12.23.2011

0
Já não falta tudo...


... para pôr isto como toque de telemóvel:


Vulgo "twisted nerve".

Já me estou a imaginar, nos dias em que vóvó liga 8 e 9 vezes (não, não estou a hiperbolizar, "saber esperar" é coisa que a ela não se lhe assiste), eu já de cabelos em pé e o telemóvel sem se calar - quando a música chega ali aos 1:11 minutos, o drama, o horror, a tragédia!, é a banda sonora perfeita (que é quando os meus instintos homicidas se começam a salientar).

(por falar nisso, vê-de como também assenta lindamente neste clipezinho de American Horror Story, o meu novo vício)

12.20.2011

1
Claro, mãe, os vermelhos são para as normais e os azuis para as rapidinhas...


_ Epá afinal não havia problema. O correio já estava fechado, mas como só faltavam os selos comprei-os cá fora e pus as cartas no marco.
_ Então mas compraste os selos onde?
_ Na máquina de selos, ela estava a funcionar...
_ Máquina de selos?
_ Sim, a máquina de selos que está do lado de fora, ao pé dos marcos do correio.
_ Ai isso é uma máquina de selos?!! Eu sempre pensei que aquilo fosse uma máquina de preservativos!!!

12.14.2011

0
Há anos cujo número não deve ser pronunciado





3
E agora meet a agenda 2012 da Red:


A minha pessoa tem agendas - e utiliza-as -, mas tem com elas uma relação demasiado moderna para os meus gostos. A modos que sim, aponto tudo, a dita anda sempre atrás de mim na minha mala, para todo o lado, mas depois vai-se a ver e já estou a traí-la com a agenda e os lembretes do telemóvel - porque, para grande inconveniente das pessoas altamente distraídas, as agendas de papel ainda não apitam, e a apontar assim duas vezes em sítios diferentes acabam por ser poucas as coisas que me esqueço.

Mas, antevendo um ano ocupado (espera-se) e cheio de coisas que é preciso apontar, resolvi querer uma agenda especial e, a dar o dinheiro, ao menos que fosse por uma coisa que tivesse a ver comigo e não por uma qualquer agenda manhosa ali do Jumbo ou assim. Resolvi, portanto, chatear a Maria Mariquitas, uma pessoa que, sendo homónima, só poderia ter bom gosto e que, em vez da minha super agenda, acabou por me tratar de cinco encomendas, que se me chegaram em embrulhos altamente fofinhos (um obrigada a ela, que tem mesmo jeito para estas coisas!).

Eis, portanto, a minha mariquitas, uma agenda que é a minha cara.
(e pela qual, como narcísica que sou, estou completamente apaixonada)
(e ainda que combina na perfeição com o layout aqui do estaminé!)


Não é absolutamente espectacular?! Diz Red Maria com todas as pintas!

12.13.2011

0
Meet Red:



Também conhecida como Monstra das Bolachas.

Ainda agora fiz um carradão de bolachas e já as despachei quase todas.

12.07.2011

4
Eu disse que tinha chegado aos 23, mas não referi especificamente que me referia a 23 anos de idade...


Acabo de concorrer a um passatempo para ganhar bilhetes para a ante-estreia do Rei Leão em 3D. Para eu ir. Ainda por cima a um sábado às 11h da manhã.

True story.

Eu podia referir aqui todas as milhentas razões pelas quais o Rei Leão é um épico, provavelmente o melhor filme de animação de sempre - dos clássicos e não só, vá, e eu aprecio bastante os novos como os Toy Story (e o que eu gosto deles) ou o Wall.E, mas epá, vamos lá ver uma coisa: primeiro há o Rei Leão e depois há os outros.

Podia referir que foi o primeiro filme de animação dobrado em português de Portugal - querem ver que eu vou buscar o VHS ali ao armário?!

Podia cantarolar todas as músicas - Hakuna Matata não é o melhor mote de sempe?! E o Elton John esmerou-se nas outras, esmerou sim - e quase as falas de cor e salteado - sobretudo as que metem hienas e o Mufasa e risos idiotas.

Podia apontar a enorme quantidade de pessoas que, quando vai ao Zoo, chega aos suricatas e pensa "Timon!!".

Podia referir a malta conhecida que deu voz à coisa - hey, o Zazu original até era o Rowan Atkinson, o Scar era o Jeremy Irons e uma das hienas era a Whoopi Goldberg!, e em PT-PT a voz do Timon será reconhecida para toda a eternidade (André Maia, meus caros, André Maia - André quem? O Timon, pronto!).

Podia relembrar que é campeão de vendas, que dá banho na Broadway, que arrecadou óscares e globos de ouro e que não deixa de ser um conto baseado em Shakespeare.

Podia considerar que há dois tipos de pessoas: as pessoas que viram E apreciaram (indissociável) o Rei Leão e as que acham que o simba era aquele dos bonecos da selva que davam de manhã na TVI, em que também lá metiam o Bambi e o Balu e afins (as pessoas que fizeram isso mereciam 6 tiros de caçadeira) Por falar nisso, nem sei como é que ainda namoro com o Apêndice quando ele se me atira com uma justificação destas.

Podia também referir o meu trauma com gnus - eis algo que eu acho que não quero ver em 3D, mas vá, agora tenho mais 15 anos em cima, pelo menos, deve ser mais fácil, ai, mas coitadinho do Mufasa, ali estendido no chão, os últimos gnus a passar, o pó a levantar, e oh, que depressão, é melhor nem pensar nisso - por falar nisso, foi a primeira morte de um personagem Disney assistido ali, em directo e a cores, que a mãe do Bambi a gente nunca viu morrer, só soubemos...

Podia dizer isto tudo. Depois podia também, claro, opinar que, de facto, e sobretudo nas sequências que se pretendem cómicas, a coisa fica-se pela faixa etária a que é destinada, ou seja, é mesmo só para as criancinhas acharem piada. Podia ainda esclarecer que claro que sei que a versão 3D não vai acrescentar nadinha e basicamente consiste em aproveitar o sucesso do épico até ao tutano, apresentando-o de forma mais apetecível à geração mais novinha por um preço de bilhete que não tem nada a ver com o de 1994.

Podia dizer isto tudo e muito mais. Mas vou-me limitar apenas a concluir que as pessoas que viram o Rei Leão são, certamente, melhores pessoas. E quem não viu teve, indubitavelmente, uma infância (uma vida, diria até) muito mais triste. Mas está sempre a tempo.

12.05.2011

1
Atentado ao Espírito Natalício


Eu juro que até gosto da música (em todas as alturas do ano menos nesta), mas se ouvir Mariah Carey em tudo o que é centro comercial me provoca uns instintos ligeiramente violentos, ouvir Mariah Carey em dueto (ou nem sei bem o que chamar àquilo) com o Bi-Bieber em tudo o que é centro comercial dá-me vontade de sair de casa com uma pressão de ar a dar tiros em pessoas vestidas de Pai Natal.

(By the way, parece que a Árvore (falsa) (chamar-lhe pinheirinho é redutor, porque a bicha até tem um tamanho considerável) está de volta aqui à habitação (em boa verdade ela nunca saiu ali da despensa, mas é para compreenderem o ar dramático da coisa). Depois de um ano de ausência por questões mais sentimentalistas e depressivas, e ainda que venha tarde e a más horas (que mamãe é precoce e costuma expôr a bicha já logo ali em meados de Novembro), a Árvore está de regresso, para iluminar toda a bela rua (mamãe é ligeiramente exibicionista e a dita cuja vê-se ao longe). Assim sim, iniciamos saudavelmente por estas bandas o tal do espírito natalício.)

12.01.2011

1
Opááááá*


... que isto é tão bom!



* ao que a minha mãe usualmente me responde "oh vassouraaaa".

11.29.2011

3
Pois pelos vistos anda tudo a arder.


Informa-me o Apêndice que parece que o Benfica lançou uma linha de preservativos.


Preservativos esses que me parecem mais as tampas das minhas cápsulas da Dolce Gusto, mas adiante.

Agora é que vão ser os 15 minutos à Benfica por esse país fora. Pobres namoradas/esposas de benfiquistas, já não chegava o conjunto bigode+fato de treino+meia branca no chinelo e ainda vão ver a coisa reduzida para 15 minutos.

Confesso que aquele "vai um dérbi?" vem no timing perfeito - se os verdes tivessem sabido disto mais cedo, provavelmente a coisa já não tinha pegado fogo...

Mas acho bem que lancem uma linha destas: assim como assim já há benfiquistas a mais, é melhor prevenir o avanço da espécie.

11.28.2011

0
Eu era para vir aqui desenrolar um rol de coisas que se me tiram do sério, mas agora só se m'alembra...


... das claques. Nutro especial antipatia pelas claques tripeiras, mas o triste é que as outras estão no mesmo nível de animalice, sejam vermelhos, verdes ou de Guimarães. Porque há os adeptos normais, há os adeptos tendenciosos e há os adeptos tipo extremista - e são estes que constituem o sumo das claques, que parece que andam todas a treinar hooligans. Só tenho uma excepção a esta regra, que são os moços da Mancha Negra, que me parece terem uma menor concentração de bestas por metro quadrado - mas é tudo gente doida na mesma, não há grande dúvida quanto a isso. E não me levem a mal, eu até tenho um cd da Juve Leo, e sei que as claques são fontes de apoio e suporte fundamentais para os clubes, mas pois, nestes jogos e nas áreas de serviço a bosta é sempre a mesma, só o cheiro é que é diferente.

