7.29.2011

9
Porque eu sou uma escritora muuuito profícua.


Depois do lançamento, no mês passado, do título A tese é roubada-em-conjunto-com-tudo-o-resto-que-ia-no-portátil, a tese está de volta com novas aventuras! Não perca, na próxima semana, o lançamento dos tão aguardados volumes A tese vai aos Bon Jovi (é que a viagem de intercidades ainda demora...) e A tese vai à praia.


Outros títulos da colecção:

A tese na faculdade
A tese vai à prisão
A tese anda de carro
A tese coze neurónios
A tese vai ao TAGV
A tese e os biscoitos

7.26.2011

6
The Cookie Monster.


Depois de duas sessões de árduo trabalho (anteontem para prova e hoje em dose industrial) a desenhar corações com uma faca, a fazer luas com um cortador de massa de rissóis ou a cortar bolachas redondinhas com o cu de uma chávena de bica é que mamãe se lembra de adquirir cortadores de massa para bolachas. À falta de homem de pão-de-ló (eu quero, eu quero!!!), há, entre outras formas mais normaizinhas, um urso e - muito mais relevante! - um hipopótamo! Não sei bem porque é que há um hipopótamo como forma de bolacha, não me lembro de alguma vez ter visto uma bolacha em forma de hipopótamo, mas pronto, está bem, isto veio da loja chinesa ali ao lado e lá para aqueles lados deve haver muitas bolachas com forma de hipopótamo e a gente é que não sabe.



Mas epá, agora a sério, eu quero tanto bolachas em forma de homem de pão-de-ló! (e foi assim que o Hannibal começou: primeiro eram homens de pão-de-ló para o lanche e depois miolos para o jantar)


Oh, by the way, biscoitos bolachas: 2; tese: 1. Os meus neurónios precisam de alimento enquanto se esmifram a concluir coisas de resultados obtidos!

0
DEIXAI-ME LIBERTAR A FASHIONISTA QUE HÁ EM MIM!


(sim, por mim vai tudo dar às galinhas)

7.25.2011

1
Culinária de biscoitos: 1.



Tese fofinha em psicologia forense: 0.


Raios partam a procrastinação.

7.23.2011

0
And then she went back to black


Esquecem-se que o pó mata e depois dá nisto...

7.19.2011

6
Não, epá, agora a sério.


Mas o que é que se passa com as pessoas que acham que tomar banho pára a digestão?! Meu querido povo, não é o banho que pára a digestão (águinha e escova de aço não fazem mal a ninguém). É o choque térmico, pá, água fria ou água demasiado quente. Não é a água em si, que essa não tem poderes mágicos. Por isso se não quiserem dar uma de banho de mar ou de sauna no chuveiro podem tomar um banho rápido à vontade, com água morna à temperatura do corpo.

Chiça, raios partam as caras de aflição quando digo que vou tomar banho depois do jantar. Não convém é faltar o gás, vá. Agora ide, que esta conversa já está a cheirar mal.

7.15.2011

6
É que desta história toda sobre o exame nacional de português eu só me consigo lembrar...


... De gozar ad aeternum com um dos meus melhores amigos (e melhor aluno daquela escola naquele ano) por ter tido 0 pontos numa pergunta de opinião. Porque ainda hoje o Gui é lembrado que a opinião dele não conta...


É triste haver tão más notas a português, mas ei, gente que saiba escrever minimamente em condições não anda a ser fácil de encontrar. Todos os profs da faculdade se queixam do mesmo. Isso e contas básicas. Cá para mim sempre achei que línguas não se estudam; compreendem-se e treinam-se com leitura. Digo eu, que sou uma gramma nazi. E epá, agora a sério, eu percebo que a malta se queixe: queixamo-nos sempre, eu também me queixei do exame de química e de coisas de outras cadeiras que não se deram nas aulas, de ser muita matéria para um ano só, de termos sido auto-didactas a biologia e a psicologia porque as professoras estarem lá ou não estarem era indiferente, de termos sido um ano de transição em que as regras mudaram a meio do ano e eram diferentes do ano anterior e foram diferentes do ano seguinte - mas porra, andem para a faculdade e vão ver o que é muita coisa para estudar e critérios de correcção dúbios (em exames que podem não chegar a ver) e estudar coisas de que nunca se ouve falar nas aulas e de sair em exame o que nos livros só está em rodapé e de critérios de avaliação mudados a meio ou no fim do ano. Todos os anos nesta altura penso o mesmo, que também já passei por lá e que o ditado da minha avó se aplica na perfeição: "ainda não viram o cu à carriça!". Mas ei, naquela idade (tipo ontem) não se "vê o cu à carriça" mesmo...

