3.24.2012

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Se acaso eu não regressar aqui ao estaminé...






É porque entrei em coma glicémico com uma overdose de chocolate.

3.22.2012

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O meu carro dava um blog.


Sabem aquele momento em que passam o dia a mil à hora, a correr de um lado para outro, a sair de uma actividade atrasados para outra e, quando chegam ao carro, ele não pega?

Pois, eu agora já sei.

E quando se está mesmo atrasado - e morto de fome -, nada como abandonar o carro à sua sorte e seguir a pé, pensando: quando tiver tempo volto aqui. Não o tiro daqui senão depois não o consigo tirar do meio da estrada e empurrá-lo para algum lado. É melhor ligar a alguém que me traga uns cabos de bateria.

E depois liga-se a esse alguém. Não sem relutância, achando muuuito estranho que a bateria se tenha descarregado em 2 horas, sem ter ficado nada ligado no bicho, mas pronto, ele há fenómenos que só visto, e a máquina infernal parece ter vida própria, portanto já nada é de estranhar: entre atingir o máximo da temperatura em 2 minutos, desligar-se sozinho em andamento ou ficar com o acelerador preso, alguma coisa há-de escapar. Mas vá, dá-se a mão à palmatória, pensando que o bicho não arranca, nadica de nada, não é falta de gasolina que ainda não tinha chegado à reserva, então só pode ser bateria e vá, venham daí esses cabos, deixem-me só ir jantar que eu já volto, ele fica aí estacionado que está bem e não estorva.

Esse alguém, que não sei quem foi (mamãe) ide com cabos e tal e coiso e destrava o carro para o tirar, de traseira, do alto onde ele está estacionado, de maneira a pô-lo na estrada para conseguir ligá-lo ao outro carro. E o bicho, por magia, quando está no meio da estrada, pega logo da primeira vez que se dá à chave, sem ligar cabos nem fazer nada.

Hipótese 1: eis o milagre da ressurreição;
Hipótese 2: a minha máquina infernal queria incitar-me ao exercício físico, tipo uma caminhada de 20 minutos até ao jantar e reunião;
Hipótese 3: ele estava estacionado num sítio tão torto que, naquela posição, a gasolina que tinha (ainda não na reserva, mas perto) escorreu para um lado do depósito e assim a bomba não conseguia puxá-la quando se dava à ignição, voltando ao normal quando o carro ficou num sítio plano.
Hipótese 4: basicamente estava a reinar comigo, só porque sim.

Confio mais na última hipótese. Teve azar que eu não fiquei muito chateada (basicamente abandonei-o para ir jantar e tratava dele depois) e, quando percebeu o ignore, resolveu funcionar, portanto.

Vantagem: mamãe pegou nele e foi pôr-lhe meio depósito, não fosse o diabo tecê-las.

Lição do dia: se o teu carro tem um ponteiro de gasolina que bate mal e sobe e desce de maneira a que nunca sabes ao certo que gasolina tem, não estaciones num plano muito inclinado.

3.21.2012

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If I kiss you where it's sore, will you feel better?*


Não gosto que me espetem coisas, não sei se já disse. As minhas veias são muito fofinhas, são sim senhora, mas são minhas e para conservar inteiras e íntegras, se faz favor.

Portanto é perfeitamente normal que não ache muita piada quando, depois de me terem 3 horas a fazer um exame que envolve picadas, me dizem que tenho de voltar para repetir porque não era bem aquilo que me deviam ter feito. Ainda menos graça lhe vejo quando me informam que esse novo exame não vai implicar um, nem dois, mas três furos no meu singelo bracinho. E já se me soltam faíscas dos olhos quando revelam que é tudo no mesmo sítio, que é bom, ao menos só dói um lado, pois, isso, poupemos nas terminações nervosas afectadas, então, só se estraga uma veia, espetar três vezes no mesmo sítio até é bom porque já se abriu o buraco - NOT.

Isto tudo para dizer que eu não sou normal. Quer dizer, as pessoas normais não gostam de picadas, é certo. Agora não é normal que a parte que me ande a custar mais seja a do penso rápido. Sim, o penso. Rápido. Anti-alérgico. Que mais de 5 minutos em cima do furinho me começa a desgraçar o braço de maneira a que quando sai leva pele agarrada e tudo. E lá fica o meu braço dorido. E eu já vou com medo da picada e do penso pós-picada, que ando numa de se me arrepiar mais quando tenho de o tirar do que quando vejo a agulha. E lá venho eu toda marcada, pois, pobre braço.

Só podia ser a minha ilustre pessoa a ter, como única reacção alérgica, alergia a pensos anti-alérgicos, não é? Eu acho que já nasci do contra. Por isso é que sou do Sporting.


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3.19.2012

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Do dia do pai: quem pode compra, quem não pode...



(manda) faz(er):



O meu pai queria uma canon, ora já lá tem uma destas.
Por estas mãos.

(P.S.: O origami transcende-me. Até um avião bem feito - e por bem feito entenda-se um que não vá logo de bico ao chão - exige ciência, quanto mais. Uma vez tentei fazer o cisnezinho do Prison Break. Com instruções e tudo. Ali entre o dobrado e amassado, acho que nunca passou de uma bola de papel com uma penca espetada. O mais próximo de origami que consigo - ou conseguia, vá - fazer deve ser o mítico "quantos-queres". E aviões. Desde que não exijam mais do que três ou quatro dobras. Portanto vejo esta maquineta - ou um espectacular vaso com uma orquídea em papel também - e fico ali, siderada, a olhar e a pensar como raio é que aquela porra é feita só com uma folha. Uma única folha dobrada. É tipo magia!)

3.17.2012



Quando vier a Primavera,

Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma

Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"

3.09.2012

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Então e como é que passaste o dia internacional da mulher do rim, Red Maria?


Sim, porque ontem foi o dia mundial do rim.


Basicamente passei a manhã no hospital, entre o beber água e fazer xixi, beber água e fazer mais xixi ainda e fazer exames fofinhos daqueles com picadas e radiações e máquinas assustadoras e outras coisas interessantes, a ver se o meu dito cujo ainda anda armado em pedreira ou se já está a ganhar juízo.

Juro que quando entro naquela parte da medicina nuclear e vejo aquelas maquinetas fico a pensar que fui abduzida e que uns quaisquer ETs vão fazer experiências comigo.

Mas pronto, no fim de tudo, depois de estar 3 horas para fazer um exame e de arranjar uma nódoa negra num braço, lá descobriram que tinham feito o exame errado e que tenho de lá voltar para repetir.

Portanto, foram umas bonitas comemorações do dia do rim. Ele até ficou muito jeitoso nas fotografias! Happy world kidney day!