Para mim que, como vocês sabem, sou uma pessoa extremamente fofa e ponderada, a resolução da coisa era simples: ah e tal põem um estádio a arder? Era lá deixar fechados todos os energúmenos e, aí sim, esperar que ardesse. "Oh mãe mas eles fizeram o mesmo em Alvalade no ano passado e uma vez até mataram um adepto sportinguista com um very-light numa final da Taça e agora só me deixaram entrar a meio do jogo e não me deixaram ir fazer xixi e bateram-me quando eu não fiz nada e não havia lugar para todos na jaula e eu fui tratado como um animal" - e então pronto, como só temos 5 anos vamos ser animais a sério e mostrar as grandes bestas que há em nós e perder toda e qualquer hipotética razão que tenhamos, porque em vez de um cérebro para cabeça nos deram um isqueiro para a mão.

Eu cá também tenho instintos bastante sanguinários e vingativos. Sei que há uns quantos elementos da brigada do cacetete que estão mesmo mortinhos por lhes dar uso nestas situações, acredito que as declarações verdes pré-jogo foram parvas e só serviram para potenciar o lado animal da malta, admito que as condições não tivessem sido as melhores e acho inadmissível num jogo destes com todos os mecanismos e a segurança que implica haver uma falha na organização de ter gente a entrar ao intervalo - porque os bilhetes são baratinhos, né, e afinal eles nem querem ver jogo nenhum, só querem é fazer porcaria, pois, deve ser isso -, mas absolutamente NADA - nem os outros terem feito o mesmo, pois, que a arruaceirice é coisa que não escolhe clube, só claques - justifica aquele tipo de reacções que ei, vá-se lá saber, até são crime e vão resultar, entre outras coisas, em multa pesada para os cofres do clube que eles tanto dizem que amam (parece-me que eles se esquecem destes pequenos pormenores). Eu também tenho instintos, pois tenho, como tenho agora o instinto de achar que os que fizeram a bela proeza deviam arder lá todos, mas pois, entre o instinto e a acção há ali qualquer coisa chamada cérebro, que nestes pequenos arruaceiros deve ser coisa do tamanho de um amendoim.

E não haja aqui dúvidas que eu sou verde - verde, mais verde não há. Mas para animais gosto de cães e gatos, não de elementos de claques.


11.26.2011

2
A minha família é uma animação. Pois é.


A minha mãe é a rainha das calinadas. É. Mesmo. Não é por acaso que dá toda uma inspiração de diálogos brilhantes, como quando a tentei convencer que não, a equipa a quem ela estava a gritar GOLOOOO alto e bom som não era o Benfica, não, e Old Trafford não estava cheia de benfiquistas só por serem todos vermelhos, não, os do Manchester é que eram vermelhos também - she did not / oh yes she did. Ou como quando esteve uns 10 minutos ao telefone comigo a perguntar-me "bombas?!!" em altos berros enquanto ia no autocarro, enquanto eu lhe tentava explicar que era porreiro levar-me bongos para eu beber no hospital - BONGOS, MÃE, UMA FESTA DE 8 FRUTOS!! Mas pronto, mamãe ainda por cima está a ficar ligeiramente surda, o que potencia a coisa.

E depois temos o pai. O pai que faz grandes reportagens fotográficas, horas de filme de acontecimentos importantes, e vai-se a ver e só filmou pés. Ou só fotografou pés. Ou o céu ou qualquer outra coisa particularmente irrelevante. Porque estava a filmar quando achava que não estava e quando pôs a filmar desligou tudo. É o pai que anda numa de sair de casa e deixar as coisas ligadas, ou que prepara tudo para ir andar de bicicleta e quando está para sair de casa se esquece disso. É também o pai que acha que enormes tendas no meio da vila podem ser para pôr leões ou que diz a toda a gente no trabalho que tem em casa uns "bombardeiros" muito bons. Mas é o supra-sumo da inteligência e perspicácia - é, eu juro que é, embora às vezes não pareça: monta todo um computador, tudo no sítio - aparentemente - mas eis que o dito cujo não liga, mas que raio, desliga e volta a ligar, vira e revira, testa e retesta, até que desiste e lá leva aos profissionais do assunto "porque aquilo deve estar alguma coisa queimada ou estragada, está tudo ligado no sítio certo, já conferi!", até que alguém lhe pergunta "olhe, você ligou este fiozinho aqui...?". Mas também, o que é que se há-de esperar de alguém que deu voltas e mais a um telefone "estragado" - horas a queimar o fusível a tentar perceber o que tinha acontecido ao bicho - até o levar à loja e lhe dizerem que tinha posto as pilhas ao contrário.

Filha sofre, é o que vos digo.


ADENDA: liga fios, desliga fios, põe o ouvido à escuta e nickles - "mas isto não dá som!" ... "já experimentou ligar as colunas...?". True Story.

11.21.2011

4
De volta aos trHUCadilhos


Eu sei que deve haver gente com vontade de me espetar um catétér num olho com a história dos trocadilhos dos HUC desde este episódio relatado também aqui, mas já que o meu querido rim gosta mais daquilo que de batatas fritas não tarda eu faço mesmo aqui um marcador d'HUCaneco.

Desta vez resolvi lá ir passar um fim-de-semana. Pois que estamos novamente em Novembro, volta a estar frio e eu sei que aquilo lá é mais quentinho e deliro a ver toda a gente de sobretudo e cachecol na rua e eu lá nos trópicos de manga curta. A uma vida de dormir, ler, comer e voltar a dormir e ainda receber bolos (e romã descascada por mamãe! O que não é nada, visto que eu lhe fui esfregar os pés com creme quando ela lá esteve 15 dias no verão e isso ninguém merece) da malta que vai às visitas bem que o meu rim tem razões para se habituar. A hospedagem foi boazinha, obrigada, pois que até andei de cama e tudo por corredores do hospital, conheci um bloco periférico, havia alguns enfermeiros jeitosos e médicos também. Além disso tive direito ao mesmo quarto do ano passado e a algumas atenções extra, que isto da reincidência também tem as suas vantagens, como ficar com o lugar da janela.

"Mas então HUC'é que foi desta vez?", perguntam vomecês dois leitores e meio. Pois diz que se voltou a dar uma daquelas ao meu rim, outra pielonefrite, mais dores de morrer, qualquer coisa do género "as pessoas normais têm infecções urinárias normais, mas às pessoas especiais como eu a E.coli não se coíbe e sobe logo por ali fora direita ao meu menino". Ainda por cima, por contraponto a quem tem uma pedra no lugar do coração, eu tenho uns calhaus no lugar do rim; calhaus, senhores, calhaus, que parece que aumentaram 4x desde Março, os filhos da mãe. Pode ser que dê para montar negócio, isto dos calhaus da pedreira, quiçá serão valiosos. Se há diamantes de sangue, porque não haver diamantes de urina? Ou até mesmo rubis, que a coisa estava ligeiramente vermelhusca dada a sanguinheira desgraçada que prali ia.

Desta vez foram só 4 diazinhos mas chegou, lá volto eu com as veias desgraçadas e altamente traumatizada com a história dos catétéres na mão (MAS QUEM É QUE INVENTOU AQUELE MÉTODO DE TORTURA?!!!!) - por falar nisso, toda a gente a assustar-me com a ideia de um "duplo J" (algo que se me introduziram entre o rim e a bexiga e que se me obriga a fazer xixi de meia em meia hora - don't ask) e o raça do catétér na mão e no pulso custou 30 vezes mais, caraças - e carregada p'ra casa de contrabando de doces para pão e leites e bolachas maria (eu bem dizia que nada se perde, tudo se transforma).

Entretanto, devido à falta de paciência com estes ataques de vedetismo do meu querido rim, estive especialmente atenta às coisas que se me irritam lá no sítio, nomeadamente: tudo aquilo que me querem espetar (e não é coisa pouca); a senhora que grita todo o dia aparentemente sem grande razão e o senhor que tem um catarro que parece vir das profundezas dos antípodas; darem-me salada destemperada; haver televisão num quarto sem ninguém e eu nickles; as manhãs demasiado agitadas para quem quer dormir; o facto da feijoada ter, efectivamente, feijões (é que eu gosto do sabor daquilo, mas lá virem os feijõezinhos separados do arroz não se me apraz, que eu cá não vou lá a comê-los assim - e sim, servem feijoada no hospital e não é só à malta com prisão de ventre); não me deixarem dormir a sesta para me espetarem mais coisas; a televisão do quarto ao lado estar aos berros a passar ininterruptamente qualquer coisa entre a promíscua da popota, o anúncio do cd do David Carreira ou a versão irritante (se ouvida 1537 vezes) do "dream a little dream of me" da Aurea; fazer alergia aos pensos anti-alérgicos (que parece que me estão a arrancar a pele quando os tiram); fechar os olhos depois de três linhas de It porque me acordam às 6 da manhã para me espetarem; ir 349 vezes por dia à casa de banho; espetarem-me coisas, não sei se já disse.

Depois há sempre as análises sociológicas que me deixam dores mas é de rir, como a vez em que papai carrega no botão para chamar um dos elevadores, mas esquece-se de ver qual é e anda a correr de elevador aberto em elevador aberto ("quando mais nada funcionar, leia o livro cartaz de instruções que está afixado ao pé dos botões"), ou quando eu demorei 15 minutos a tentar explicar a mamãe por telefone que queria que ela me levasse bongos, e não bombas (lá tive de fazer referência ao bom sabor da selva para ela lá chegar, e eu que nem sou dessas pessoas com vontades destrutivas contra o hospital, ainda que me tenham acordado às 6 da manhã e espetado a mão).

Mas pronto, já estou de volta ao meu sofá e mais ou menos fina, salvo não saber onde enfiar 3litros de água por dia, que acho que estou a caminho de me tornar uma torneira ambulante a libertar xixi de meia em meia hora.

