6.28.2011

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Parabéns, Maria I.!

Que é alguém de quem eu pouco mais sei além de que vale muito a pena ler.

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Quando estas coisas acontecem o mundo não acaba, que eu sei. O meu não acabou. Só ficou indubitavelmente mais pobre.


Já soube como é e não desejo a ninguém. Não é diferente por este ser famoso. Não estive à espera 3 dias do pior, mas estive 8 dias à espera de um corpo que eu sabia que estava morto a 600km e que nunca mais chegava e eu sem poder fazer nada. Vi-o chegar de avião dentro de quatro tábuas e oh, não é uma imagem que se esqueça. De todo, não foi irresponsabilidade dele - pelo menos não daquela vez -, mas de que é que adianta, se acabou por ter o mesmo destino? Não fiquei com raiva - ao contrário da que tenho contra os outros inergúmenos que para aí andam na estrada - de quem lhe levou a vida porque bem, também ficou lá sem ela e além disso, assim como assim, a vida não nos pertence inteiramente, não é? Senão, não seríamos tão condicionados pelas acções dos outros. E todos os dias é o irmão de alguém, não é mesmo? Como passei a atentar melhor através das notícias dos jornais, todos os dias é o irmão de alguém, o filho, o pai, quem quer que seja. E todos os dias dói um bocadinho, como na música do P.Diddy. Compreendi bem, como compreendo o que eles estão/vão passar agora, que não deve ser muito diferente, e espreme-se-me a alma cada vez que leio estas notícias, seja menos ou mais famoso. Porque eu também sou um alguém e o meu irmão já morreu há um ano. Chiça penico, o tempo corre que voa. Dói todos os dias, mas o mundo não acabou, que eu continuo cá; não é tadinha de mim, oh, perdeu o irmão: não, que eu como, eu durmo - eu vivo, com mais ou menos saudades, mas vivo, porque é isso que é suposto eu fazer (é que não é suposto perder uma pessoa assim, mas duas ainda menos). Coitado é dele que ficou com a vida a um terço e tinha tanto que fazer. Por isso o programa das festas segue dentro de momentos. Porque ei, é mesmo uma filosofia de vida: o sol brilha e a relva é verde. 'Cause I'm a fucking rock, ain't I? And he's out there watching me.



E tudo o que eu sei a mais não me diferencia do que que as outras pessoas acham que sabem sobre isso.
A diferença é que elas acham e eu sei,
that's all. A diferença é curtinha curtinha - é só uma página de jornal.

6.24.2011

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Oh, andar de avião ou de barco (adenda: e de limune, oh sim, também já!) é sobrevalorizado.


Hoje apeteceu-me andar de reboque. Estava farta de andar de carro, combóio já não há, autocarro é para pobre (para pobre cujo carro tem de ir no reboque, por exemplo) e táxi é pouco para a minha ilustre personalidade. Como tal, fui dar uma volta de reboque para não ser sempre a mesma coisa e variar um bocadinho. Acho a sua piada porque eu comprei uma máquina de guerra, não um veículo qualquer meio amaricado, e essa máquina de guerra, que tinha tido um apagão no meio da estrada, não brinca em serviço e começou a funcionar a tempo de se auto-colocar em cima do reboque.

Cheira-me que é castigo do S. João, que eu andava há um mês a sonhar com SARDINES... mas a acabar de comer um kg de camarão à meia-noite é normal que não tivesse lugar para uma sardinhinha, coitadinha, mesmo tendo passado por 4 arraiais diferentes.

Estou mesmo a ver o Sócio a rir-se lá de cima sobre a minha pessoa hora e meia à espera de um reboque. É que na nossa última vez ao menos íamos comendo (e plantando cerejeiras) à beira da estrada enquanto esperávamos que o pronto-socorro fosse salvar o sócio-mobile...

6.23.2011

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Eu até era para vir aqui hoje falar de coisas extremamente interessantes... (SARDINES!)


... mas desisti, porque (SARDINES!) estou em fase de preparação para esse grande evento mundialmente conhecido como:


E sim, ao pé destes (SARDINES!) o Porto é um menino.
Agora vou só ali manjericar (SARDINES!) um bocadinho e deixar de comer durante o dia para logo ter espaço para 30 SARDINES em cima de fatias de broa, sim? Ora então bons arraiais e muitas SARDINES! para vomecês também!


6.19.2011

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Dois submarinos já temos.


Mas eu ia jurar que são precisos quatro... E depois só faltam um porta-aviões, um couraçado, dois cruzadores e três contra-torpedeiros. Com o Portas nos Negócios Estrangeiros não tarda estamos prontos para a Batalha Naval. Ou então vêm aí antes 4 anos de tiros na água...

6.14.2011

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You gotta love life in prison...


"_ Mãe, hoje vi um casamento na cadeia...
_ A sério?? Oh, que lindo!!!"


Depois da conversa de mamãe sobre as preocupações com a minha fertilidade relacionadas com o calhau que se me habita o meu querido rim, isto é um bocado assustador. Mas pronto, está decidido: vou casar na cadeia. É espaçoso, é bonito e tal, seria memorável...

