Daqui resulte um novo conselho do dia para malta que tenha bichanos tão inteligentes como os meus (que saem à dona, claro está): não deixar leitão em cima da banca. Nem abandonar a taça de chocapic por menos segundos que sejam (os cães também tomam pequeno-almoço, pelos vistos). E deixar cair uma pílula no chão da cozinha também não me parece boa ideia (não resultou muito, que o Snoopy, apesar de praticamente puro e casto, já foi pai e tudo). Vis, este bichanos, unidos num complô contra as donas (eu e mamãe). Sabem-na toda.

3 Pessoas leram e ainda comentaram!

LP disse...

Ou os bichos são possuídos por uma gula desenfreada ou todas as evidências aqui relatadas levam-me à conclusão que eles passam muita fomeca e têm de se arranjar com as próprias patas!

Red disse...

LP eles tem comida a discriçao... e ainda assim podiam ser modelos!

JP disse...

Cada vez gosto mais desses rebeldes e inteligentíssimos bicharocos domésticos.
Vivam o grande e garboso Snoopy José e a arisca e elegante Kika Maria...
Eh... eh... eh...
jinhos...