6.29.2012

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Psicólogo precisa-se. Ou de alguém cá em casa, vá.


Não sei se já tinha referido a minha estima e apreço por uns não tão simpáticos bichinhos octópodes de 8 olhos. Não há palavras (ou até há, mas são todas demasiado feias para escrever aqui) que definam a minha relação com o maravilhoso mundo dos aracnídeos.


Se acaso ainda não tinha referido, acho que este pequeno intróito vos deve dar uma ideia, por isso adiante.

Ora a modos que, na última incursão que fiz aos meus humildes aposentos, deparei-me com isto.


O drama, o horror, a TRAGÉDIA.
A modos que não consigo passar da porta enquanto este espécime estiver na parede. Ainda que seja a parede oposta à da entrada. Talvez eu esteja já noutra divisão e continue a hiperventilar a pensar que aquilo lá está, tendo deixado a porta do quarto fechada até descobrir como resolver a situação. 
Estou bastante treinada em técnicas de extermínio aracnídeo à distância, mas nenhuma se me afigura suficientemente segura e eficaz naquele sítio: a técnica "atirar o chinelo (ou arma semelhante)" exige uma perícia acima da média, visto a bicheza se encontrar próxima do tecto e também do varão do cortinado; a técnica "vassoura", devido à altura a que o artrópode se encontra, exige demasiada aproximação, o que viola a distância mínima de segurança; a técnica "mafu" não é passível de ser executada nas condições mínimas de segurança por, além de partilhar o inconveniente da anterior, poder provocar uma morte lenta ao aracnídeo, permitindo-lhe espernear (e há 8 patas em jogo) e refugiar-se num qualquer local enquanto moribundo, dificultando a tarefa de declaração do óbito; a técnica "chamar a mãe/pai/irmão/família" também não pode ser posta em prática por ausência de sujeitos. 
Resta-me aguardar que chegue a cavalaria para me ajudar a travar esta dura batalha. É que dava mesmo jeito voltar a dormir no meu quarto. A pior coisa era agora chegar lá e ela já lá não estar - PARA ONDE É QUE FOI? PODE ESTAR EM TODO O LADO!!!
Dava também jeito fechar a porcaria da porta da varanda, que fica mesmo naquela parede e está completamente aberta desde a tarde toda, porque não consigo chegar até lá.
5 anos em psicologia para isto, pá. Sou uma psicóloga que até sabe alguma coisa de dessensibilização sistemática mas que bem podia ser uma das Savage Chickens. Nunca vou passar da 3ª semana.


6.28.2012

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Estás oficialmente crescida quando...


a) a tua avó diz
b) os familiares que não te vêem desde o século III dizem
c) acabas a escola
d) vais viver sozinha
e) acabas o curso
f) os irmãos mais novos dos teus amigos já andam na universidade
g) arranjas um carro que te treina em toda a espécie de manutenção automóvel
h) recebes a cédula profissional da ordem
i) te chega a primeira carta das Finanças.


Bem-vinda seja, então, ao mundo da precariedade laboral.

6.24.2012

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Fartou-se de entrar e sair, aquele Hublot.



Portugal - República Checa, Euro 2012:

"_Então mas o Hublot não tinha entrado há bocado..?"



6.21.2012


CHECO-MATEEEEEEE!

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Um fim-de-semana perfeitamente coerente.


Sexta: concerto do Avô Cantigas.

Sábado: Marchas populares e sardinhadas na vila.

Domingo: concerto da Madonna.

Se eu podia bater pior? Podia, mas não era a mesma coisa.

6.15.2012

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Lembrado pela minha S. e a propósito das minhas imensas saudades da cadeia...


Within the illusion of life,
Death is the only reality,
but
is Reality the only death?
Within the reality of imprisonment,
Illusion is the only freedom,
but
is Freedom the only illusion?

Philip Zimbardo,
a propósito da sua Stanford Prison Experiment.


(Uma espectacular experiência que toda a gente devia conhecer
- e que me faz amar Psicologia -
e um grande senhor que vai estar em Setembro na FPCE-UC)

6.13.2012

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Muito pelo contrário...


... o que devia passar a ser notícia de abrir telejornais é quando os senhores da CP vão todos trabalhar normalmente, que isto das greves já não é manchete para ninguém. 

E sempre se poupava nos pré-avisos de greve, que deixam de ser necessários, devendo ser substituídos por "pré-avisos de trabalho", muito mais úteis nestas semanas em que há mais dias de serviço parado do que de serviço a funcionar.

6.10.2012

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Quando se suicida um neurónio português, suicidam-se logo dois ou três.


E as pessoas que saem do Prometheus a dizer

a) "pior filme de 2012", acompanhado de
b) "com aquele final, de certeza que vai haver outro filme..." (aaaai não posso, morri desta) e ainda
c) "valia mais ter ido ver a branca de neve", concluindo com
d) "olha, era do mesmo realizador do Alien e do Gladiador!"

Mas ainda há gente que vai gastar dinheiro em cinema à sorte sem saber o que vai ver...?
Ao menos a sinopse, meus caros, ao menos a sinopse...

6.09.2012

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"Cat psychologist"... ou Red psicóloga...



6.06.2012

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Aguardo ansiosamente NOT...



...ver o Exmo. Cristiano Ronaldo a evacuar, sentado numa qualquer sanita polaca.

Já faltou mais.

6.02.2012

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Imaginem este como se fosse um post musical em que podiam ouvir-me a cantar como se não houvesse amanhã.


(I guess nothing can last forever, foreveeeer noooooo)

Those were the best days of my liiiiife!

...

Mas é claro que o Bryan Adams está velho. O verão de '69 já foi há 43 anos.

(temos pena, vizinhos, mas contra potenciais barulhos de criancinhas a berrar chorar, ou berbequins e obras, eu vingo-me a cantar desalmadamente. A culpa é da Radical. E do grande senhor que não canta uma que não se saiba de cor e salteado.)

6.01.2012

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Hoje suicidaram-se-me dois neurónios. E há outros em estado crítico.


Não sei o que é pior...

... se é a moça aparentemente finalista de ciências farmacêuticas (daqueles cursos de média de acesso bem jeitosa) que resolveu passar um cheque de "seteSSentos" euros e ateimar que "quase de certeza absoluta que setecentos se escreve com "dois s""...

... se é a funcionária da tesouraria da secretaria-geral da UC, que refere já ter sido professora de português (noutra vida, espero eu) e que não lhe soube responder melhor do que "olhe que acho que é com "c", ora se seiscentos é com "c", setecentos também deve ser... mas agora também não tenho a certeza..."...

... ou ainda o namorado da moça, também estudante universitário, que justifica não poder ser seteCentos porque com "c" ler-se-ia "seteQentos", "portanto deve mesmo ser seteSSentos".

Avé Google, ou lá o que o moço usou, para ter a epifania de que não, é mesmo seteCentos, e depois confirmar que "pois, está bem, o "c" está entre duas vogais e então lê-se "s"". Gostei particularmente do diálogo final, la pièce de résistance:
_ Ah, já estou mais contente porque já ensinei alguma coisa hoje! Mas não fique incomodada, não? Erros acontecem...
_ Ai eu não, de certeza, escusa de estar preocupada!!
 

(Depois disto senti dois neurónios estrebucharem violentamente. Certamente que se enforcaram em dendrites alheias tal foi o trauma. Quase deu para me esquecer do tempo que estive à espera para ser atendida na secretaria-geral, para não variar, e que nem vou dizer, mas que foi o suficiente para estagiar para o que me pode vir a aguardar um dia na segurança social.)