3.22.2012

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O meu carro dava um blog.


Sabem aquele momento em que passam o dia a mil à hora, a correr de um lado para outro, a sair de uma actividade atrasados para outra e, quando chegam ao carro, ele não pega?

Pois, eu agora já sei.

E quando se está mesmo atrasado - e morto de fome -, nada como abandonar o carro à sua sorte e seguir a pé, pensando: quando tiver tempo volto aqui. Não o tiro daqui senão depois não o consigo tirar do meio da estrada e empurrá-lo para algum lado. É melhor ligar a alguém que me traga uns cabos de bateria.

E depois liga-se a esse alguém. Não sem relutância, achando muuuito estranho que a bateria se tenha descarregado em 2 horas, sem ter ficado nada ligado no bicho, mas pronto, ele há fenómenos que só visto, e a máquina infernal parece ter vida própria, portanto já nada é de estranhar: entre atingir o máximo da temperatura em 2 minutos, desligar-se sozinho em andamento ou ficar com o acelerador preso, alguma coisa há-de escapar. Mas vá, dá-se a mão à palmatória, pensando que o bicho não arranca, nadica de nada, não é falta de gasolina que ainda não tinha chegado à reserva, então só pode ser bateria e vá, venham daí esses cabos, deixem-me só ir jantar que eu já volto, ele fica aí estacionado que está bem e não estorva.

Esse alguém, que não sei quem foi (mamãe) ide com cabos e tal e coiso e destrava o carro para o tirar, de traseira, do alto onde ele está estacionado, de maneira a pô-lo na estrada para conseguir ligá-lo ao outro carro. E o bicho, por magia, quando está no meio da estrada, pega logo da primeira vez que se dá à chave, sem ligar cabos nem fazer nada.

Hipótese 1: eis o milagre da ressurreição;
Hipótese 2: a minha máquina infernal queria incitar-me ao exercício físico, tipo uma caminhada de 20 minutos até ao jantar e reunião;
Hipótese 3: ele estava estacionado num sítio tão torto que, naquela posição, a gasolina que tinha (ainda não na reserva, mas perto) escorreu para um lado do depósito e assim a bomba não conseguia puxá-la quando se dava à ignição, voltando ao normal quando o carro ficou num sítio plano.
Hipótese 4: basicamente estava a reinar comigo, só porque sim.

Confio mais na última hipótese. Teve azar que eu não fiquei muito chateada (basicamente abandonei-o para ir jantar e tratava dele depois) e, quando percebeu o ignore, resolveu funcionar, portanto.

Vantagem: mamãe pegou nele e foi pôr-lhe meio depósito, não fosse o diabo tecê-las.

Lição do dia: se o teu carro tem um ponteiro de gasolina que bate mal e sobe e desce de maneira a que nunca sabes ao certo que gasolina tem, não estaciones num plano muito inclinado.

3 Pessoas leram e ainda comentaram!

Izzie disse...

EStava obviamente a fazer pouco de ti. Já tive um carro assim, não há maneira de os chamar á razão.

tiago leal disse...

Já me aconteceu uma mão cheia de vezes... :D

viagensnomeucaderno.blogspot.com

S@ndryn@ disse...

adoro o teu carro :D