9.24.2012

1
Acontecimento insólito nº 1:



O meu pai teve um presente em cima do carro durante algumas horas, neste sábado à noite.
Tardou foi em ir buscá-lo, bolas.


E atenção que isto não foi o achado mais insólito da semana.

9.23.2012

0
Comprei a primeira camisola verde da minha vida.


(da minha vida pós mamãe-escolher-a-roupa, claro)

E isto nem teria grande relevo, não fosse tê-la estreado no dia escolhido para ir à casa do benfica de Coimbra comprar bilhetes para o Barcelona para resolver o grave problema que se me surgiu na semana passada:


20 de Setembro de 2012, 22h52, o drama, o horror, a tragédia:

Eish, o apêndice está quase a fazer anos e ainda nem pensei em nada, e agora?!!!

20 de Setembro de 2012, 22h54, o alívio:

Oh, vem o Barcelona jogar à luz em Outubro! 

Pronto, não se fala mais nisso.


9.17.2012

0
Estou um pouco confusa.


Então e os automobilistas que desde o início do ano andam a pagar mais de 20 cêntimos a mais por cada litro de gasópia, não fazem greve também? Isso é que era.

9.16.2012

0
Em Coimbra, where else





0
Com o nevoeiro que estava de manhã lá para as bandas onde eu fui...


... estava mesmo a ver que até o D. Sebastião ia regressar só para participar na manif.
Foi em grande, pá!

9.13.2012

0
Serviço público...


... é ensinar a malta mais nova* que isto...



... vem daqui...


É love is strange, é Mickey e Silvia e por pouco não é mais velha que os meus pais.
(aaai esta air guitar, minha nossa senhora...).

(*Torna-se fundamental depois da colega me ter contado que a irmã mai'nova lhe perguntou porque estava a cantar Justin Bieber quando ela estava numa de lovefool. A juventude está, definitivamente, perdida.)

9.07.2012

0
Quem é vivo sempre aparece.


(E isto podia ser um post a falar do novo single da minha Alanis ou dos No Doubt, mas não é.)

Parece que comecei a ter uma vida. Quer dizer, não sei bem durante quanto tempo, que ainda agora começou e já está cada vez mais precária, segundo a comunicação do PM e o atraso logo nos primeiros vencimentos que até são pagos pelo estado, mas assim como assim o gabinete já é num bunker lá na faculdade, portanto acho que estou mais ou menos protegida.

Diz é que escrever parvoíce começou a tornar-se muito mais trabalhoso do que o habitual. É que tenho de ter dois trabalhos: o de ligar o filtro na maior parte do dia (diz que agora sou psicóloga ou coisa que o valha; até é mais coisa que o valha enquanto a ordem não aprovar o estágio, mas pronto, anda por aí) e o de o desligar e ainda reportar a idiotice (a minha e a alheia). O problema não é a falta de material para dissecar: ainda há umas semanas vi um homem claramente apaixonado por uma árvore e prestes a espetar-lhe um xoxo (Coimbra deserta em Agosto? Só se for das pessoas normais). E em tanto tempo sem cá vir muita coisa aconteceu, pois claro, até o eixo da terra se deslocou mais uns segundos.  O problema é que se antes o meu esforço consistia na árdua decisão de ter de me levantar do sofá se quisesse ir à casa de banho ou assaltar o frigorífico, agora é ter mais que fazer do que o que a minha lontrice suporta, pelo que me tenho limitado ao aparvalhamento familiar (tenho de sugerir o verbo aparvalhar ao 5PM).

Mas quem me tira a parvoíce tira-me tudo, e se agora me falta a companhia para cantar músicas do Noddy ou fazer vídeos sobre Fritos em público, resta-me ter um blog idiota para mandar umas larachas para o ar, que a maluqueira sabe melhor quando é partilhada (digo eu, que gosto de psicóticos).

So I'm baaaack in the game!

8.02.2012

0
Eu não vou fazer a 216574631546310ª piada fácil (e atrasada) sobre o Relvas...


... mas onde é que se arranjam os impressos?

É que papai ser um autodidacta do funcionamento das informáticas, mesmo sem saber muito de inglês, é uma coisa. Ser também um autodidacta da configuração manual das informáticas já é um bocadinho diferente. Mas ser um autodidacta do funcionamento e configuração das informáticas, bem como da encomenda e montagem de raiz de informáticas de qualidade superior à normal, já devia dar para um doutoramentozinho.

(em engenharia informática e em lego, já agora, que o interior do bicho parece uma cidade em miniatura)

Onde é a fila?






8.01.2012

2
Só me saem duques ou cenas tristes.



Bem, eu tinha pensado vir aqui dizer que não, não morri, apenas faz um mês que comecei a trabalhar, o que aparentemente não anda muito distante, que isto dos horários flexíveis é mais para o não ter hora de saída do que para o não ter hora de entrada, e que ter um patrão que praticamente dorme no local de serviço e não vê problema nenhum em vocês fazerem o mesmo pode não ser bonito.
Era para vos falar das minhas belas experiências em ficar fechada à noite nos claustros da faculdade (aquele edifício lindo do século troca-o-passo), às escuras, a testar vários dos caminhos até à saída (liga luz do corredor da frente, desliga do de trás) até descobrir que só mesmo o último é que está disponível (nada que o Murphy não previsse) e que afinal dá jeito o patrão quase lá dormir, pois sempre abre a porta para podermos sair.
Podia ainda escrever mais um ou dois capítulos de acontecimentos com a máquina infernal, ainda que não lhe pegue há mais de uma semana (e só por isso teria apenas um ou dois capítulos para acrescentar).
Basicamente, tinha pensado vir descrever toda uma panóplia de peripécias que vos podiam comprovar que, definitivamente, arranjei uma vida.


Mas depois vi, ainda há pouco, num passeio de uma das principais avenidas de Coimbra, um senhor agarrado a uma árvore, prestes a dar-lhe um beijo apaixonado.

6.29.2012

1
Psicólogo precisa-se. Ou de alguém cá em casa, vá.


Não sei se já tinha referido a minha estima e apreço por uns não tão simpáticos bichinhos octópodes de 8 olhos. Não há palavras (ou até há, mas são todas demasiado feias para escrever aqui) que definam a minha relação com o maravilhoso mundo dos aracnídeos.


Se acaso ainda não tinha referido, acho que este pequeno intróito vos deve dar uma ideia, por isso adiante.