Uma viagem de volta ao mesmo sítio (15-dias-antes-de) um ano depois, heim, se não é d'HUCatano...

11.17.2011

2
Às vezes questiono-me sobre a minha sanidade mental...

... Sobretudo quando venho conduzir e dou por mim com o rádio mais de 5 segundos no André Sardet sem mudar de estação.

Mas depois apanho Eye of the Tiger (ou Bonnie Tyler ou Abba, também servem para o efeito) na M80 e começo a cantar desalmadamente e então apercebo-me que naaa, está tudo normal, foi só uma ligeira distracção e todos temos direito a desperdiçar 5 segundos por dia.

11.16.2011

0
Coisas que eu já não devia dizer em público agora que sou psicóloga #1

Um ritualzinho de verificação nunca fez mal a ninguém.

Ah e tal porque a perturbação obsessivo-compulsiva é uma doença que causa sofrimento e dificuldades no funcionamento interpessoal, e os rituais que essas pessoas usam reforçam e mantêm esses comportamentos e blá blá blá whiskas saquetas.

Pois está bem. Mas se há problema que essas pessoas certamente não terão é esquecer-se da torneira do lavatório aberta e da televisão ligada durante todo o dia quando estão para trabalhar, como papai. Um ritualzinho por dia nem sabe o bem que lhe fazia.

11.14.2011

3
Birthdays are good for you. Statistics show that the people who have the most live the longest.


Ena ena, sub-23!


11.09.2011

3
PÁRA TUDO!

Carolina Salgado desvenda, no seu segundo amontoado de folhas livro, plano secreto para matar a águia do Benfica!

(ler isto com a voz séria mas entusiástica dos anúncios idiotas "Saiba tudo na Lux!" que passam na rádio)


Ora isto vai dar um best-seller, certamente, e eu tinha de partilhar que, qual Duarte Lima qual quê, isto sim é investigação criminal. Mas, mudando de assunto, ai, é que uma pessoa aqui a definhar no sofá dia após dia entre Stephen King e Sete Palmos de Terra até vai pensando: "Bolas, eu devia escrever qualquer coisa no estaminé, que não tarda crescem lá silvas e tudo, mas com esta vida de lontra nem sequer tenho grandes motivos de inspiração". Bem, é verdade que eu já não estou no centro da acção, que é como quem diz, na cadeia (oh, ainda lá houve um motim há tão pouco tempo, bateu-se-me cá uma saudade...), mas também uma pessoa para ter fonte de inspiração de idiotice só precisa de ligar a televisão e pensar outra vez, que há toda uma série de pérolas que podem ser aproveitadas. Como a inteligência do senhor que conduzia um dos únicos 3 carros Aston Martin daquele modelo no seu país (e que, portanto, será muito difícil de identificar pelas autoridades - not) e que se divertiu a conduzi-lo a quase 300km/h numa auto-estrada enquanto era filmado por um amigo que partilhou esse feito na internet. (Se a curiosidade matou o gato, o ego matou o homem, claramente). Ai, a televisão, que nos incita a fazer, por exemplo, análises sociológicas das pessoas que ligam para aqueles programas tipo opinião pública e depois gritam ao telefone coisas como "este plano de destruição massiva dos transportes públicos não é novo, quando chegou ao governo Adolf Hitler fez o mesmo, Pinochet fez o mesmo!". (Bem, eu cá era capaz de jurar que os alvos de destruição maciça do Hitler não eram exactamente os transportes, mas mais alguém que ia dentro deles. Mas isso sou eu que ainda acredito naquelas coisas do, ai como é que se chama, aquilo, que há gente que já nem dá nas escolas, ai porra, ajudem-me, aquela história de irem comboios de carga apinhados de gente para despejar em campos de concentração, chiça está debaixo da língua, o Holocausto!, pois, esse. (Btw, quando eu for grande hei-de ler o Mein Kampf))

Bem, tudo para dizer que estou viva sim, que a televisão o ser humano é, sem dúvida, um bicho inspirador, que vou na página 571 do It e nem a meio a coisa está e que a melhor coisa a fazer para não adormecer numa viagem de carro de volta para casa às 2h da manhã é ter a rádio na M80 e cantar desalmadamente Eye of the tiger. Aaai, juntar a Carolina Salgado, Aston Martins, o Hitler, os palhaços demoníacos do Stephen King e banda sonora de Survivors no mesmo post... Não é por acaso que há para aqui uma etiqueta que diz "idiotice aos cubos".



11.02.2011

2
Sabes que estás há demasiado tempo em casa quando...


... muda a hora e tu acertas o relógio que já tinha sido acertado e consegues andar uma hora atrasada o dia inteiro, até à noite, sem te dares conta.

11.01.2011

01/11

Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste.
...
E se vires que pode merecer-te
Alguma cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,

Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.


LC

10.24.2011

0
Porque este blog faz serviço público (nunca vos tinha dito?) e pode ser que ande praí perdida malta de Coimbra (tudo boa gente).

Afinal diz que ser estudante de Coimbra não é só queimas e latadas, frequências e exames, convívios e bebedeiras, praxes e tunas. Dizem que é o espírito académico. E diz que na maior Academia do país também se faz trabalho, que há milhentas actividades, que há projectos muito bons. E diz que este é um deles e que está a precisar de voluntários:

Linha Sos Estudante:



"Se és estudante do Ensino Universitário em Coimbra;
Se tens disponibilidade de pelos menos 15 horas mensais em horário nocturno das 20h à 1h;
Se sabes e queres escutar
...
Então ARRISCA e vem fazer parte deste projecto!
Envia-nos um e-mail para: estudante.sos@gmail.com

CONTAMOS CONTIGO :)"





Conhecei melhor o projecto aqui ou aqui, e se quiserdes saber mais ide ao facebook da dita cuja secção da Associação Académica de Coimbra ou mandai-lhe um mail. E, caros conimbricenses e amigos, divulgai a coisa entre os vossos connects, já agora, que diz que as formações de voluntários costumam ser em Março e Novembro e o projecto parece p'ra cima de porreiro.

10.22.2011

4
Eu podia escrever mais, mas...

... por enquanto sou mais uma a contribuir para a improdutividade nacional (ei, depois de 17 anos de aulas uma pessoa precisa de umas férias), e a inspiração é uma cena que a mim pouco se me assiste enquanto eu tiver a difícil tarefa de me manter concentrada no caminho que percorro entre a cama, o frigorífico e o sofá+livros(seguem-se 1376 páginas - e um bom motivo para ter fobia a palhaços - de It by Stephen King, by the way)+tv+pc. Se bem que vá, dizer que contribuo para a improdutividade é um bocado falacioso, uma vez que me sinto a contribuir com imenso trabalho para o estudo do desenvolvimento da obesidade mórbida (consideremos o comer e dormir alapar no sofá como um estudo de mercado sobre as consequências dos maus hábitos de vida no peso das pessoas).

Se eu podia escrever mais, como a falar da experiência de ir guardar vez e esperar 6h para ser atendida na secretaria geral da UC, das pessoas que acham que podem ir e voltar ao mesmo tempo, da teoria sobre as audiências da casa dos segredos se deverem ao síndrome da curiosidade mórbida por aquilo ser como um gigantesco acidente (e dos nucleares) a acontecer em directo, ou até dos meus sonhos a fugir de cavalos que me perseguem no terraço de um prédio de 3 andares? Podia, mas não me apetece não era a mesma coisa.

10.21.2011

2
Então mas afinal ainda não foi desta que o mundo acabou?


Vão dizer isso ao Kadhafi.

10.15.2011

3
Sabes que o país vai mal quando:


a) são roubados sacos de batatas da porta do prédio (enquanto se vai pousar as outras compras ao cimo da escada);

b) a fila da secretaria-geral da universidade é pior que a do centro de saúde ou da segurança social, com direito a ir de madrugada para conseguir uma senha;

c) há jovens imberbes a baixar as calças no meio da estrada às 3 da manhã.

10.09.2011

2
Vamos jogar ao "descubra o intruso" (da série "Red desvenda os segredos do Universo"*)

Numa carteira de mulher podemos encontrar:

a) Lenços
b) Básicos de maquilhagem
c) Óculos de sol
d) Garrafinha de água
e) Pensos e/ou tampões
f) Pensos rápidos
g) Comprimidos
h) Chaves
i) Saco de castanhas assadas
j) Carteira
k) Porta-moedas
l) Mil e um talões
m) Óculos de ver ao perto
n) Telemóvel
o) Telemóvel de outra rede
p) Escova
q) Espelho
r) Canetas
s) Garrafa de água das pedras cheia de geropiga
t) Agenda
u) Leitor de MP3
v) Batom do cieiro
w) Cremezinho qualquer
x) Amostra de perfume-não-sei-de-onde
y) Elástico do cabelo
z) Pastilhas ou rebuçados que ajudem ao hálito


Se tiverem escolhido i) ou s)... pensem outra vez.

* Ou "é por estas e por outras que a minha família é uma animação".

(E eu, obviamente, não trago nem metade do que para aqui anda.)

10.01.2011

2
Eu comi, mas também deixei dois porta-aviões lá no frigorífico de papai! Já o Portas é mais para os submarinos.*

_ (...) Olha, depois prova um bombardeiro que está lá no frigorífico, ainda tenho lá um ou dois!
_ Um bombardeiro?
_ Sim, ainda lá há e estão muito bons, come! Sobraram ontem, que trouxeram para sobremesa, e deram-me alguns para levar...
_ Mas... bombardeiros...?
_ Sim, estão lá!
_ Ó pai, mas o que raio são bombardeiros?!
_ Então, são aquelas bolinhas de chocolate!!
_ Não serão brigadeiros...?
_ Ah, pois são brigadeiros!!! E olha eu a dizer a toda a gente que os bombardeiros estavam muito bons!
_ Então e ninguém te perguntava o que raio era um bombardeiro?!
_ Não, só me diziam "ah, sr. JP, isso deve ser muito bom!"...