7.12.2011

12
So I'll miss the life in prison.


Um ano lectivo depois, chega-se ao fim de mais uma - provavelmente a mais divertida destes últimos 5 anos - etapa. E foi AWESOME!

Vi ladrões, homicidas, violadores, falsos-sádicos, traficantes, burlões, incendiários, condutores sem carta, vi reclusos que exageram e vi reclusos que mentem sobre o que fizeram (como se não houvesse acesso aos processos).

Vi homens nus a gritar assustadoramente com vários guardas à volta, vi revistas às celas, vi ratos na cave, vi toxicodependentes com um síndrome de abstinência lixado, vi sem-abrigos a passar por uma fase de higienização à entrada (que é como quem diz, rapa o cabelo, toma banho e desinfecta tudo), vi receitas de como fazer bagaço numa cela com recurso a itens à-McGyver.

Vi um recluso que engoliu uma lâmina de barbear mas se esqueceu de tirar a cápsula de protecção, vi o INEM ser chamado por causa de um que se atirou do último andar e ficou em coma, vi vários ferimentos do tipo "olhe-sabe-estava-à-procura-de-uma-coisa-e-caiu-me-o-pé-da-cama-em-cima-e-fez-isto" ou "parti-o-nariz-quando-caí-da-escada", vi delírios paranóides (yei!), vi ataques de raiva, vi casórios, vi histórias de vida tããããão interessantes, vi cartas de amor a funcionárias, vi projectos de vida tipo "quando-sair-daqui-vou-abrir-um-bar-de-alterne!", vi reclusos que me pareciam técnicos, vi técnicos que pensei que fossem reclusos.

Vi guardas prisionais a passar-se dos carretos, vi muitos ciganos e muitos gajos do FCP, vi bastantes romenos e brasileiros, vi malta mais nova do que eu, vi gajos da minha idade, vi alguns que já tinha visto no Centro Educativo, vi roupa mal-cheirosa, vi reclusos que "encontram bocados de haxixe no chão", nunca vi tanto toxicodependente, vi muito analfabruto, vi gente com curso superior, vi reclusos que estão mesmo a frequentar o ensino superior.

Vi como é o recluso que manda na Instituição e não o contrário, vi que eles aproveitam a ideia de terem direitos para fazerem daquilo campo de férias, vi que aquilo não tem condições nenhumas para um campo de férias, vi que a ala dos bem-comportados tem tão melhor aspecto do que as outras e é frequentada sobretudo por homicidas e burlões (mas é que me sinto muito mais segura), vi que o estabelecimento está sobrelotado, vi que os enfermeiros de serviço passam uma fona com as exigências, vi que está tudo sobre-medicado para andar mais calminho e não arranjar problemas, vi que usam tudo para trocar com tudo e que muita coisa se compra às vezes com pouca.

Vi que este EP tem uma fama do caraças e eles não querem vir para cá, mas que o TEP daqui é muito mais amigo e então já querem, vi presos drunfados, vi presos famosos, vi gajos que se evadiram, vi reclusos que estiveram presos a maior parte da vida, vi gente que só lá foi passar uma noite por não terem pago 3€ de multa, vi malta que saiu em ausência ilegítima e andou lá por fora - e até sem usar esquemas nenhuns - uns belos anos antes de se resolver a voltar sem ninguém os ir buscar.

Vi que eles preferem ver a novela do que ir falar connosco a menos que vamos de saia, vi os parentes ricos dos guardas prisionais, ou seja, os do GISP (Grupo de Intervenção e Segurança Prisional, que são guardas com muito mais estilo, coletes almofadados, que andam sempre de G3 em punho e de nariz ameaçador no ar), vi autocarros da cadeia (lindos e amarelinhos cor de diarreia que só eles), vi carros prisionais descaracterizados com aspecto de serem de 1775 e de terem andado na guerra civil a fazerem escolta a carrinhas prisionais a sério, ouvi muitas sirenes, vi dias agitados, vi dias em que não se passava nada, ouvi dizer que se confirma a possibilidade de darem "tratamentos especiais" a agressores sexuais, vi guardas que se pudessem os amarravam a todos e lhes deitavam fogo, vi reclusos que até para irem à sala do dentista precisam de algemas, vi gajos que ficam horas no recreio a andar para trás e para frente com seus súbditos enquanto guardam as suas roupas que secam penduradas nas redes de uma baliza de futebol.