Ora a modos que, na última incursão que fiz aos meus humildes aposentos, deparei-me com isto.


O drama, o horror, a TRAGÉDIA.
A modos que não consigo passar da porta enquanto este espécime estiver na parede. Ainda que seja a parede oposta à da entrada. Talvez eu esteja já noutra divisão e continue a hiperventilar a pensar que aquilo lá está, tendo deixado a porta do quarto fechada até descobrir como resolver a situação. 
Estou bastante treinada em técnicas de extermínio aracnídeo à distância, mas nenhuma se me afigura suficientemente segura e eficaz naquele sítio: a técnica "atirar o chinelo (ou arma semelhante)" exige uma perícia acima da média, visto a bicheza se encontrar próxima do tecto e também do varão do cortinado; a técnica "vassoura", devido à altura a que o artrópode se encontra, exige demasiada aproximação, o que viola a distância mínima de segurança; a técnica "mafu" não é passível de ser executada nas condições mínimas de segurança por, além de partilhar o inconveniente da anterior, poder provocar uma morte lenta ao aracnídeo, permitindo-lhe espernear (e há 8 patas em jogo) e refugiar-se num qualquer local enquanto moribundo, dificultando a tarefa de declaração do óbito; a técnica "chamar a mãe/pai/irmão/família" também não pode ser posta em prática por ausência de sujeitos. 
Resta-me aguardar que chegue a cavalaria para me ajudar a travar esta dura batalha. É que dava mesmo jeito voltar a dormir no meu quarto. A pior coisa era agora chegar lá e ela já lá não estar - PARA ONDE É QUE FOI? PODE ESTAR EM TODO O LADO!!!
Dava também jeito fechar a porcaria da porta da varanda, que fica mesmo naquela parede e está completamente aberta desde a tarde toda, porque não consigo chegar até lá.
5 anos em psicologia para isto, pá. Sou uma psicóloga que até sabe alguma coisa de dessensibilização sistemática mas que bem podia ser uma das Savage Chickens. Nunca vou passar da 3ª semana.


6.28.2012

0
Estás oficialmente crescida quando...


a) a tua avó diz
b) os familiares que não te vêem desde o século III dizem
c) acabas a escola
d) vais viver sozinha
e) acabas o curso
f) os irmãos mais novos dos teus amigos já andam na universidade
g) arranjas um carro que te treina em toda a espécie de manutenção automóvel
h) recebes a cédula profissional da ordem
i) te chega a primeira carta das Finanças.


Bem-vinda seja, então, ao mundo da precariedade laboral.

6.24.2012

1
Fartou-se de entrar e sair, aquele Hublot.



Portugal - República Checa, Euro 2012:

"_Então mas o Hublot não tinha entrado há bocado..?"



6.21.2012


CHECO-MATEEEEEEE!

0
Um fim-de-semana perfeitamente coerente.


Sexta: concerto do Avô Cantigas.

Sábado: Marchas populares e sardinhadas na vila.

Domingo: concerto da Madonna.

Se eu podia bater pior? Podia, mas não era a mesma coisa.

6.15.2012

1
Lembrado pela minha S. e a propósito das minhas imensas saudades da cadeia...


Within the illusion of life,
Death is the only reality,
but
is Reality the only death?
Within the reality of imprisonment,
Illusion is the only freedom,
but
is Freedom the only illusion?

Philip Zimbardo,
a propósito da sua Stanford Prison Experiment.


(Uma espectacular experiência que toda a gente devia conhecer
- e que me faz amar Psicologia -
e um grande senhor que vai estar em Setembro na FPCE-UC)

6.13.2012

0
Muito pelo contrário...


... o que devia passar a ser notícia de abrir telejornais é quando os senhores da CP vão todos trabalhar normalmente, que isto das greves já não é manchete para ninguém. 

E sempre se poupava nos pré-avisos de greve, que deixam de ser necessários, devendo ser substituídos por "pré-avisos de trabalho", muito mais úteis nestas semanas em que há mais dias de serviço parado do que de serviço a funcionar.

6.10.2012

0
Quando se suicida um neurónio português, suicidam-se logo dois ou três.


E as pessoas que saem do Prometheus a dizer

a) "pior filme de 2012", acompanhado de
b) "com aquele final, de certeza que vai haver outro filme..." (aaaai não posso, morri desta) e ainda
c) "valia mais ter ido ver a branca de neve", concluindo com
d) "olha, era do mesmo realizador do Alien e do Gladiador!"

Mas ainda há gente que vai gastar dinheiro em cinema à sorte sem saber o que vai ver...?
Ao menos a sinopse, meus caros, ao menos a sinopse...

6.09.2012

0
"Cat psychologist"... ou Red psicóloga...



6.06.2012

0
Aguardo ansiosamente NOT...



...ver o Exmo. Cristiano Ronaldo a evacuar, sentado numa qualquer sanita polaca.

Já faltou mais.

6.02.2012

0
Imaginem este como se fosse um post musical em que podiam ouvir-me a cantar como se não houvesse amanhã.


(I guess nothing can last forever, foreveeeer noooooo)

Those were the best days of my liiiiife!

...

Mas é claro que o Bryan Adams está velho. O verão de '69 já foi há 43 anos.

(temos pena, vizinhos, mas contra potenciais barulhos de criancinhas a berrar chorar, ou berbequins e obras, eu vingo-me a cantar desalmadamente. A culpa é da Radical. E do grande senhor que não canta uma que não se saiba de cor e salteado.)

6.01.2012

1
Hoje suicidaram-se-me dois neurónios. E há outros em estado crítico.


Não sei o que é pior...

... se é a moça aparentemente finalista de ciências farmacêuticas (daqueles cursos de média de acesso bem jeitosa) que resolveu passar um cheque de "seteSSentos" euros e ateimar que "quase de certeza absoluta que setecentos se escreve com "dois s""...

... se é a funcionária da tesouraria da secretaria-geral da UC, que refere já ter sido professora de português (noutra vida, espero eu) e que não lhe soube responder melhor do que "olhe que acho que é com "c", ora se seiscentos é com "c", setecentos também deve ser... mas agora também não tenho a certeza..."...

... ou ainda o namorado da moça, também estudante universitário, que justifica não poder ser seteCentos porque com "c" ler-se-ia "seteQentos", "portanto deve mesmo ser seteSSentos".