* Ou "como este blog podia ser feito só à base de calinadas de papai e da mamãe".

9.30.2011

1
Querido Freud,


Estou a um bocadinho assim de açambarcar o teu divã, e não só porque sou uma aficcionada por sofás. Senão vejamos:

Antes da defesa sonha-se com o orientador da tese (e não, não é nenhum Brad Pitt, é mesmo baixinho, velhote e com sotaque da Guarda que só ele) a mandar vir e tal.

Na noite pós-defesa, sonha-se com o pai a sacar de um machado que está no banco de trás do seu fiesta e toca de dar tratamento a assaltantes alheios, mas depois o assaltante solta-se e timbas, tenho eu de lhe dar valente machadada no braço. A posteriori sonha-se coisa ruim com mamãe também.

Nas noites seguintes é um festival. Tem-se pesadelos vários com acidentes, com o irmão falecido, com aranhas ao pé da cabeceira da cama, com o Apêndice, com encomendas dos correios que não chegam (true story), com o estágio da Ordem e até com ataques de leões enfurecidos.

Por isso dizei-me, caro Freud:

Hipótese 1: PTSD relacionada com o irmão e isso.
Hipótese 2: Stress derivado da tese e defesa e coiso.
Hipótese 3: Privação de sono.
Hipótese 4: Tenho mas é o cérebro todo queimadinho, não tenho?





9.18.2011

1
Coisas com que uma pessoa pouco normal se perde numa breve ida às Englands no.3



Tirar fotos egocêntricas.
Ou "mãe, eu quero um destes!!!"

9.17.2011

2
JÁ ESTÁ!




_ ...Sim, meu.
_ Meu?!!!
_ Meu... mestre!

9.11.2011

1
Setembro deprime-me.



9.09.2011

3
Depois de saber que a pílula não só vai deixar de ser comparticipada como ainda vai aumentar, só se m'alembra:



Será que os senhores da sumol me contratam como directora criativa..?

9.07.2011

5
Mas é que eu estava a ver perfeitamente.



_ ... Vês o que está na primeira linha?
_ Hum... mal... um P... ok, não sei, está um bocado desfocado.
Põe uma lente no olho direito e tapa o esquerdo:
_ E agora? Já vês?
_ Ah agora vejo bem.
_ Então e na segunda?
_ Na segunda... é um... B... um E... um B e um K?
Troca a lente:
_ Vês melhor assim ou como estava antes?
_ Ah, assim está mais definido. É um B, um E, um B e um K.
Troca outra vez:
_ E agora?
_ Hum, acho que via melhor como estava antes.
Troca:
_ E assim?
_ Assim vejo bem, é B E B K.
_ Ok. Vamos ver o outro olho. - Tapa o esquerdo e põe lente no direito: - E agora, como é que está?
_ Assim não, está um bocado desfocado...
Troca de lente:
_ E assim?
_ Assim está bem. É um B E B K.
Troca de novo:
_ Está melhor agora ou como estava antes?
_ Hum... acho que é igual, também vejo bem... B E B K...
Põe outra vez a última:
_ Ora confirma.
_ Não, está bem, é B E B K, acho que está bem.
_ Ok, então agora vamos ver os dois. - Destapa o direito e manda-me ler com os dois: _ Ora experimenta lá.
_ Ah pois, estava-me a fazer confusão ver só com um... assim está melhor! Então é um B, um E, um B... oi, espere lá, aquilo não é um B, é um S! É um S, E, B e K! Aquilo sempre foi um S!
_ Pois, aquilo é um S...

9.06.2011

0
Coisas com que uma pessoa pouco normal se perde numa breve ida às Englands no.2



Canecas do monopólio!!
Esta já é minha. Vem quase um ano depois mas pronto, conta a intenção.

9.04.2011

3
Coisas com que uma pessoa pouco normal se perde numa breve ida às Englands no.1




Livros a um terço (quando não é a um quarto, se bem procuradinho) do preço de cá.
(ou "tirar fotos a estantes inteirinhas do Stephen King em livrarias")

9.01.2011

1
O Apêndice diz que é o Herbie. Antes esse do que o Christine.



Não perca as novidade da colecção "O carro"! Depois do sucesso d'O carro que acelera sozinho' e d'O carro que deixa de andar sozinho', chega mais um lançamento da editorial Red:


"O carro que apita interminavelmente - e sozinho".


Numa Miranda City perto de si.

Outros títulos da colecção:
O carro que é assaltado quando está sozinho.
O carro que gasta, sozinho, água do radiador à velocidade da luz.
O carro cujo ponteiro da gasolina anda para-cima-e-para-baixo sozinho.



(Eu não vos disse que era uma escritora muito profícua? Pois bem. É que nem eu imaginava que a gaita do meu ferrari se aguentava a tocar 5 minutos de seguida. Pronto, agora já sei. E depois se ainda fosse uma gaita fraquinha, agora a buzina da minha máquina infernal é igualmente infernal! Porreiro porreiro é a malta que passa apitar também. É giro é, eu ali em frente a um capot aberto a fazer de maestro para uma sinfonia de gaitas automóveis. Bah)

8.30.2011

0
Perturbação da Personalidade Múltipla é...



... quando o orientador corrige coisas que ele próprio sugeriu ou anotou.


Assim temo que a p*ta da tese não seja entregue em Setembro, não -.-'

8.27.2011

3
Too smart for that...



ou "Abandonas-me uma semana e voltas com um rato de peluche cor-de-rosa que tem um guizo e fitinhas penduradas à espera que eu delire e agradeça e lhe salte à espinha como se estivesse a caçar coelhos? Deves pensar, deves. Ganha mas é juízo." Kika dixit.

A primeira a receber um souvenir foi a Kika Maria: um belo rato de peluche cor de rosa pendurado num pau por um elástico com um guizo, o delírio de qualquer felino em qualquer ponto do mundo, com o dono a arrastar a coisa pelo chão e eles a darem uso aos seus instintos caçadores. Pois chega uma pessoa toda contente, desfaz a mala e os pais que aguentem, que a primeira é sua excelência. Yeah right. Das duas, três: ou os 11 anos já lhe pesam ou tornou-se uma snob, que não ligou puto àquilo, à excepção de quando lhe acertei no nariz e então lá fez o favor de pôr as unhas de fora. Também é possível que seja um ataque de lontrice pura, do género ei,-esticar-as-patas-dá-trabalho. É só para eu não me armar em parva a querer divertir(-me com) a bicha. As usual, o gato é que manda, não é o dono.

Simon's Cat

8.19.2011

2
E depois da Volta a Portugal em bicicleta...


Chega a Volta mental a Portugal em bicicleta!


Venha utilizar o seu poder da mente e ver como é! Faça como o JP: prepare todo o arsenal para um dia exaustivo de puro exercício ao ar livre, reflicta sobre o circuito a realizar, vista-se a rigor e, por fim, quando estiver mesmo mesmo mas é que meeesmo para sair de casa, vá só a outra divisão qualquer fazer uma última coisa que o faça esquecer-se completamente da volta que ia dar! Vai ver que horas depois de estar sem fazer nada de especial, quando chegar ao pé da mesa, lá estará todo o material preparado à sua espera e aperceber-se-á de que já passaram umas belas horas e se esqueceu completamente da volta que ia dar, e aí vai sentir-se tão cansado das ideias como se tivesse subido o monte Evereste com a bicicleta às costas!

Porque nunca o vamos sonhar, correr o mundo nessa nave a pedal... fez tanto sentido!

Experimente, e vai ver que não dói nada! Mesmo. Só se cair da cadeira do computador abaixo.

8.09.2011

1
Filmes do Steven Seagal a mais dá nisto.


Nada como limpar uma pressão de ar numa varanda à vista de todo um grupo de senhores das obras e depois premir o gatilho só para tirar a pressão. Pelo salto que deram creio que não pensaram que era só mesmo ar. E nada como papai ir depois correr a esconder-se dentro de casa antes que pensassem que ele andava a chumbar patos ou pardais. Ou senhores das obras. Que bem mereciam, mas não somos assim tão maus, vá.

E eu agora vou só ali segurar mamãe que diz que está com um síndrome vertiginoso agudo. Na minha terra, a soma tonturas + vómitos + mal-estar + não se segurar em pé nem aguentar abrir os olhos + andar a cambalear para tudo quanto é lado + ver a dobrar ou tudo a andar à roda = bebedeira das grandes e ressaca daquelas. Mas dizem os senhores dos HUC que são vertigens. Pelo sim pelo não é melhor ir esconder as garrafas.

P.S.: concertozinho dos Bon Jovi? Muito bom e recomenda-se, oh se sim! And so we're livin' on a prayer! Ei e deu para corrigir meia tese no caminho! Só foi cancelado o lançamento do volume A tese vai à praia por questões de saúde da matriarca, mas pronto, foi a Lisboa e voltou - o mesmo não se pode dizer de todas as minhas chaves, que ficaram por lá mais uns dias - e já não é mau.

7.29.2011

9
Porque eu sou uma escritora muuuito profícua.


Depois do lançamento, no mês passado, do título A tese é roubada-em-conjunto-com-tudo-o-resto-que-ia-no-portátil, a tese está de volta com novas aventuras! Não perca, na próxima semana, o lançamento dos tão aguardados volumes A tese vai aos Bon Jovi (é que a viagem de intercidades ainda demora...) e A tese vai à praia.