Ainda me estou a lembrar que estavam a chamar noiva à senhora e eu a pensar que era piadola de guarda por se tratar de uma moçoila louraça toda jeitosa enfiada num mini-vestido branco justinho em cima de uns saltos agulha enormes à espera à entrada da prisão. Eu, na minha humilde inocência, pensava que era só mais uma das advogadas cromas que não devem saber bem para onde vão que eu já lá vi - ou então sabem-na toda mesmo -, mas afinal era mesmo uma noiva. Pronto, já posso acabar o estágio, que já lá vi um bocadinho de tudo.

6.04.2011

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Não temeis, meu povo, i'm alive and well and genius as hell!


Eis que se passou um mês. E num mês passa-se muita coisa! Já lá vai uma Queima - a Queima, by the way, que com a última não se brinca -, com direito a tempo de antena na RTP (lá está, Red Maria a fazer serviço público) e muitas figuras tristes sem álcool envolvido (o normal, portanto) - incluindo cenas à Buzz Lightyear em cima de muros alheios, para o infinito e mais alééééém, com papai novamente reportando as perspectivas que você nunca viu (ou papai é, definitivamente, um artista incompreendido, ou tem um fetiche por pés - eu preferia acreditar no artista incompreendido). Já lá vai uma Queima com poucas noites de Parque e muita animação, com vestidos de gala em moçoilas que ainda há uns anitos andavam de rabo de cavalo, calças de ganga e bola debaixo do braço - eu? naaaa, oh pra mim que sempre fui cúmulo da femininice -, com bengaladas em cartolas e marcas de guerra no nariz, com snow angels em esferovite no meio do chão, com touros e garraiadas, com faixas ao peito e capas de super-joaninha e autocolantes a dizer Coimbra é que é. E até a bênção das pastas já foi, com almoço de família respectivo - 1 é pouco, 2 é bom, 3 já chega, 4 é uma multidão, mas oh, a arte da negociação com pais divorciados, que bónito - (evento tão frequente que o apêndice inclusivé teve receio que eu estivesse grávida e estivesse a preparar toda uma anunciação familiar).

E no decurso da dita cuja Queima - eia que semana comprida, ou então não - até uma quick trip a Barcelona por motivos menos felizes se fez, com direito a questionar senhores espanhóis da Pans porque raio é que os espanhóis não comem pastas de atum, delícias, frango, etc, que as nossas Pans têm disso e muito mais e as Pans deles não, o qu'é que se passa, mas somos todos europeios ou não?! E, lá está, ter de aturar pais divorciados em viagem é o delírio, a sério, sobretudo quando eles estão a ficar caducos e há pessoas que usam gel de banho de hotéis para pôr no cabelo à espera de fazer um penteado porreiro e não, pai, eu não digo que foste tu, até porque contado ninguém acredita.

Mas já lá vai Queima, já lá vai a Barcelona de onde eu trouxe recuerdos egocêntricos para a malta - mas é de génio, que com um íman de joaninha a dizer barcelona elas nunca se esquecem que foi a minha pessoa que trouxe quando por lá passou -, já lá vai uma apresentação de caso, já lá vai uma primeira versão de um enquadramento teórico de uma tese, já lá vai um ano lectivo de estágio pertinho pertinho dos finalmentes - oh, que saudades eu vou ter dos meus dias animados de prisão -, já lá vai um curso, quase, e eu aqui tão novinha a comer conguitos enquanto ouço teenage dream e tenciono vegetar em frente à TV a actualizar-me face a qualquer série televisiva da qual perdi o rasto nos últimos meses ao mesmo tempo que me mentalizo que tenho um relatório de estágio para entregar em pouco mais de uma semana e uma tese que dava jeito estar feita em Junho (mas Julho também é um mês bonito, não é?).

Pois que pronto, era só isto, não me parece que se tenha passado muito mais de importante na minha ausência, salvo as belas manchetes que a E. Coli já provocou - não devo ser só eu a achar extremamente badalhocas manchetes tipo Portas usa pepinos para atacar Sócrates ou afinal a culpa não é dos pepinos espanhóis, ou então até sou - e também a rambóia politiqueira que vai para estas bandas com a ajuda do nosso querido Metro Mondego (por-ra-da, por-ra-da, eu quero é sangueeeeee).

Eia, pára tudo, extremamente relevante é que aaai, tão novinha e já tão estragadinha, então não é que tenho mesmo calhaus no rim e, como se já não chegasse, na vesícula? Pois que penso seriamente pedir indemnização a mamãe por danos causados, que isto só me saem duques e senas tristes na rifa e olha pedras, bela m****, não gosto nada disso, diamantes não me calham, não, agora calhaus, aturai-os vós -.-'

Bem, agora mil perdões, caros 2 leitores e meio, mas vou voltar ao meu último fim de semana ocioso dos próximos tempos, sim? É que há-de ser mesmo daqueles em que levantar o rabo do sofá custa até para ir à casa de banho. Acho que amanhã voto pela janela, que com a urna aqui tão perto era só fazer do boletim um aviãozinho et voilá, já estava. Ora então passar bem, sim?