Avé Google, ou lá o que o moço usou, para ter a epifania de que não, é mesmo seteCentos, e depois confirmar que "pois, está bem, o "c" está entre duas vogais e então lê-se "s"". Gostei particularmente do diálogo final, la pièce de résistance:
_ Ah, já estou mais contente porque já ensinei alguma coisa hoje! Mas não fique incomodada, não? Erros acontecem...
_ Ai eu não, de certeza, escusa de estar preocupada!!
 

(Depois disto senti dois neurónios estrebucharem violentamente. Certamente que se enforcaram em dendrites alheias tal foi o trauma. Quase deu para me esquecer do tempo que estive à espera para ser atendida na secretaria-geral, para não variar, e que nem vou dizer, mas que foi o suficiente para estagiar para o que me pode vir a aguardar um dia na segurança social.)

5.23.2012

0
Uma pessoa já não pode ir ao banco descansada que se faz logo um alarido, chiça.

in JN

5.21.2012

1
Nem eu nunca (aaai o português e as duplas negativas...) alguma vez pensei que fosse assim tão fácil...


... 

a) O caneco ser trazido com Brio (e não só com sorte);
b) Encher Coimbra mais do que na Queima  - até mesmo mais do que um Benfica campeão (era a pu(r)a da loucura!);
c) Torcer tão afincadamente contra o meu Sporting. E não sentir uma única pontinha de remorso (só alguma pena do ar cabisbaixo dos moços a subirem a escada do Jamor para irem buscar as medalhas de 2º classificado). Vá, também ajuda ter passado a época em negação por eles não jogarem um cu nada.

Porque eu sou ferrenha do Sporting, como ainda não deve ter sido difícil reparar, mas sou simpatizante da Académica porque é muito mais do que um simples clube ou do que o clube da minha cidade (e a Estudantina a cantar Coimbra no Jamor é arrepiante, porra)



 
Claro que sou realista e a saber-se o que eles jogam (para quem não ganhava desde o ano passado - na módica quantia de 16 jogos sem ganhar, à excepção dos últimos 3 que foram, efectivamente, os que interessaram) ainda não sei se me apraz ver a Académica na Liga Europa, que pode ser mais dispendioso (para os bolsos deles e para o ranking de Portugal) do que proveitoso, mas ei, os meninos também têm direito a conhecer 3 cidades europeias! Agora aquilo que verdadeiramente me interessa a seguir é limpar a Supertaça ao Porto, isso sim.

Já quanto ao meu Sporting... "estudasses!"



5.19.2012

0
Há dois tipos de clubes de futebol:


A Académica de Coimbra e os outros.

E está quase na hora desta lagartela tirar a capa do armário e ir buscar o caneco.

5.01.2012

3
Para a próxima devo ler as letras pequeninas do contrato.


Li sobre as pestes, a fome e a guerra. Os terremotos e os maremotos. Li sobre o sol queimar os homens e a água transformar-se em sangue.

Também já vi outras hipóteses, como alinhamentos astronómicos e colisões de asteróides com a Terra.

Vi ainda sobre a possibilidade do meu Sporting ser campeão, do Pinto da Costa ser preso ou da minha Académica chegar ao fim do campeonato sem ter o rabo entre as pernas por poder descer a qualquer momento.

Já vi várias teorias sobre o fim do mundo. Mas em nenhuma delas me lembro de ter lido sobre ataques de histeria e invasões ao Pingo Doce.

4.27.2012

0
O apêndice dizia que era o Herbie, mas eu cada vez mais acho que é um Christine...*


Vocês chegam à vossa rua às 23h30, estacionam o carro, fecham tudo e vão para casa descansados. Vêem um bocadinho de TV, entretêm-se e vão para a cama. E por volta das 2h da manhã, quando não há vivalma na rua, começam a ouvir um apito contínuo.

Será um alarme? Serão os bombeiros? Será o super-homem?

Levantam-se para ir à janela ver do que se trata. Mais do que um apito ou alarme, começam a perceber que parece uma buzina de carro. 

Mas não há ninguém na rua...

O estacionamento está cheio de carros e o barulho vem de lá, um som de buzina forte e incessante, ainda que não se consiga perceber exactamente de onde. Não há ninguém nos carros. Nem nas janelas a espreitar, aparentemente. A rua está o mais calma possível, à excepção daquele som intenso e contínuo que atravessa a noite. Durante mais de 10 minutos tentam descortinar de onde virá. Apercebem-se de um vizinho que desce à rua para verificar se é o seu carro, mas não vêem mais movimentações. O barulho não pára e pouco fraqueja, mesmo depois desse tempo.  

Mas como é que é possível? Não pode ser, não há ninguém! Será o meu carro? Pode ser qualquer um...  Será o meu..? E se for o meu? Naaa, não é possível, não está lá ninguém, eu saí do carro há mais de duas horas, como é que ele ia começar a apitar sozinho... Ele já apitou sozinho mas era comigo lá, que ficou com a buzina presa, agora assim... Naaa, não pode ser...

Na indecisão, o Apêndice toma a iniciativa e desce para verificar de onde vem o som.

E agora adivinhem qual era, precisamente, o carro que começou a apitar sozinho às 2h da manhã de um domingo/segunda-feira com uma bela intensidade durante mais de 15 minutos.

Pois.

Esse mesmo.

O meu.

Lá foi o apêndice ao ferrari e bastou abanar um fiozinho de nada depois de abrir o capot para a coisa se calar.

Excusado será dizer que, definitivamente, a minha máquina infernal passou de Herbie a Christine

Está vivo. E eu comecei a ficar com medo de lá entrar e ser engolida pelo banco, atacada pelo volante ou estrangulada pelo cinto. Ou qualquer coisa do género.



* No seguimento disto

4.22.2012

0
A culpa foi do GPS (ou "às tantas é por estas e por outras que de Bragança a Lisboa são 9 horas de distância...")


Ora bem, nos passados dias a minha pessoa fez-se à estrada, juntamente com dois belos pares de jarras (gosto muito de vocês, meninas), na sua primeira viagem à capital realizada ao volante. A minha experiência de condução em Lisboa era nula e, fora a condução, só conhecia caminho ali para a zona da 2ª circular ou do Parque das Nações. Mas pronto, munidas de um belo e brilhante sentido de orientação e de um telemóvel com GPS mas sem bateria, lá seguiram estas três tristes tigras de Coimbra City rumo à Travessa da Glória, numa viagem nocturna.