Outros títulos da colecção:

A tese na faculdade
A tese vai à prisão
A tese anda de carro
A tese coze neurónios
A tese vai ao TAGV
A tese e os biscoitos

7.26.2011

6
The Cookie Monster.


Depois de duas sessões de árduo trabalho (anteontem para prova e hoje em dose industrial) a desenhar corações com uma faca, a fazer luas com um cortador de massa de rissóis ou a cortar bolachas redondinhas com o cu de uma chávena de bica é que mamãe se lembra de adquirir cortadores de massa para bolachas. À falta de homem de pão-de-ló (eu quero, eu quero!!!), há, entre outras formas mais normaizinhas, um urso e - muito mais relevante! - um hipopótamo! Não sei bem porque é que há um hipopótamo como forma de bolacha, não me lembro de alguma vez ter visto uma bolacha em forma de hipopótamo, mas pronto, está bem, isto veio da loja chinesa ali ao lado e lá para aqueles lados deve haver muitas bolachas com forma de hipopótamo e a gente é que não sabe.



Mas epá, agora a sério, eu quero tanto bolachas em forma de homem de pão-de-ló! (e foi assim que o Hannibal começou: primeiro eram homens de pão-de-ló para o lanche e depois miolos para o jantar)


Oh, by the way, biscoitos bolachas: 2; tese: 1. Os meus neurónios precisam de alimento enquanto se esmifram a concluir coisas de resultados obtidos!

0
DEIXAI-ME LIBERTAR A FASHIONISTA QUE HÁ EM MIM!


(sim, por mim vai tudo dar às galinhas)

7.25.2011

1
Culinária de biscoitos: 1.



Tese fofinha em psicologia forense: 0.


Raios partam a procrastinação.

7.23.2011

0
And then she went back to black


Esquecem-se que o pó mata e depois dá nisto...

7.19.2011

6
Não, epá, agora a sério.


Mas o que é que se passa com as pessoas que acham que tomar banho pára a digestão?! Meu querido povo, não é o banho que pára a digestão (águinha e escova de aço não fazem mal a ninguém). É o choque térmico, pá, água fria ou água demasiado quente. Não é a água em si, que essa não tem poderes mágicos. Por isso se não quiserem dar uma de banho de mar ou de sauna no chuveiro podem tomar um banho rápido à vontade, com água morna à temperatura do corpo.

Chiça, raios partam as caras de aflição quando digo que vou tomar banho depois do jantar. Não convém é faltar o gás, vá. Agora ide, que esta conversa já está a cheirar mal.

7.15.2011

6
É que desta história toda sobre o exame nacional de português eu só me consigo lembrar...


... De gozar ad aeternum com um dos meus melhores amigos (e melhor aluno daquela escola naquele ano) por ter tido 0 pontos numa pergunta de opinião. Porque ainda hoje o Gui é lembrado que a opinião dele não conta...


É triste haver tão más notas a português, mas ei, gente que saiba escrever minimamente em condições não anda a ser fácil de encontrar. Todos os profs da faculdade se queixam do mesmo. Isso e contas básicas. Cá para mim sempre achei que línguas não se estudam; compreendem-se e treinam-se com leitura. Digo eu, que sou uma gramma nazi. E epá, agora a sério, eu percebo que a malta se queixe: queixamo-nos sempre, eu também me queixei do exame de química e de coisas de outras cadeiras que não se deram nas aulas, de ser muita matéria para um ano só, de termos sido auto-didactas a biologia e a psicologia porque as professoras estarem lá ou não estarem era indiferente, de termos sido um ano de transição em que as regras mudaram a meio do ano e eram diferentes do ano anterior e foram diferentes do ano seguinte - mas porra, andem para a faculdade e vão ver o que é muita coisa para estudar e critérios de correcção dúbios (em exames que podem não chegar a ver) e estudar coisas de que nunca se ouve falar nas aulas e de sair em exame o que nos livros só está em rodapé e de critérios de avaliação mudados a meio ou no fim do ano. Todos os anos nesta altura penso o mesmo, que também já passei por lá e que o ditado da minha avó se aplica na perfeição: "ainda não viram o cu à carriça!". Mas ei, naquela idade (tipo ontem) não se "vê o cu à carriça" mesmo...

7.12.2011

12
So I'll miss the life in prison.


Um ano lectivo depois, chega-se ao fim de mais uma - provavelmente a mais divertida destes últimos 5 anos - etapa. E foi AWESOME!

Vi ladrões, homicidas, violadores, falsos-sádicos, traficantes, burlões, incendiários, condutores sem carta, vi reclusos que exageram e vi reclusos que mentem sobre o que fizeram (como se não houvesse acesso aos processos).

Vi homens nus a gritar assustadoramente com vários guardas à volta, vi revistas às celas, vi ratos na cave, vi toxicodependentes com um síndrome de abstinência lixado, vi sem-abrigos a passar por uma fase de higienização à entrada (que é como quem diz, rapa o cabelo, toma banho e desinfecta tudo), vi receitas de como fazer bagaço numa cela com recurso a itens à-McGyver.

Vi um recluso que engoliu uma lâmina de barbear mas se esqueceu de tirar a cápsula de protecção, vi o INEM ser chamado por causa de um que se atirou do último andar e ficou em coma, vi vários ferimentos do tipo "olhe-sabe-estava-à-procura-de-uma-coisa-e-caiu-me-o-pé-da-cama-em-cima-e-fez-isto" ou "parti-o-nariz-quando-caí-da-escada", vi delírios paranóides (yei!), vi ataques de raiva, vi casórios, vi histórias de vida tããããão interessantes, vi cartas de amor a funcionárias, vi projectos de vida tipo "quando-sair-daqui-vou-abrir-um-bar-de-alterne!", vi reclusos que me pareciam técnicos, vi técnicos que pensei que fossem reclusos.

Vi guardas prisionais a passar-se dos carretos, vi muitos ciganos e muitos gajos do FCP, vi bastantes romenos e brasileiros, vi malta mais nova do que eu, vi gajos da minha idade, vi alguns que já tinha visto no Centro Educativo, vi roupa mal-cheirosa, vi reclusos que "encontram bocados de haxixe no chão", nunca vi tanto toxicodependente, vi muito analfabruto, vi gente com curso superior, vi reclusos que estão mesmo a frequentar o ensino superior.

Vi como é o recluso que manda na Instituição e não o contrário, vi que eles aproveitam a ideia de terem direitos para fazerem daquilo campo de férias, vi que aquilo não tem condições nenhumas para um campo de férias, vi que a ala dos bem-comportados tem tão melhor aspecto do que as outras e é frequentada sobretudo por homicidas e burlões (mas é que me sinto muito mais segura), vi que o estabelecimento está sobrelotado, vi que os enfermeiros de serviço passam uma fona com as exigências, vi que está tudo sobre-medicado para andar mais calminho e não arranjar problemas, vi que usam tudo para trocar com tudo e que muita coisa se compra às vezes com pouca.

Vi que este EP tem uma fama do caraças e eles não querem vir para cá, mas que o TEP daqui é muito mais amigo e então já querem, vi presos drunfados, vi presos famosos, vi gajos que se evadiram, vi reclusos que estiveram presos a maior parte da vida, vi gente que só lá foi passar uma noite por não terem pago 3€ de multa, vi malta que saiu em ausência ilegítima e andou lá por fora - e até sem usar esquemas nenhuns - uns belos anos antes de se resolver a voltar sem ninguém os ir buscar.

Vi que eles preferem ver a novela do que ir falar connosco a menos que vamos de saia, vi os parentes ricos dos guardas prisionais, ou seja, os do GISP (Grupo de Intervenção e Segurança Prisional, que são guardas com muito mais estilo, coletes almofadados, que andam sempre de G3 em punho e de nariz ameaçador no ar), vi autocarros da cadeia (lindos e amarelinhos cor de diarreia que só eles), vi carros prisionais descaracterizados com aspecto de serem de 1775 e de terem andado na guerra civil a fazerem escolta a carrinhas prisionais a sério, ouvi muitas sirenes, vi dias agitados, vi dias em que não se passava nada, ouvi dizer que se confirma a possibilidade de darem "tratamentos especiais" a agressores sexuais, vi guardas que se pudessem os amarravam a todos e lhes deitavam fogo, vi reclusos que até para irem à sala do dentista precisam de algemas, vi gajos que ficam horas no recreio a andar para trás e para frente com seus súbditos enquanto guardam as suas roupas que secam penduradas nas redes de uma baliza de futebol.

Vi que psicólogo consegue ser mais desvalorizado por técnicos do que por reclusos, tive dias em que chamava 10 e não me aparecia nenhum, tinha dias em que não queria nenhum e vinham-se meter no gabinete, vi um exibicionista com discurso altamente sexualizado, vi que "motivar para a mudança" deve funcionar em 5 em cada 100 (e já não é nada mau), vi que intervenção psicoterapêutica é inexistente (levam com medicação e acompanhamentos e aconselhamentos e já vão com sorte, mesmo a malta com o miolo desregulado), vi muitas teorias da conspiração sobre o sistema, vi muita paranóia e cagunfa, vi muita cagança também, vi de tudo um pouco.



Vou ter saudades daquilo. Agora no mesmo nível gostava de ver o de Leiria (diz que o especial para a malta nova é do piorio - me like it) e claro, o da Carregueira, com os meus queridos agressores sexuais. Um dia, quiçá. Agora siga para bingo, que é como quem diz, para a tese.

