6.28.2008

4
Pensamento do dia:

A estupidez tem uma certa fluência.
Quando pára… é chato.

(O chinês é um local que inspira dissertações. Sobre gambas. E estupidez. Mas para estupidez qualquer lugar serve. E vá, para gambas também.)

6.25.2008

6
“S. João, S. João, S. João dá cá um balão para eu brincar…”

Foi um fim de semana de rambóia, sardinha, bolos de gema e algodão-doce. Martelos não, mas tinha um moinho de vento, também serve… e, como não podia deixar de ser, a bela da cultura popular. Pois este S. João foi muito produtivo. Deixo-vos um arzinho:


“Estava a assar sardinhas com o lume a arder
Queimei a pilinha sem ninguém saber
Se fosse outra coisa eu nem me importava
Mas era a pilinha que eu tanto estimava”

Bonito. Poesia. Para o ano há mais!
(Próximo desejo a ser satisfeito: sushi.)

6.20.2008

2
Bola redonda e movimento pró-sardine

Cá estamos, cá estamos… (/momento Gato Fedorento)

Bem, pois cá havemos d estar. Lá já não estamos. Em parte graças a este grande senhor:



Mas calma: acho que descobri o grande problema da nossa selecção, o que nos impede de marcar golos, de fazer passes eficazes, de defender como devíamos. O grande problema da selecção é mesmo a bola ser redonda. Parece-me bastante claro. E não é por termos perdido: a bola sempre foi redonda.

Mas vá, adiante, esses já lá vão (aliás, vêm… voltam… isso…).

Agora que já passou a febre do Euro (ou não, que a Holanda ainda joga e há-de ganhar a questão) já me posso dedicar inteiramente a apoiar essa tão nobre causa…



...a defesa da sardinha.

Eu defendo-a. Defendo a sardinha de toda e qualquer maldade que lhe queiram fazer:

  • Defendo que a sardinha seja espécie protegida, para não a amassarem toda quando a estão a pôr nas caixas de peixe;
  • Defendo que as pessoas não se devem aproveitar da sardinha para roubarem o povo: a sardinha devia ser era oferecida;

  • Defendo que a sardinha só deva ser pescada depois de deixar um grande legado de sardinhas-filhas. De modo a que a sardinha nunca se esgote no prato e não suba ainda mais de preço e de maneira a que haja petinga para fritar à vontade.

  • Defendo que a sardinha não deva sofrer o drama de ser enlatada: deve ser comida ao natural, assadinha, com broa debaixo e regada com azeite.

SARDINEEEES! Venham elas. Só faltam 4 dias.




(é de mim ou o anúncio da coca-cola com as sardinhas não tem ponta por onde se lhe pegue?! Sardinhas com coca-cola?!! Hereges!)

6.16.2008

2
o cão azul é que sabe:


6.10.2008

4
Impossibilidades físicas

  • Pessoas que andam em cima de saltos agulha de 10cm o dia todo e não se queixam dos pés...
  • Pessoas que andam com saltos agulha nas belas calçadas de Coimbra...
  • Pessoas que até conseguem correr com eles ou coisas parecidas...

...não podem ter pés.

Até podem ter um ouvido interno muito desenvolvido para o equilíbrio e tal, podem ter muita coisa, mas pés não devem ter de certeza.

É fisicamente impossível elas terem pés e não se queixarem. Um dia inteiro. Não pode. Não podem ter pés. Devem ter cotos em vez de pés ou pernas de pau ou qualquer coisa assim.

6.04.2008

5
Aprendam, que o senhor não dura sempre.


O Pio Abreu é grande. Uma pessoa queixa-se da bibliografia de Psicopatologia porque, pois claro, disto não nos mandam eles ler. E olhem que acredito ser uma boa maneira de memorizar melhor as características das adoradas perturbações que damos nas aulas…

Como tornar-se doente mental é brilhante. Ensina-nos como nos tornarmos uma série de coisas giras que povoam a bíblia do pseudo-futuro-psicólogo (como eu): leia-se, o DSM. É ou não é uma grande ideia? Senão vejamos: o que resulta melhor do que a psicologia invertida?! (Se não sabe o que isto é, chegue ao pé de alguém e diga-lhe “está… uma coisa… no teu ombro… mas não olhes!!!” e já fica a saber.) É que se havia gente com dúvidas, tem aqui um belo manual. E nós agradecemos por ter trabalho.

Cá ficam uns belos ensinamentos:

Como tornar-se… fóbico:
"Se o leitor quiser ser fóbico, existe uma palavra que tem de retirar do seu dicionário: medo. Você está com as pernas a tremer, o peito afogueado, o coração a bater insuportavelmente, os pêlos eriçados, desfaz-se em suores frios, tem os olhos arregalados, mas não tem medo. Tem antes uma fobia, um ataque de pânico (passe o estúpido nome que os psiquiatras lhe deram), uma crise nervosa, mas medo, nunca.