A coisa à entrada em Lisboa correu bem. À parte a selvajaria habitual dos automobilistas, seguimos facilmente desde a saída da A1 ali até à Fontes Pereira de Melo (ainda que tenhamos dado uma volta ou outra à Praça de Espanha e feito algumas inversões de marcha na Av. António Augusto de Aguiar, tudo culpa de um GPS que nos mandava seguir para sítios para onde aparentemente não podíamos - ou afinal até podíamos, constatação sempre posterior a ter saído da estrada principal).

Mas vá, após 5 minutos ali às voltas só para dar emoção à coisa, lá chegamos à Fontes Pereira de Melo. Relembro que o nosso destino era a travessa da Glória, logo ali pertinho dos Restauradores, mas, não seguindo pela saída que o GPS mandava porque aparentemente era para o bus e oh, afinal não era, vá lá uma pessoa ligar às marcas do chão!, acabei nem sei bem como por meter-me no túnel do Marquês ainda antes de chegar à rotunda. Ora e que coisa espectacular é que acontece nos túneis? O GPS perde sinal.

Então uma pessoa acaba por seguir o túnel até ao fim, ali entre a desorientação e a vontade de atirar o telemóvel pela janela. E até a coisa se organizar e se perceber que se enganou e que quer voltar para trás, não querendo sair em nenhuma saída que diga "A-qualquer coisa" antes que se meta em troço de auto-estrada e depois é um sarilho, segue Maria Joaninha, segue segue, até surgir o pânico de ver aquela bonita placa azul que diz "bem-vindo à auto-concessão da Lusoponte", e aí já não há GPS que acuda.

"Lusoponte...? Lusoponte... Mas isso é..."

(e começa a ver-se isto ao longe, a aproximar-se casa vez mais...)


(até se tornar nisto...)


 ... Mais ou menos ao mesmo tempo em que a pendura descobria que tínhamos acabado de ficar sem quarto. Um momento espectacular, portanto: uma pessoa em direcção à margem sul, tarde e a más horas, sem jantar e sem quarto. Mais uma iniciativa para tornar a viagem emocionante.

Lá saímos da ponte, andámos um bocado até termos a primeira possibilidade de voltar para trás em direcção a Lisboa e seguimos, pia fora, em profundo stress e com o estômago a roncar, sem sequer conseguirmos apreciar a vista nocturna da ponte sobre a capital. Vá que, com a ajuda do GPS-grevista-em-túneis, daí até ao Marquês foi um instantinho, só o tempo de eu dizer "ao menos não tive de me ir meter na rotunda do Marquês, tudo menos isso" e acabar por ir mesmo lá parar (e mais 3 vezes durante a estadia...), seguindo para a Avenida da Liberdade, finalmente, com a vontade de cortar os pulsos inerente à percepção de que tinha estado a menos de 50 metros daquela rotunda antes de entrar por engano no túnel e ter ido dar uma volta de, segundo o Google Earth, uns belos 20km.


A vermelho, o caminho que fizemos.
A verde, o que deveríamos ter feito.
Não sei como é que os meus pulsos resistiram a essa noite.

Mas as aventuras não ficaram por aí. A coisa até correu bem durante a estadia, parámos o carro sugadito num local perto da pensão e de estacionamento não pago (YEI! conseguido depois de andarmos às voltas à procura durante bem mais de meia hora), andámos de transportes públicos pela cidade, fizemos turismo gastronómico (dos meus favoritos), fomos de carro sem incidentes até Paço de Arcos assistir ao 5 para a meia noite e conseguimos o mesmo estacionamento à borlix quando voltámos, deixando de novo o carro parado e descansado até à hora de partida, hora essa de destino ao CCB, onde tínhamos estado nos últimos dois dias.

Mais uma vez, o telemóvel com pouca bateria a servir de GPS. Ainda não referi aqui, porque não foi o caso do primeiro engano que descrevi, mas o meu querido NDrive às vezes bate muito mal e manda-me para o sítio certo na localização errada, o que eu contorno a confirmar o roteiro e tirar pontos de referência. Pois confirmo. Quando a bateria do telemóvel não está nas últimas e eu não estou a rezar para o GPS se aguentar ligado.

Ora mas, dizia eu, pretendíamos ir a caminho do CCB, e para onde é que o dito cujo me manda? Para a direcção exactamente oposta, com direito a passagem na Luz para alegrar uma das viajantes e mesmo coladinho a Alvalade para alegrar esta lagartela e a sua pendura.


Portanto, mais uma vez, foi basicamente isto:
A verde: o caminho que devíamos ter feito.
A vermelho: o caminho que fizemos.

Só ressalvar que deixámos por fazer mais uma paragem do nosso percurso gastronómico para não nos atrasarmos para o que tínhamos a fazer no CCB. E chegámos atrasadas na mesma. Ora nem turismo gastronómico nem primeira parte do evento. Mas vá, aproveitámos para ir aos pastéis de Belém, que não ficam assim tão à frente das natas aqui da santa terrinha (as da Pingo de Mel, óbvio), e a aventura acabou por acabar (que pleonasmo magnífico) pacificamente, com um regresso a Coimbra sem percalços e com uma t-shirt Super do 5 para a meia noite na mala.


4.01.2012

1
Não temam, ainda estou viva. Não sei bem como, mas estou.


E quando não se morre do mal para se morrer da cura? Pois.
Eu cá resisti a Óbidos. Não morri disto



nem disto



e disto também não.




Mas ontem ia morrendo disto



que, segundo o google earth, foram 15 km a fazer a "Volta a Miranda City (e arredores) em bicicleta".

Ora eu, lontra convicta e assumida, resolvi que, agora que está um tempo fofinho e tal, está na altura de largar o sofá e mexer-me algo mais do que os 7 ou 8 metros entre a cama e o sofá, antes que o colesterol se me entupa as artérias.