7.09.2011

1
Quando eu for grande (gigante!)...







... Hei-de ter um cão chamado Cãofúcio.

7.07.2011

2
Não estou a ver coisa mais apropriada neste momento.

So you can hurt, hurt me bad but still I'll raise the flag.

Gosto porque é Coldplay, gosto porque me soa a 90's (talvez por causa disto, mas são pormenores), gosto porque every siren is a symphony and every teardrop is a waterfall – ou seja, o sol brilha e a relva é verde. Portanto, turn the music up, got your records on, shut the world outside until the lights come on, e bom fim-de-semana!

7.02.2011

0
Haja a famelga para me fazer rir.


_ Olha, o que é que será aquela tenda enorme ali ao lado do mercado, com aquelas barraquinhas?
_ Pode ser para pôr leões!

Claro, pai, uma pessoa vê uma tenda branca grande e a primeira coisa que pensa é numa exposição? Numa feira? Numa mostra de qualquer coisa? Na, é em leões. Vê-se uma tenda branca e a primeira possibilidade que vem à cabeça é serem leões. Em Miranda City. Claro. Como é que eu não pensei nisso. -.-‘

7.01.2011

5
Exmos. Srs. Larápios:


Agradeço imenso a gentil atenção que haveis tido em não me estragar nada no carro. Fechadura intacta, luz de cima desligada (só para não gastar, que vocês são uns poupados), baixaram o banquinho de trás para me irem à mala mas puseram-no no sítio outra vez e até ajeitaram o forro do banco e ainda me arrumaram o triângulo de sinalização para um canto fofinho. Só tenho a agradecer. Limparam-me a mala do carro, portanto (levando o meu ilustre vermelhusco). Só tenho pena que não tenham limpo mais nada, já que tenho uma grande cagada no vidro do lado do pendura que dá um bocado mau aspecto ao meu veículo de guerra. Agradeço também que tenham sido rápidos. Já viram a chatice que era eu ter chegado à rua e visto uns gatunos dentro do meu carro a fanarem-me o portátil que tanto me esmifrei para comprar com o meu próprio dinheiro – que eu mal tenho – e que ainda anda a ser pago até ao final do ano? Isso sim era chato, que depois eu ia ficar em pânico, ia querer matá-los, ia querer deixá-los sair do carro só para pegar na minha máquina infernal e passar-lhes por cima, ia querer gritar desvairadamente “ladrão! Ladrão! Agarrem o ladrão!”, ia chamar a polícia, e quando o senhor barrigudo chegasse e analisasse as redondezas do alto da sua proeminência estomacal já os moçoilos teriam fugido com a minha maleta (claramente de gaja) debaixo do braço. E isso seria muito chato. Agradeço também que não tenham ficado pela zona do furto. É que se papai vos apanha ia-se-vos ao pescoço de tal maneira que bolas, o meu estágio na prisão já está a acabar e depois ia ser difícil vê-lo por lá.

Mas agora que vocês já viram que o meu carro se abre em 2 minutos sem deixar mossa alguma, que eu estagio na prisão e que o meu relatório tem 58 páginas de texto mais outras tantas de anexos (sim, o bicho ia na maleta também…), que eu tenho um extremo bom gosto para malas (sabem, seus cabrões, é que foi a última prenda de natal do sócio, heim? E esse vermelhusco foi comprado com o aval dele e fazia-me lembrar boas coisas, sabem? Além do trabalho e de todas as coisas – incluindo fotos valiosas, mas nem por isso badalhocas – que lá iam… Por isso haviam de morrer com um pau cravado de pregos cheios de tétano enterrado pelo rabo acima até sair pela boca que eu ainda ia bater palmas e lançar confetis) e para computadores também, que ele é lindo e red como eu, agora que sabem isso tudo, PODEM DEVOLVER-ME O MEU PORTÁTIL, SEUS FILS DE MERETRIZ?

Pois que de momento é só, muito agradecida e passar bem.

6.28.2011

4
Parabéns, Maria I.!

Que é alguém de quem eu pouco mais sei além de que vale muito a pena ler.

4
Quando estas coisas acontecem o mundo não acaba, que eu sei. O meu não acabou. Só ficou indubitavelmente mais pobre.


Já soube como é e não desejo a ninguém. Não é diferente por este ser famoso. Não estive à espera 3 dias do pior, mas estive 8 dias à espera de um corpo que eu sabia que estava morto a 600km e que nunca mais chegava e eu sem poder fazer nada. Vi-o chegar de avião dentro de quatro tábuas e oh, não é uma imagem que se esqueça. De todo, não foi irresponsabilidade dele - pelo menos não daquela vez -, mas de que é que adianta, se acabou por ter o mesmo destino? Não fiquei com raiva - ao contrário da que tenho contra os outros inergúmenos que para aí andam na estrada - de quem lhe levou a vida porque bem, também ficou lá sem ela e além disso, assim como assim, a vida não nos pertence inteiramente, não é? Senão, não seríamos tão condicionados pelas acções dos outros. E todos os dias é o irmão de alguém, não é mesmo? Como passei a atentar melhor através das notícias dos jornais, todos os dias é o irmão de alguém, o filho, o pai, quem quer que seja. E todos os dias dói um bocadinho, como na música do P.Diddy. Compreendi bem, como compreendo o que eles estão/vão passar agora, que não deve ser muito diferente, e espreme-se-me a alma cada vez que leio estas notícias, seja menos ou mais famoso. Porque eu também sou um alguém e o meu irmão já morreu há um ano. Chiça penico, o tempo corre que voa. Dói todos os dias, mas o mundo não acabou, que eu continuo cá; não é tadinha de mim, oh, perdeu o irmão: não, que eu como, eu durmo - eu vivo, com mais ou menos saudades, mas vivo, porque é isso que é suposto eu fazer (é que não é suposto perder uma pessoa assim, mas duas ainda menos). Coitado é dele que ficou com a vida a um terço e tinha tanto que fazer. Por isso o programa das festas segue dentro de momentos. Porque ei, é mesmo uma filosofia de vida: o sol brilha e a relva é verde. 'Cause I'm a fucking rock, ain't I? And he's out there watching me.



E tudo o que eu sei a mais não me diferencia do que que as outras pessoas acham que sabem sobre isso.
A diferença é que elas acham e eu sei,
that's all. A diferença é curtinha curtinha - é só uma página de jornal.

6.24.2011

3
Oh, andar de avião ou de barco (adenda: e de limune, oh sim, também já!) é sobrevalorizado.


Hoje apeteceu-me andar de reboque. Estava farta de andar de carro, combóio já não há, autocarro é para pobre (para pobre cujo carro tem de ir no reboque, por exemplo) e táxi é pouco para a minha ilustre personalidade. Como tal, fui dar uma volta de reboque para não ser sempre a mesma coisa e variar um bocadinho. Acho a sua piada porque eu comprei uma máquina de guerra, não um veículo qualquer meio amaricado, e essa máquina de guerra, que tinha tido um apagão no meio da estrada, não brinca em serviço e começou a funcionar a tempo de se auto-colocar em cima do reboque.

Cheira-me que é castigo do S. João, que eu andava há um mês a sonhar com SARDINES... mas a acabar de comer um kg de camarão à meia-noite é normal que não tivesse lugar para uma sardinhinha, coitadinha, mesmo tendo passado por 4 arraiais diferentes.

Estou mesmo a ver o Sócio a rir-se lá de cima sobre a minha pessoa hora e meia à espera de um reboque. É que na nossa última vez ao menos íamos comendo (e plantando cerejeiras) à beira da estrada enquanto esperávamos que o pronto-socorro fosse salvar o sócio-mobile...

6.23.2011

2
Eu até era para vir aqui hoje falar de coisas extremamente interessantes... (SARDINES!)


... mas desisti, porque (SARDINES!) estou em fase de preparação para esse grande evento mundialmente conhecido como:


E sim, ao pé destes (SARDINES!) o Porto é um menino.
Agora vou só ali manjericar (SARDINES!) um bocadinho e deixar de comer durante o dia para logo ter espaço para 30 SARDINES em cima de fatias de broa, sim? Ora então bons arraiais e muitas SARDINES! para vomecês também!


6.19.2011

0
Dois submarinos já temos.


Mas eu ia jurar que são precisos quatro... E depois só faltam um porta-aviões, um couraçado, dois cruzadores e três contra-torpedeiros. Com o Portas nos Negócios Estrangeiros não tarda estamos prontos para a Batalha Naval. Ou então vêm aí antes 4 anos de tiros na água...

6.14.2011

3
You gotta love life in prison...


"_ Mãe, hoje vi um casamento na cadeia...
_ A sério?? Oh, que lindo!!!"


Depois da conversa de mamãe sobre as preocupações com a minha fertilidade relacionadas com o calhau que se me habita o meu querido rim, isto é um bocado assustador. Mas pronto, está decidido: vou casar na cadeia. É espaçoso, é bonito e tal, seria memorável...

Ainda me estou a lembrar que estavam a chamar noiva à senhora e eu a pensar que era piadola de guarda por se tratar de uma moçoila louraça toda jeitosa enfiada num mini-vestido branco justinho em cima de uns saltos agulha enormes à espera à entrada da prisão. Eu, na minha humilde inocência, pensava que era só mais uma das advogadas cromas que não devem saber bem para onde vão que eu já lá vi - ou então sabem-na toda mesmo -, mas afinal era mesmo uma noiva. Pronto, já posso acabar o estágio, que já lá vi um bocadinho de tudo.

