9.07.2012

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Quem é vivo sempre aparece.


(E isto podia ser um post a falar do novo single da minha Alanis ou dos No Doubt, mas não é.)

Parece que comecei a ter uma vida. Quer dizer, não sei bem durante quanto tempo, que ainda agora começou e já está cada vez mais precária, segundo a comunicação do PM e o atraso logo nos primeiros vencimentos que até são pagos pelo estado, mas assim como assim o gabinete já é num bunker lá na faculdade, portanto acho que estou mais ou menos protegida.

Diz é que escrever parvoíce começou a tornar-se muito mais trabalhoso do que o habitual. É que tenho de ter dois trabalhos: o de ligar o filtro na maior parte do dia (diz que agora sou psicóloga ou coisa que o valha; até é mais coisa que o valha enquanto a ordem não aprovar o estágio, mas pronto, anda por aí) e o de o desligar e ainda reportar a idiotice (a minha e a alheia). O problema não é a falta de material para dissecar: ainda há umas semanas vi um homem claramente apaixonado por uma árvore e prestes a espetar-lhe um xoxo (Coimbra deserta em Agosto? Só se for das pessoas normais). E em tanto tempo sem cá vir muita coisa aconteceu, pois claro, até o eixo da terra se deslocou mais uns segundos.  O problema é que se antes o meu esforço consistia na árdua decisão de ter de me levantar do sofá se quisesse ir à casa de banho ou assaltar o frigorífico, agora é ter mais que fazer do que o que a minha lontrice suporta, pelo que me tenho limitado ao aparvalhamento familiar (tenho de sugerir o verbo aparvalhar ao 5PM).

Mas quem me tira a parvoíce tira-me tudo, e se agora me falta a companhia para cantar músicas do Noddy ou fazer vídeos sobre Fritos em público, resta-me ter um blog idiota para mandar umas larachas para o ar, que a maluqueira sabe melhor quando é partilhada (digo eu, que gosto de psicóticos).

So I'm baaaack in the game!

Ainda ninguém se deu ao trabalho de comentar...