Além disso, já me sentia mal de ter a minha querida Órbita, companheira de todos os dias da minha saudosa infância e vá, princípio de adolescência, a ganhar pó na arrumação de papai, sem lhe pegar há sei lá quanto tempo. Quer dizer, até sei mais ou menos quanto tempo (mais de dois anos ou assim): a última volta que dei foi uma célebre volta em que, algures no regresso, papai sai na cortada errada e depois para quê travar e voltar para trás, oh, os travões são para meninos salta da bicicleta em andamento. Sim, é do conhecimento geral que isso de parar é para cócós: os verdadeiros profissionais saltam da bicicleta e atiram-na com o caraças (eu provavelmente faria isso se me aparecesse algum aracnídeo no guiador). Eu e o Sócio estivemos ali uns 10 minutos sem conseguir parar de rir; até foi bom para os abdominais, que foi mesmo até doer a barriga. Mas eu, como aprendo rápido, interiorizei logo a importância de não usar os travões para não os gastar e depois, estando parada ali algures numa subida no meio do mato, esqueci-me de travar e desci de costas até bater num pinheiro. As nossas voltas de bicla eram autênticas aventuras. Ontem mesmo ia sendo atropelada por papai, que resolveu virar na minha direcção umas duas vezes.

Mas estava eu a dizer que não morri com uma overdose de chocolate no outro fim-de-semana, mas estou aqui morta de todo da volta de ontem. A sério, quem é que põe uma lontra que mal sai do sofá a pedalar 15km em duas horas? Logo nos primeiros 50 metros vi o caso muito mal parado, que se me começaram a dar umas dores nas pernas um bocadinho agrestes. O apêndice, com enorme fé, dizia-me que se eu conseguisse dar a volta ao quarteirão já não era mau ("Fizeste 15 km? Não falta aí uma vírgula?"), mas pronto, a gente foi indo, vamos ver as obras aqui e depois vamos ver a estrada nova dali e já agora vamos até acolá e voltamos pelo outro lado, e o google earth diz que, a brincar a brincar, fizemos 15000 metros. E eu acredito, que estou aqui que não me posso sentar por culpa de quase duas horas de esforço intensivo em cima daquele selim.

3.24.2012

0
Se acaso eu não regressar aqui ao estaminé...






É porque entrei em coma glicémico com uma overdose de chocolate.

3.22.2012

3
O meu carro dava um blog.


Sabem aquele momento em que passam o dia a mil à hora, a correr de um lado para outro, a sair de uma actividade atrasados para outra e, quando chegam ao carro, ele não pega?

Pois, eu agora já sei.

E quando se está mesmo atrasado - e morto de fome -, nada como abandonar o carro à sua sorte e seguir a pé, pensando: quando tiver tempo volto aqui. Não o tiro daqui senão depois não o consigo tirar do meio da estrada e empurrá-lo para algum lado. É melhor ligar a alguém que me traga uns cabos de bateria.

E depois liga-se a esse alguém. Não sem relutância, achando muuuito estranho que a bateria se tenha descarregado em 2 horas, sem ter ficado nada ligado no bicho, mas pronto, ele há fenómenos que só visto, e a máquina infernal parece ter vida própria, portanto já nada é de estranhar: entre atingir o máximo da temperatura em 2 minutos, desligar-se sozinho em andamento ou ficar com o acelerador preso, alguma coisa há-de escapar. Mas vá, dá-se a mão à palmatória, pensando que o bicho não arranca, nadica de nada, não é falta de gasolina que ainda não tinha chegado à reserva, então só pode ser bateria e vá, venham daí esses cabos, deixem-me só ir jantar que eu já volto, ele fica aí estacionado que está bem e não estorva.

Esse alguém, que não sei quem foi (mamãe) ide com cabos e tal e coiso e destrava o carro para o tirar, de traseira, do alto onde ele está estacionado, de maneira a pô-lo na estrada para conseguir ligá-lo ao outro carro. E o bicho, por magia, quando está no meio da estrada, pega logo da primeira vez que se dá à chave, sem ligar cabos nem fazer nada.

Hipótese 1: eis o milagre da ressurreição;
Hipótese 2: a minha máquina infernal queria incitar-me ao exercício físico, tipo uma caminhada de 20 minutos até ao jantar e reunião;
Hipótese 3: ele estava estacionado num sítio tão torto que, naquela posição, a gasolina que tinha (ainda não na reserva, mas perto) escorreu para um lado do depósito e assim a bomba não conseguia puxá-la quando se dava à ignição, voltando ao normal quando o carro ficou num sítio plano.
Hipótese 4: basicamente estava a reinar comigo, só porque sim.

Confio mais na última hipótese. Teve azar que eu não fiquei muito chateada (basicamente abandonei-o para ir jantar e tratava dele depois) e, quando percebeu o ignore, resolveu funcionar, portanto.

Vantagem: mamãe pegou nele e foi pôr-lhe meio depósito, não fosse o diabo tecê-las.

Lição do dia: se o teu carro tem um ponteiro de gasolina que bate mal e sobe e desce de maneira a que nunca sabes ao certo que gasolina tem, não estaciones num plano muito inclinado.

3.21.2012

0
If I kiss you where it's sore, will you feel better?*


Não gosto que me espetem coisas, não sei se já disse. As minhas veias são muito fofinhas, são sim senhora, mas são minhas e para conservar inteiras e íntegras, se faz favor.

Portanto é perfeitamente normal que não ache muita piada quando, depois de me terem 3 horas a fazer um exame que envolve picadas, me dizem que tenho de voltar para repetir porque não era bem aquilo que me deviam ter feito. Ainda menos graça lhe vejo quando me informam que esse novo exame não vai implicar um, nem dois, mas três furos no meu singelo bracinho. E já se me soltam faíscas dos olhos quando revelam que é tudo no mesmo sítio, que é bom, ao menos só dói um lado, pois, isso, poupemos nas terminações nervosas afectadas, então, só se estraga uma veia, espetar três vezes no mesmo sítio até é bom porque já se abriu o buraco - NOT.

Isto tudo para dizer que eu não sou normal. Quer dizer, as pessoas normais não gostam de picadas, é certo. Agora não é normal que a parte que me ande a custar mais seja a do penso rápido. Sim, o penso. Rápido. Anti-alérgico. Que mais de 5 minutos em cima do furinho me começa a desgraçar o braço de maneira a que quando sai leva pele agarrada e tudo. E lá fica o meu braço dorido. E eu já vou com medo da picada e do penso pós-picada, que ando numa de se me arrepiar mais quando tenho de o tirar do que quando vejo a agulha. E lá venho eu toda marcada, pois, pobre braço.

Só podia ser a minha ilustre pessoa a ter, como única reacção alérgica, alergia a pensos anti-alérgicos, não é? Eu acho que já nasci do contra. Por isso é que sou do Sporting.


*

3.19.2012

2
Do dia do pai: quem pode compra, quem não pode...



(manda) faz(er):



O meu pai queria uma canon, ora já lá tem uma destas.
Por estas mãos.