6.04.2011

4
Não temeis, meu povo, i'm alive and well and genius as hell!


Eis que se passou um mês. E num mês passa-se muita coisa! Já lá vai uma Queima - a Queima, by the way, que com a última não se brinca -, com direito a tempo de antena na RTP (lá está, Red Maria a fazer serviço público) e muitas figuras tristes sem álcool envolvido (o normal, portanto) - incluindo cenas à Buzz Lightyear em cima de muros alheios, para o infinito e mais alééééém, com papai novamente reportando as perspectivas que você nunca viu (ou papai é, definitivamente, um artista incompreendido, ou tem um fetiche por pés - eu preferia acreditar no artista incompreendido). Já lá vai uma Queima com poucas noites de Parque e muita animação, com vestidos de gala em moçoilas que ainda há uns anitos andavam de rabo de cavalo, calças de ganga e bola debaixo do braço - eu? naaaa, oh pra mim que sempre fui cúmulo da femininice -, com bengaladas em cartolas e marcas de guerra no nariz, com snow angels em esferovite no meio do chão, com touros e garraiadas, com faixas ao peito e capas de super-joaninha e autocolantes a dizer Coimbra é que é. E até a bênção das pastas já foi, com almoço de família respectivo - 1 é pouco, 2 é bom, 3 já chega, 4 é uma multidão, mas oh, a arte da negociação com pais divorciados, que bónito - (evento tão frequente que o apêndice inclusivé teve receio que eu estivesse grávida e estivesse a preparar toda uma anunciação familiar).

E no decurso da dita cuja Queima - eia que semana comprida, ou então não - até uma quick trip a Barcelona por motivos menos felizes se fez, com direito a questionar senhores espanhóis da Pans porque raio é que os espanhóis não comem pastas de atum, delícias, frango, etc, que as nossas Pans têm disso e muito mais e as Pans deles não, o qu'é que se passa, mas somos todos europeios ou não?! E, lá está, ter de aturar pais divorciados em viagem é o delírio, a sério, sobretudo quando eles estão a ficar caducos e há pessoas que usam gel de banho de hotéis para pôr no cabelo à espera de fazer um penteado porreiro e não, pai, eu não digo que foste tu, até porque contado ninguém acredita.

Mas já lá vai Queima, já lá vai a Barcelona de onde eu trouxe recuerdos egocêntricos para a malta - mas é de génio, que com um íman de joaninha a dizer barcelona elas nunca se esquecem que foi a minha pessoa que trouxe quando por lá passou -, já lá vai uma apresentação de caso, já lá vai uma primeira versão de um enquadramento teórico de uma tese, já lá vai um ano lectivo de estágio pertinho pertinho dos finalmentes - oh, que saudades eu vou ter dos meus dias animados de prisão -, já lá vai um curso, quase, e eu aqui tão novinha a comer conguitos enquanto ouço teenage dream e tenciono vegetar em frente à TV a actualizar-me face a qualquer série televisiva da qual perdi o rasto nos últimos meses ao mesmo tempo que me mentalizo que tenho um relatório de estágio para entregar em pouco mais de uma semana e uma tese que dava jeito estar feita em Junho (mas Julho também é um mês bonito, não é?).

Pois que pronto, era só isto, não me parece que se tenha passado muito mais de importante na minha ausência, salvo as belas manchetes que a E. Coli já provocou - não devo ser só eu a achar extremamente badalhocas manchetes tipo Portas usa pepinos para atacar Sócrates ou afinal a culpa não é dos pepinos espanhóis, ou então até sou - e também a rambóia politiqueira que vai para estas bandas com a ajuda do nosso querido Metro Mondego (por-ra-da, por-ra-da, eu quero é sangueeeeee).

Eia, pára tudo, extremamente relevante é que aaai, tão novinha e já tão estragadinha, então não é que tenho mesmo calhaus no rim e, como se já não chegasse, na vesícula? Pois que penso seriamente pedir indemnização a mamãe por danos causados, que isto só me saem duques e senas tristes na rifa e olha pedras, bela m****, não gosto nada disso, diamantes não me calham, não, agora calhaus, aturai-os vós -.-'

Bem, agora mil perdões, caros 2 leitores e meio, mas vou voltar ao meu último fim de semana ocioso dos próximos tempos, sim? É que há-de ser mesmo daqueles em que levantar o rabo do sofá custa até para ir à casa de banho. Acho que amanhã voto pela janela, que com a urna aqui tão perto era só fazer do boletim um aviãozinho et voilá, já estava. Ora então passar bem, sim?

5.23.2011

2
Qualquer coisa deste género, o fim do mundo que era suposto ter sido ontem ou anteontem.



5.18.2011

4
Uma curtinha curtinha (que isto agora não dá para mais):


Passo a explicar. Perguntarem-me pela minha tese nesta altura é mais ou menos como a pergunta "então e vocês?" num casamento a que eu vá com o apêndice:

Not nice. Not funny.

Are we clear?

5.16.2011

1
Creio que se trata disto...



5.15.2011

4
Com a última não se brinca.



Desculpai, fiéis leitores - ou não -, mas a modos que ando meio ocupadíssima, sim? Je volta. Não sabe quando, mas volta!

(By the way, então os espanhóis não têm pastas de atum, delícias, frango, etc? Ora essa, só passo vergonhas -.-' )

5.06.2011

1
Já começou:




E este ano é que vai ser. Pelos que cá estão e pelos que queriam estar.


Do not stand at my grave and weep
I am not there; I do not sleep.
I am a thousand winds that blow,
I am the diamond glints on snow,
I am the sun on ripened grain,
I am the gentle autumn rain.
When you awaken in the morning’s hush
I am the swift uplifting rush
Of quiet birds in circled flight.
I am the soft stars that shine at night.
Do not stand at my grave and cry,
I am not there; I did not die.

[Mary Frye]

4.27.2011

3
Como justificar um matricídio (ou "vê e aprende, oh tu que mataste a tua mãe porque ela era muito exigente contigo no teu curso de medicina -.-' ")


_ MÃE MÃE MÃE MÃE MÃE! Vai abrir uma Emanha em Coimbra!!!!!!
_ Já sabia... Mas não te quis dizer.

4.25.2011

1
É suposto eu estar em retiro para tratar da minha tese.




Eu disse "é suposto".

4.15.2011

0
Ainda o meu pai...



Que escondeu um envelope em casa de forma a que não fosse tentado a ir buscá-lo...
... E agora já deu a volta à casa à procura e não o encontra em lado nenhum.

Mission accomplished, portanto.

4.13.2011

4
Porque é que o meu pai é o maior:



  1. Porque é meu.
  2. Porque não se cala quando tem razão e não se coíbe de reclamar.
  3. Porque reclama com afinco.
  4. Porque se não está contente com a sua avaliação, não desiste e reclama fundamentadamente.
  5. Porque se o chefe não o ouve, reclama para a comissão.
  6. Se a comissão não liga, reclama para a directora.
  7. Porque quando reclama para a directora já tem preparado o possível recurso para a Direcção Geral.
  8. E sobretudo porque (la pièce de résistance!!), ainda que seja um homem sério, sóbrio e rígido, quando vai à reunião de avaliação que dá conta do resultado deste processo leva esta t-shirt vestida:




adenda: claro que fui eu que lhe dei a t-shirt.

4.09.2011

1
Eu, sádica, me confesso:


Empunha a pistola, atira a matar e só acerta fatalmente em 6? A modos que é um atirador um bocado pró fraquinho...

0
Voooooooooooou lembrar para sempre a noite de luar...


Consta que vai dar hoje no "Perdidos e Achados" na SIC uma reportagem que me faz, oh, ir buscar a cassete abaixo (uma cassete vermelha e preta, provavelmente a cassete mais gira que já me passou pelas mãos), com aquela capinha preta fofinha já meia descorada, e ver que ainda sei o raio das letras todas.

É que o crítico é que depois ouço Jason Donovan ou Fool's Garden na M80 e sai-me "sumo de limão" e "canções da chuva"...




4.08.2011

0
Eu antes pensava que eu é que era uma anti-tripeira preconceituosa e não sei quê...



... mas epá, agora a sério, eu só vejo presos do FCP.

4.03.2011

10
One penny for my thoughts.


Gosto dos meus óculos vermelhos, de morangos com chantilly, com açúcar, com leite, whatever. Idolatro ovos moles, barquinhas de ovos, hóstias, tudo o que tenha doce de ovos do bom. Sou uma verdadeira lontra, estou bem é a não fazer nada, mas também me farto depressa. Procrastino até não poder mais, funciono tão melhor sob pressão. Gosto de comida, oh, gosto tanto de comida!, mas ando fraquinha fraquinha, nem tenho desejos de Big Macs nem nada. Sou a encarnação do monstro das bolachas. Ninguém faz Molotof como a minha tia. Não gosto de chanfana mas ela é mesmo nossa. Gosto de gelados e crepes e chocolate. Tenho uma máquina de fazer waffles e uma Dolce Gusto que faz um belo nesquick. Comida e televisão, qualquer dia deixo de ser uma lontra esbelta para ser mais parecida com um leão marinho. Sei que Ele me ama quando me manda vídeos de lontras que passam o dia de barriga para o ar a brincar com pedras; eu também O amo quando lhe chamo urso e lhe digo para ir cumprimentar o familiar gigante que está no parque verde.