Vi que psicólogo consegue ser mais desvalorizado por técnicos do que por reclusos, tive dias em que chamava 10 e não me aparecia nenhum, tinha dias em que não queria nenhum e vinham-se meter no gabinete, vi um exibicionista com discurso altamente sexualizado, vi que "motivar para a mudança" deve funcionar em 5 em cada 100 (e já não é nada mau), vi que intervenção psicoterapêutica é inexistente (levam com medicação e acompanhamentos e aconselhamentos e já vão com sorte, mesmo a malta com o miolo desregulado), vi muitas teorias da conspiração sobre o sistema, vi muita paranóia e cagunfa, vi muita cagança também, vi de tudo um pouco.



Vou ter saudades daquilo. Agora no mesmo nível gostava de ver o de Leiria (diz que o especial para a malta nova é do piorio - me like it) e claro, o da Carregueira, com os meus queridos agressores sexuais. Um dia, quiçá. Agora siga para bingo, que é como quem diz, para a tese.

7.09.2011

1
Quando eu for grande (gigante!)...







... Hei-de ter um cão chamado Cãofúcio.

7.07.2011

2
Não estou a ver coisa mais apropriada neste momento.

So you can hurt, hurt me bad but still I'll raise the flag.

Gosto porque é Coldplay, gosto porque me soa a 90's (talvez por causa disto, mas são pormenores), gosto porque every siren is a symphony and every teardrop is a waterfall – ou seja, o sol brilha e a relva é verde. Portanto, turn the music up, got your records on, shut the world outside until the lights come on, e bom fim-de-semana!

7.02.2011

0
Haja a famelga para me fazer rir.


_ Olha, o que é que será aquela tenda enorme ali ao lado do mercado, com aquelas barraquinhas?
_ Pode ser para pôr leões!

Claro, pai, uma pessoa vê uma tenda branca grande e a primeira coisa que pensa é numa exposição? Numa feira? Numa mostra de qualquer coisa? Na, é em leões. Vê-se uma tenda branca e a primeira possibilidade que vem à cabeça é serem leões. Em Miranda City. Claro. Como é que eu não pensei nisso. -.-‘

7.01.2011

5
Exmos. Srs. Larápios:


Agradeço imenso a gentil atenção que haveis tido em não me estragar nada no carro. Fechadura intacta, luz de cima desligada (só para não gastar, que vocês são uns poupados), baixaram o banquinho de trás para me irem à mala mas puseram-no no sítio outra vez e até ajeitaram o forro do banco e ainda me arrumaram o triângulo de sinalização para um canto fofinho. Só tenho a agradecer. Limparam-me a mala do carro, portanto (levando o meu ilustre vermelhusco). Só tenho pena que não tenham limpo mais nada, já que tenho uma grande cagada no vidro do lado do pendura que dá um bocado mau aspecto ao meu veículo de guerra. Agradeço também que tenham sido rápidos. Já viram a chatice que era eu ter chegado à rua e visto uns gatunos dentro do meu carro a fanarem-me o portátil que tanto me esmifrei para comprar com o meu próprio dinheiro – que eu mal tenho – e que ainda anda a ser pago até ao final do ano? Isso sim era chato, que depois eu ia ficar em pânico, ia querer matá-los, ia querer deixá-los sair do carro só para pegar na minha máquina infernal e passar-lhes por cima, ia querer gritar desvairadamente “ladrão! Ladrão! Agarrem o ladrão!”, ia chamar a polícia, e quando o senhor barrigudo chegasse e analisasse as redondezas do alto da sua proeminência estomacal já os moçoilos teriam fugido com a minha maleta (claramente de gaja) debaixo do braço. E isso seria muito chato. Agradeço também que não tenham ficado pela zona do furto. É que se papai vos apanha ia-se-vos ao pescoço de tal maneira que bolas, o meu estágio na prisão já está a acabar e depois ia ser difícil vê-lo por lá.

Mas agora que vocês já viram que o meu carro se abre em 2 minutos sem deixar mossa alguma, que eu estagio na prisão e que o meu relatório tem 58 páginas de texto mais outras tantas de anexos (sim, o bicho ia na maleta também…), que eu tenho um extremo bom gosto para malas (sabem, seus cabrões, é que foi a última prenda de natal do sócio, heim? E esse vermelhusco foi comprado com o aval dele e fazia-me lembrar boas coisas, sabem? Além do trabalho e de todas as coisas – incluindo fotos valiosas, mas nem por isso badalhocas – que lá iam… Por isso haviam de morrer com um pau cravado de pregos cheios de tétano enterrado pelo rabo acima até sair pela boca que eu ainda ia bater palmas e lançar confetis) e para computadores também, que ele é lindo e red como eu, agora que sabem isso tudo, PODEM DEVOLVER-ME O MEU PORTÁTIL, SEUS FILS DE MERETRIZ?

Pois que de momento é só, muito agradecida e passar bem.