(P.S.: O origami transcende-me. Até um avião bem feito - e por bem feito entenda-se um que não vá logo de bico ao chão - exige ciência, quanto mais. Uma vez tentei fazer o cisnezinho do Prison Break. Com instruções e tudo. Ali entre o dobrado e amassado, acho que nunca passou de uma bola de papel com uma penca espetada. O mais próximo de origami que consigo - ou conseguia, vá - fazer deve ser o mítico "quantos-queres". E aviões. Desde que não exijam mais do que três ou quatro dobras. Portanto vejo esta maquineta - ou um espectacular vaso com uma orquídea em papel também - e fico ali, siderada, a olhar e a pensar como raio é que aquela porra é feita só com uma folha. Uma única folha dobrada. É tipo magia!)

3.17.2012



Quando vier a Primavera,

Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma

Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"

3.09.2012

0
Então e como é que passaste o dia internacional da mulher do rim, Red Maria?


Sim, porque ontem foi o dia mundial do rim.


Basicamente passei a manhã no hospital, entre o beber água e fazer xixi, beber água e fazer mais xixi ainda e fazer exames fofinhos daqueles com picadas e radiações e máquinas assustadoras e outras coisas interessantes, a ver se o meu dito cujo ainda anda armado em pedreira ou se já está a ganhar juízo.

Juro que quando entro naquela parte da medicina nuclear e vejo aquelas maquinetas fico a pensar que fui abduzida e que uns quaisquer ETs vão fazer experiências comigo.

Mas pronto, no fim de tudo, depois de estar 3 horas para fazer um exame e de arranjar uma nódoa negra num braço, lá descobriram que tinham feito o exame errado e que tenho de lá voltar para repetir.

Portanto, foram umas bonitas comemorações do dia do rim. Ele até ficou muito jeitoso nas fotografias! Happy world kidney day!

2.29.2012

0
Não era bem disso que eu estava a falar, mas, já que falas nisso, também marchava.


_ Eu queria era um kindle...
_ Podia-te ter dado para pior. Não achas que estás velha demais para comer isso?


Pior do que a confusão é que ei, nunca se está velho demais para comer kindER!

2.27.2012

1
Dos Óscares


O filme pode ser muito bom, mas ele não deixa de ter a sua razão:

Então o mudo é que ganha os Óscares?! Então os outros ali com tecnicolor e com som estereofónico e 3D e vai o mudo e ganha? Isso é... ter um atleta que está ali e come as proteínas e treina 7 horas por dia e vem o coxo e ganha a maratona!

Ricardo Araújo Pereira na sua "Mixórdia de temáticas tomate e queijo", na Rádio Comercial

2.21.2012

0
O meu fato de Carnaval para hoje:


(e para a maior parte dos outros dias do ano)



Levadinho à letra, à excepção de que, na falta de água para fazer o fundo, utilizei o sofá.

Fatinho feito à medida, a combinar com o do apêndice:


Oh, se não é bonito o amor inter-espécies!
(que o digam o meu Snoopy José e a minha Kika Maria)


Ouvi dizer que papai se disfarçou de trabalhador (salvem o funcionário público).
Mamãe aparentemente usou um fato de trabalhadora em part-time.
E vós, alegres foliões, mascararam-se de quê hoje?

2.16.2012

2
There's a new kid hero in town:


A Justiceira do Post-it Cor-de-rosa

Ou "ser passivo-agressivo não é para quem quer, é para quem pode".



Eu juro que não sou má pessoa, que até nem sou, mas se há seres por quem eu nutro um especial ódio de estimação é por aqueles que ocupam mais do que um lugar de estacionamento. Não é pelos que estacionam mal ou não sabem estacionar, coitados, volta e meia também deixo o carro a 3 km do passeio, isso um descuido toda a gente pode ter. É mais por aquelas almas que, como devem achar que a rua é toda delas, vai de atravessar o carro e inutilizar dois espaços de uma só vez. Ou aquelas que acham que a função da marca de estacionamento é alinhar o centro do carro com a linha, o que só pode advir de um erro de impressão do código da estrada ali em qualquer edição, para afectar tanta gente. Ainda por cima é frequente em ambas as espécies os energúmenos saírem do veículo, observarem a bosta que fizeram com uma ligeira hesitação e, em vez de irem arrumar em condições o chaço, siga para a sua vida e "oh, os outros que se lixem". Como tem havido umas quantas abéculas dessas aqui pelas minhas bandas (qual é a probabilidade de, num parque com 10 lugares, só estarem estacionados 5 ou 6 carros e não haver mais lugar nenhum para enfiar o carro? Pois. É pouco provável, mas é possível.), não me contive a soltar o meu mau feitio - muito educadamente, contrariamente ao apêndice que tinha vontade de chamar javali ao dono de um desses atravessados do cérebro - e vai de colar post-its cor-de-rosa (altamente fofinhos, portanto) na porta dos senhores que me fazem deitar fumo pela venta quando chego à rua e há lugares vazios onde não cabe ninguém, a ver se para a próxima conseguem tirar os olhos do umbigo e fazer o enorme esforço de estacionar dentro das linhas. Esta semana já distribuí dois. Mas é possível que haja futuro no trabalho da

Justiceira do Post-it Cor-de-rosa

em defesa dos fracos e oprimidos que querem estacionar e não podem.




Adenda by Izzie (obrigada! Daí o apêndice querer chamar-lhe porco ou javali, pronto.)


2.14.2012

0
Ta ta rarara...




2.13.2012

1
"Profissão de risco: Treinador do Sporting"*



A tranquilidade já era.
A paciência acabou-se.
Agora só se resolve mesmo é à porrada.





Ou, como já dizia António Raminhos:
"O Sporting estava na fase da papa cerelac, mas agora vai experimentar batatas a murro".

* in Jornal Expresso

2.09.2012

1
Lets talk about karma (ou "falando ainda no pai...")


... pai esse que deixa a chave do carro na fechadura do carro, estacionado no parque de estacionamento de um prédio em local propício a apropriação de coisas alheias, durante mais de 12 horas - incluindo uma tarde, noite e manhã - e que volta a lá encontrá-la depois de lhe ligarem a avisar da ocorrência.

Esse pai é o mesmo pai de alguém que, por se encontrar em zona pouco iluminada e próxima de locais mal frequentados, preferiu deixar o portátil QUE NINGUÉM PODERIA SABER ESTAR na mala do carro durante 15 minutos do que servir de isco a transportá-lo para, quando voltou, não mais lá encontrá-lo.

