2.09.2012

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Lets talk about karma (ou "falando ainda no pai...")


... pai esse que deixa a chave do carro na fechadura do carro, estacionado no parque de estacionamento de um prédio em local propício a apropriação de coisas alheias, durante mais de 12 horas - incluindo uma tarde, noite e manhã - e que volta a lá encontrá-la depois de lhe ligarem a avisar da ocorrência.

Esse pai é o mesmo pai de alguém que, por se encontrar em zona pouco iluminada e próxima de locais mal frequentados, preferiu deixar o portátil QUE NINGUÉM PODERIA SABER ESTAR na mala do carro durante 15 minutos do que servir de isco a transportá-lo para, quando voltou, não mais lá encontrá-lo.

É também o pai de alguém que tem um amigo que deixou o portátil encostado à roda do carro umas belas horas - e que o veio a reaver normalmente.

É ainda o pai de alguém que tem uma mãe que volta e meia deixa a chave na fechadura da porta de casa... do lado de fora (assim como assim ao menos se quiserem assaltar não precisam de estragar).

Pronto, é o pai de uma certa pessoa que-não-sei-quem-sou que, assim que se deparou com a notícia de não-sei-quantos-portáteis apreendidos na city, entrou em hiper-ventilação a tentar identificar o seu vermelhusco, tamanho é o trauma (que também pode ser medido no desejo bastante consciente de ver a moça que estava no bar da faculdade vazar a sua maleta igual à minha para eu ver se não saía de lá nenhum vermelhusco com um risco no ecrã - maleta essa que, btw, se vende em tanto lado, e em dois anos de estimação da minha nunca vi ninguém com uma igual, pelo que agora acontece como quando me roubaram do estendal da casa de praia as toalhas de banho e os calções do apêndice: sempre que vejo coisa parecida fico à coca e apetece-me ir lá pedir para verificar).

A culpa é do pai, portanto.


(Mas nesta notícia, além de procurar o meu vermelhusco, destaco sobretudo a lista das apreensões, que entre portáteis e marretas engloba chocolates e gomas. Então mas vão-me apreender os doces aos meninos, pá?! Não se faz.)

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Izzie disse...

Hoje de manhã, ao sair, demos com um carro com o vidro partido. Não era o meu (onde o objecto com maior valor lá guardado é o guarda-chuva), mas de um desgraçado que teve a infeliz ideia de deixar algo parecido com um porta moedas lá dentro. Pô, o vidro deve custar uma nota preta. Deixa lá, pode acontecer a todos. Menos ao teu pai ;)