Gosto das minhas velhas all-star companheiras dos dias e dos saltos de 12 cm que só conhecem a escuridão da noite. Tenho uma t-shirt “eu amo você” pendurada ao lado de um vestido sério tipo saia e camisa. Sou de sapatilhas, mas quero arranjar o raio de um vestido de noite para o Baile de Gala. Tenho mais underwear do que roupa e vivo bem com isso. Sou do sol e a chuva que me desculpe, mas só é boa quando é dia de ficar na cama. Sou do calor, a minha temperatura corporal deve ser ligeiramente acima do normal, mas os meus pés são sempre icebergs mesmo no pino do verão. Os meus pés não são deficientes, são apenas uns pés de Cinderela fraquinhos. Tenho umas sabrinas vermelhas aos quadrados que não calço desde que caí a correr para o comboio com elas, em frente a meio mundo. Comprei outras sabrinas vermelhas na Zara Kids e disse que era para a minha irmã, mas eu não tenho uma irmã e da última vez que as calcei Deus deve-me ter dado cabo dos pés por causa disso.

Não sei tudo sobre os meus melhores amigos. Aliás, há muita coisa que não sei deles. Não sou a que melhor os conheço em termos de conteúdo, mas conheço-os perfeitamente na forma e é isso que no final interessa, o resto é só cusquice. Namoro há anos cujo número não deve ser pronunciado. Não sei tudo nem quero saber tudo, mas o que sei sei melhor. Adoro os meus bichos, devia ligar-lhes mais. São do mais esperto que há, mas isso todos os donos dizem o mesmo, assim como as mães, ainda que não seja tão verdade como isso – mas aqui é mesmo, a minha gata liga a televisão e tudo. O meu relógio biológico anda para trás. Criancinhas são pestes e bebés são “máquinas de fazer cocó”. Anyway, gosto de baby-grows azuis do super-homem, por isso os meus pais talvez não precisem de começar já a desesperar. Adolescentes dão-me vontade de distribuir chapadas. E todas as outras pessoas que têm a mania também.

Sim, sou uma quase-psicóloga, não, não sei o que vocês pensam. Sim, psicóloga forense, não, não sei porque é que o Renato Seabra matou o Carlos Castro ou porque o gajo de Coimbra matou a mãe. Sei que as coisas não são só preto ou branco, mas tudo o que eu sei a mais não me diferencia do que as outras pessoas acham que sabem sobre isso. Não, não vi demasiado CSI, sou um bocadinho anterior a isso. Quando quiserem insinuar que escolhi porque está na moda ao menos lembrem-se que sou mais dos tempos dos Ficheiros Secretos e sim, sempre quis ser uma Scully, autopsiar corpos de dia e autopsiar mentes à noite. Gosto da vida na prisão, fazem-me mais impressão os guardas do que os presos.

My brain beats my heart. As minhas vísceras pensam em cortar os órgãos genitais de um pedófilo às rodelas, o meu cérebro adora agressores sexuais. Tenho nojo de um anormal que manda piropos e é porco para as raparigas que passam na rua, mas de um violador tenho mais pena. Consigo empatizar com um homicida, mas salta-me a tampa quando vejo anormais na estrada a fazer as asneiras que mais tarde ou mais cedo vão pôr os outros em risco, e digo interiormente que desejo que marrem com a cabeça contra um poste. A tampa salta-me facilmente, portanto. Digo asneiras no trânsito, rogo pragas mentais a quem merece e oh, amuo tão facilmente, mas depressa desamuo também. Acredito no karma; não na doutrina, mas no “cá se fazem cá se pagam”. Mas passo a maior parte do dia a rir, faço uma piada de uma ocasião de morte e o meu sarcasmo é do puro. Não tenho perfil para mártir, tenho antes uns instintos um bocado sanguinários.

Falo pelos cotovelos desde a escola primária. Às vezes apetece-me dizer tudo mas não sai nada. Às vezes sai demais. Tenho saudades de ser a primeira da turma. Sou desenrascada. Sou mais triste do que o que os outros sabem. Sou tão inteligente como eles pensam. Sou menos culta do que o que eles acham. Já não sou uma sem-vergonha, já não digo tudo o que me vem à cabeça, o meu filtro eventualmente acabou por ligar; deixei de ser essa sem-vergonha no tempo em que comecei a corar na escola, e é por isso que sou a Red, as in redface, mas só Red tinha muito mais estilo. Não sou O Red, não sou do Benfica, não gosto de tudo o que seja vermelho como, por exemplo, pimentos, ou até o abdómen da assustadora aranha redback. Admito que as excepções não devem ser muitas. Há dias em que sou nerd, há dias em que sou geek, há dias em que vejo Anatomia de Grey. Não concordo com a teoria de que os “homens não ouvem nada e as mulheres não sabem ler mapas de estrada” – eu sei ler mapas de estrada. Sou muito má com nomes de pessoas, com ligações familiares, com esse género de associações, ainda que a minha memória visual seja espectacular. Ainda tenho alguma dificuldade em distinguir os lados, à vezes tenho de olhar para a mão que escreve para me lembrar qual é a esquerda. Dá três dias antes do Alzheimer. Sou um GPS, sou boa co-pilota, quero ser boa condutora como Ele. Sou boa faladora, talvez seja melhor ouvinte. Olha para o que eu digo, podes olhar para o que eu faço, mas não olhes para o que eu penso. Não é que não diga o que penso, mas às vezes não penso tudo o que digo.

Adoro viagens, mas mal saio do sofá. Gosto de conduzir. Tenho saudades de jogar monopólio, mas o antigo, aquele em que a nota mais alta era de 5000 e toda a gente queria a Rua Augusta e o Rossio. Aprendi poker de dados aos 6, poker de cartas aos 20. Está-se sempre a aprender. Tenho saudades das noites de jogo com os amigos. Sempre que digo A tupperware, Ele diz O tupperware, e podemos ficar nisto um bom bocado até arranjar maneira de O distrair. Eu gozo com Ele porque Ele até Curling vê, Ele goza comigo porque eu sou do Sporting. Vá, qualquer um pode gozar comigo porque eu sou do Sporting, faz parte da condição leonina esta veia de sofredora. Já fui mais vezes ao estádio da Luz do que ali ao estádio cidade de Coimbra. Em Alvalade nunca pus os pés, não sei se só porque não tenho companhias leoninas ou porque a ideia do fosso é um bocado assustadora. Sou tão anti-tripeira que até dói. É quase como aquele sentimentozinho de estimação pela malta do Miguel Torga, mas isso é a teoria da superioridade inerente a ser da UC. Epá tão nova e já finalista, chiça penico que o tempo passa depressa.

Às vezes acho que tenho piada, às vezes tenho mesmo. Às vezes o humor é inteligente, às vezes é sádico, às vezes é sarcástico, às vezes é puro, às vezes não é humor. Tenho um mau perder desgraçado, sou altamente competitiva. Às vezes acho que sei; quer dizer não acho, estou plenamente convencida, o que pode dificultar um bocadinho as coisas. Não é mania, às vezes as frases só me soam mesmo bem em inglês, não tenho culpa do meu cérebro ser bilingue. Tenho saudades de jogar à bola. Sou romântica às vezes, mas depois isso passa. Tenho a minha dose de insensibilidade. Farto-me depressa. Mas também sei ser uma resistente. Sou a que se borra toda com aranhas, mas tem a curiosidade mórbida de vê-las no Discovery Channel ao ponto de descobrir que as mígalas mudam de pele como as cobras, virando-se de patas para o ar enquanto o abdómen delas se contrai como um coração a bombear sangue e a pele se abre e sai dali uma aranha nojenta nova.

Eu sou aquela que canta desalmadamente Bonnie Tyler quando dá na rádio do carro. Sou a que põe os óculos aviador, dobra o braço como se com ele estivesse a segurar um capacete e canta take my breath awaaaaay na cantina. Ponho os óculos vermelhos e digo que tenho muita pinta. Ponho os óculos brancos e imito a Amália com um “obrigado, obrigado, meu povo obrigado”. Eu sou aquela que não bate nada bem da cabeça. Não bebo cerveja, não bebo vinho excepto sangria. Não gostar de bebidas com gás põe-me a jeito para Ele passar a vida a dizer “ai que pica na língua!”. Em dois anos soprei no balão duas vezes, uma delas ontem. Dá uma boa média. Em meio ano já tive um furo, um problema de motor, um pára-brisas trocado, um acelerador preso, e tudo se resolveu desenrascadamente. Gostava de apanhar o gajo que me roubou a protecção do vidro do pendura e dar-lhe com a outra pela cabeça abaixo.

My brain beats my heart most of the days. Sou fria. Não choro em frente aos meus pais a menos que tenha mesmo de ser. Sabe-me bem fazê-lo no peito dEle, ainda que seja um fardo demasiado pesado para Ele carregar. Sou uma pedra, sou um rochedo, aguento a tempestade como o farol aguenta as vagas no porto, até ao dia em que vem o tsunami e leva tudo. Mas tudo o que sobe também desce, e eventualmente a água regressa ao mar arrastando todos os destroços e os restos de uma vida que não voltará a ser a mesma. Sou uma pedra, mas tenho fendas, para bem da minha saúde mental. Sou uma pedra na maior parte dos dias, até àqueles em que não dá mais e me desfaço em pó inoportunamente. Não foi a mim que alguém tirou a vida mas foi a mim que a vida tirou alguém; não foi a mim porque eu continuo aqui e sigo para a frente que para a frente é que é o caminho. Tenho saudades que não passam e memórias de tempos que não voltam. Não tenho raiva, o meu luto fez-se bem. Aceitei, não pus em causa, mas nem por isso deixa de doer todos os dias. Passam os dias, passam as noites, and I’m happy as I could be, porque no meio disto tudo tenho sorte, tenho sorte de saber o que quero e quem me quer. Tenho sorte de ter o que muitos gostavam e não podem. No fim de contas e apesar de tudo,

O sol ainda brilha e a relva ainda é verde.