É também o pai de alguém que tem um amigo que deixou o portátil encostado à roda do carro umas belas horas - e que o veio a reaver normalmente.

É ainda o pai de alguém que tem uma mãe que volta e meia deixa a chave na fechadura da porta de casa... do lado de fora (assim como assim ao menos se quiserem assaltar não precisam de estragar).

Pronto, é o pai de uma certa pessoa que-não-sei-quem-sou que, assim que se deparou com a notícia de não-sei-quantos-portáteis apreendidos na city, entrou em hiper-ventilação a tentar identificar o seu vermelhusco, tamanho é o trauma (que também pode ser medido no desejo bastante consciente de ver a moça que estava no bar da faculdade vazar a sua maleta igual à minha para eu ver se não saía de lá nenhum vermelhusco com um risco no ecrã - maleta essa que, btw, se vende em tanto lado, e em dois anos de estimação da minha nunca vi ninguém com uma igual, pelo que agora acontece como quando me roubaram do estendal da casa de praia as toalhas de banho e os calções do apêndice: sempre que vejo coisa parecida fico à coca e apetece-me ir lá pedir para verificar).

A culpa é do pai, portanto.


(Mas nesta notícia, além de procurar o meu vermelhusco, destaco sobretudo a lista das apreensões, que entre portáteis e marretas engloba chocolates e gomas. Então mas vão-me apreender os doces aos meninos, pá?! Não se faz.)

2.08.2012

0
Agora passemos a notícias realmente importantes:





Devem estar a brincar, só pode.



Esta última parte já sabíamos, ou porque é que acham que me chamam Red?!

Agora vêm umas badamecas coccinelídeas asiáticas dar cabo das espécies europeias?!
Era o que mais faltava.

3
Ó pai, então mas agora que o bigode se foi o que é que tu prometes se conseguirmos o caneco?

BRIOOOOOSA!

(em plena época de exames, o título "estudantes passam na escrita e vão à oral no Jamor" é do melhor)

2.06.2012

4
Happy Birthday (atrasados) to the Blog, mas vamos seguindo para a frente, que atrás vem gente*


Ao meu pai aconteceu mais ou menos o que se passou com o António Sala (jogo da malaaaaaaa).

O António Sala (jogo da malaaaaaaa) prometia ficar sem bigode para um Benfica campeão europeu (um bigode vitalício desde os anos 60, portanto); o meu pai conta pelos dedos de uma mão as vezes - quase todas acidentais - que ficou sem pelichos em cerca de 40 anos de bigode. Digo que lhe aconteceu mais ou menos o que aconteceu ao António Sala (jogo da malaaaaaaa) porque vá, graças a Deus não foi para imitar o José Cid (que isso haver um já é suficiente). O que aconteceu ao meu pai foi mais um acidente, daqueles acidentes que transformam um bigodaço num bigodinho, uma árvore carregada numa árvore desfolhada, um bigode à Estaline num bigode à Hitler:

Apara aqui, apara ali, apara mais um bocadinho, oh deste lado está mais aparado, deixa pôr igual no outro, oh agora foi este, ai o caraças, agora foi demais em cima, agora cortei demasiado em baixo, agora tenho uma ponta maior que a outra, deixa lá aparar igual, AI A PORRA QUE AGORA PAREÇO O CHARLIE CHAPLIN! Deixa-me mas é cortar o resto antes que passe vergonha na rua.

Mas ei, pai, isto não é escárnio e maledicência, é solidariedade pura: Volta bigode, estás perdoado.



*ou como perder um bigode de 40 anos em 2 minutos.

3
Até parece que foi ontem... (e por acaso foi mesmo anteontem, mas varreu-se-me)





Um curso acabado, um carro adquirido, muita bolacha comida, um trabalho num dentista pausado e retomado, um avô, um primo e um irmão falecidos, um portátil comprado, um estágio feito, uma tese defendida, um voluntariado realizado, dois internamentos por um rim idiota, uns meses de cadeia (hihihi isto dito assim...), uns diazinhos de Inglaterra, muitas receitas cozinhadas, alguns adormecimentos na última sessão do cinema, um duplo Jota, um portátil roubado, um carro a perder água ao metro e quase a arder, um acidente com mamãe, 4 queimas das fitas, algumas idas à Luz ver o Sporting, muitas "perspectivas nunca vistas!" de papai, dois cartões comidos pelo multibanco, U2 e Bon Jovi, um saltinho a Barcelona, dois mini-concertos-mais-pequenos-do-mundo-a-seguir-ao-da-comercial dados, uma multa de estacionamento, algumas quezílias com senhores da TV Cabo, e da CP, e da secretaria-geral, e por aí fora!, um fim-de-semaninha em Braga, uma passagem por um Centro Educativo, um início de desemprego, muitas calinadas de mamãe, centenas de biscoitos cozinhados, muitas séries começadas e acabadas, 4 viagens de avião, duas de reboque, umas quantas de carro e comboio (ou metro) nem vê-lo, algum serviço público e muita - mas mesmo muita - parvalheira depois (e não necessariamente por esta ordem)...

4 anos
-
e uma vida, a minha mesmo -
a contribuir para a (im)produtividade nacional.

2.02.2012

0
O ego é um bicho tramado.



Amanhã vou melhorar um 16.
Então mas tu já não acabaste o curso?
Eu já, mas o meu ego aparentemente não está contente com uma média X,485 (ficamos com o X para que não me insultem)


(portanto não, o meu rim ainda não pirou de vez, é só o meu cérebro em modo uso intensivo / saudades do estudo NOT / ir ver como vão as obras na faculdade)

1.28.2012

1
De pimba a agradável ao ouvido em duas partes:







Porque, after all, a maioria do que se ouve nos tops e afins, bem traduzidinho, não passa muito além disto. Ou é bem pior.

1.25.2012

0
Não, não era eu, o meu spot é mais ali nas docas do Parque Verde.

"Lontra marinha provoca confusão numa esplanada portuense"


1.19.2012

0
Não, epá, agora a sério.


Girassóis e borboletas já lá têm. Agora para complementar era vestirem os meninos de maillot verdinho-alvalade (ou será amarelo?) e vê-los a distribuir flores aos adversários na entrada para o balneário.

Cambada de amélias, pá. É por estas e por outras que já ninguém liga ao Rei Leão.

1.18.2012

0
Até a criminalidade está em crise.


De inteligência, pelo menos.

"Jovem do caso facebook agride jornalista à porta do tribunal" - acabadinho de ser condenado a pena suspensa por, entre outros, crimes de ofensas à integridade física.

Eu bem dizia que não havia condições. E cada vez há menos. Mais do que o curso de criminologia, precisa-se de um curso de criminalidade básica para estes sujeitos, sff.

1.16.2012

0
"Os tempos estão difíceis... Isto é Portugal, isto está difícil desde 1143!"


Ou "o porquê da Sic Notícias ser o melhor canal de informação nacional". Isto foi dos melhores produtos de televisão nacional que surgiram nos últimos tempos. E não é um programa de humor. Vai ser difícil é manter o nível nos próximos programas.


1.15.2012

0
Como manter os dias extremamente ocupados na vida de uma lontra:


Despachar Modern Family, Homeland, iniciar a actualização de Breaking Bad e intercalar com Ovelha Choné. Começar a ler Stieg Larsson antes de ir ver o filme. Parar para comer e dormir. Pausa para a casinha também é recomendável. Sair do sofá por outras razões só em caso de extrema necessidade.

1.13.2012

3
A ti, D.J.


Primeiro puseram-te ao meu cuidado sem eu sequer ter tempo para opinar. Não estava preparada, nem sabia ao que ia, mas lá me levaram até ti. Disseram-me que era para meu bem, que ias ser bom para mim, que iam cuidar bem de nós e eu confiei. Demorei para te ter. Estive ali, à espera, a ver-te chegar, mas sem poder fazer nada para acelerar o processo. Vi-te seguires o teu caminho até, por fim, fazeres parte de mim. O que sofremos para estar juntos! Aqueles primeiros dias de sangue, algum suor e bastantes lágrimas. Nesses primeiros dias, sempre que querias sair parecia que havia lâminas a cortar-me a carne, pedindo-me para ficares. Nessa altura pintaram-te muito mal na fotografia: disseram horrores de ti e eu, ainda assim, não queria acreditar, não, comigo não era assim, tinham havido momentos difíceis mas nada que não conseguíssemos ultrapassar juntos. E assim foi. Passámos o Natal, começámos o novo ano juntos, juntinhos, oh, foram 58 dias de comunhão absoluta. Quando algo não te agradava gostavas de me picar, de propósito, e sabias que eu ia logo a correr beber depois disso, pois a carne é fraca e eu não aguentava esse teu mau feitio, as tuas indirectas e mesquinhices. Contigo chorei, naqueles primeiros dias, mas também contigo - oh, tantas e tantas vezes - me mijei a rir.

Hoje tiraram-te de mim. Era o que tinha de ser, já estava avisada desde o início que era temporário, e até me deixaram ficar contigo mais do que o que estava programado. Mas foste. Hoje senti parte de mim a esvair-se. Vi-te ir embora, com um misto de dúvida e alívio. Preparaste-me para o futuro, para quando eu for só, triste e abandonada, e já não me conseguir conter, e por isso tenho de te agradecer.

Vou ter saudades tuas, meu querido...


(Pensavam que me tinham dado brinde no último internamento? Na, que isto nos dias de hoje não se dá nada a ninguém e já cá vieram tirá-lo, ah pois... não que tivessem grandes intenções disso, contrariamente ao que eu estava à espera, mas ninguém resiste aos meus olhinhos de bambi incontinente, que ser incontinente é muito triste e eu já andava farta de passar a vida a correr para a casa de banho. Enfim, caro rim, sós!)

1.07.2012

2
Pai, está cada vez mais na altura de tirares a tua magnífica t-shirt do armário.



Aparentemente há dados ingleses que apontam para que o declínio cognitivo se inicie, afinal, já a partir dos 45 anos de idade.

Hum... Não fui só eu que me centrei no facto de ser um estudo feito só com funcionários públicos, pois não..? Deve querer dizer alguma coisa...


1.06.2012

2
Completem a frase: Esta vida de grande lontra está a dar cabo de mim...


... Not.

Só para dizer que não, não entrei em hiperglicémia ou coma diabético ou qualquer coisa do género derivado da alarvidade de coisas doces que se me habitam o frigorífico em memória do que foram as festividades alheias, como pudim de bolacha, tarte de amêndoa, bolo de chocolate, mousse de chocolate, arroz doce, bolo de profiteroles, pão-de-ló recheado com doce de ovo ou biscoitos natalícios de chocolate.

Também não, ainda não morri de hipersonia, assim como assim não tenho dormido assim taaanto, mas ei, há que aproveitar de alguma maneira o tempo entre ser ex-estudante-de-férias e nova-desempregada, nomeadamente a devorar Stephen King e Modern Family e American Horror Story e Luther e Dexter e Six Feet Under e outras coisas que tais (por falar nisso, nas próximas 6 semanas há um filme de interesse a estrear por semana, tenho de começar a trabalhar nisso já com o Sherlock) .

Mas pronto, agora que já passaram as festividades - ei, e prendas hoje, ninguém tem para mim? Se enrolar a língua acho que passo por espanhola e dava jeito receber a trilogia do Stieg Larsson antes de ir ver o filme, estou só a dizer - e que acabei de tirar 119 bolas, 41 laços e 3 conjuntos de lâmpadas da minha árvore de Natal de 1,80m - nem as do Dolce Vita, pá - vinha só aqui desejar-vos um bom aninho, sim? O meu augura tudo de bom, tendo em conta que o ano passado acabou com muito camarão e sapateira e as comemorações reveiónicas começaram ao som de Nowhere Fast (pelo menos a mim parece-me um bom prenúncio).

E ah, apresento-vos a minha, aliás, o meu, porque é um menino, novo companheiro:



Blá blá blá whiskas saquetas, receber peluches é tótó, blá blá blá whiskas saquetas - Whatever, losers, mas isto NÃO é um peluche, é um(a) Ovelha Choné que vibra quando se lhe puxa o rabo (o que a minha mente sórdida não relaciona muito com crianças, mas pronto) e ai aqueles olhinhos, vejam-me só aqueles olhinhos, estamos entendidos?

Ora então bonne année para todos!
(ou só para alguns, como quiserem, é à vontade do freguês)

1.02.2012

0
Just checking...






...




Na, o mundo ainda não acabou. E o IVA até já subiu e tudo.