Como ter… ataques de pânico constantes:
"Atente minuciosamente na sua cabeça e verifique a desconcentração que isso lhe dá, bem como as tonturas que a hiperventilação lhe provoca (esquecendo porém esta relação de causa e efeito): sentir-se-á perante a proximidade da loucura ou a possibilidade de desmaiar. Concentre-se nas dificuldades de respirar, preocupe-se com a garganta, a falta da sensação do suspiro, e logo pensará que lhe vai faltar o ar (é uma grande ajuda que o nariz de vez em quando se entupa, levando-o ao hábito de forçar a respiração).
Preocupe-se ainda com o seu estômago a borbulhar (consegue-o depois de baralhar suficientemente os gases corporais, suspirando ou engolindo ar depois de comer) e logo se sentirá desfazer-se em diarreia ou vítima de congestão.
Escusado será dizer que, em todos estes casos, você se vai assustar genuinamente e chegar ao descontrolo, o que o leva a respirar mais ainda e a complicar tudo até à exaustão."

Como tornar-se… paranóico:
“O seu lema deverá ser: CONFIAR NOS OUTROS É A COISA MAIS ESTÚPIDA QUE EXISTE. O paranóico não esquece nem aceita traições. Se optou por ser paranóico, não vá nessa. Você é superior a todos esses miseráveis. É a honestidade em pessoa e nunca praticará traições. Está sempre vigilante e apto a fazer justiça ao primeiro sinal de más intenções dos outros ou à mínima possibilidade que isso aconteça. Isto significa que irá exercer justiça desde o início de qualquer relação. Se alguém ousar argumentar as suas razões – NEM SEQUER O OIÇA – porque ele apenas está a admitir que o traiu. Contra-ataque ao mínimo sussurro, pense e exponha a razão que a si próprio lhe assiste (TRANSFORME-SE NUM CHATO) e prepare-se para fazer justiça.
Quem quer ser diagnosticado como paranóico tem que se habituar a ver os outros como invejosos, ciumentos, coléricos, ressentidos, mal intencionados, e não pode perder a mínima oportunidade de lhes dar a entender tal facto. Em resposta, aqueles perderão o controlo e tornam-se piores do que você. Isso vai dar-lhe um grande alívio e montanhas de novas razões para justificar o seu comportamento”.

Como tornar-se... obsessivo-compulsivo:
"Se você quiser ser obsessivo-compulsivo, a primeira coisa que se tem de convencer é a de ter de ser perfeito. Sabe muito bem que todos os outros são pessoas cheias de defeitos e vícios, por isso sentir-se-á superior a todos. Claro que levará uma vida desgraçada e dolorosa, mas a vantagem moral de ser superior aos outros compensa o suficiente. Aos poucos habituar-se-á mesmo a tirar partido da sua desgraça e acabará por ter prazer com a sua dor. O masoquismo afinal também existe."


"Se não mentir a si próprio, descobrirá que é uma pessoa com limites e deixará de querer ir a todas, como fazem os fóbicos. Também não será dono da verdade nem tão importante como são os paranóicos. Não será o mais perfeito, o que fica para os obsessivos, nem tão brilhante ou poderoso como os histriónicos ou psicopatas. Não será uma pessoa muito especial, como os esquizofrénicos, nem um génio, como os maníaco-depressivos. Será apenas uma pessoa comum que aceita os desafios e os paradoxos da vida, faz o possível para, em cada momento, dar o que pode e actuar em conjunto com os outros. No entanto, tem de assumir a responsabilidade completa das suas acções. Afinal, todos fomos expulsos do Paraíso e condenados à solidariedade. Fizemos das fraquezas forças e, uns com os outros, construímos coisas admiráveis.
Convenhamos, entretanto, que tudo isto é muito complicado, pouco gratificante e difícil de fazer. Fácil, fácil, é mesmo tornar-se doente mental."
in Como tornar-se doente mental, de Pio Abreu


Uma questão: os doentes mentais têm maçãs a tapar-lhes a cara…? Isso não vem no DSM.

5.28.2008

5
A CP, o belo do Ramal da Lousã, o atum e puns de contentamento.

Hoje descobri que a CP resolveu baixar os preços dos passes, incluindo no meu belo Ramal (sim, eu tenho um Ramal. Pago 40€ todos os meses para isso.). Os bilhetes subiram, os passes baixaram e até baixaram mais do que o que costumam subir. Ena!!!! Oh para mim tão contente! (/sarcasmo)

Os passes baixaram;

Isto
Depois de volta e meia (mais volta do que meia; eu nem tanto porque mal me lembro de ir para Coimbra às 8 da manhã...eheheheh mas ainda acontece, que eu sou uma estudante aplicada) viajar qual atum enlatado 45 minutos até Coimbra. Atum enlatado como quem diz, que acho que há atuns que têm mais espaço (caso se queiram mexer dentro da lata) do que o povo tinha ontem de manhã naquelas maravilhosas carruagens.
E
Três meses (ou isso) antes de a linha (teoricamente) fechar para obras por tempo indeterminado (obras são sempre por tempo indeterminado, mesmo que tenham prazo.)


Pois sim, amigos, adianta de muito. “Ah, já não pago 41€ e tal, pago só 41 ou 40€, mas cada vez vou mais enlatada, demoro quase uma hora a lá chegar e daqui a uns meses nem enlatada vou que deixa de haver comboio!”



É realmente de deixar uma pessoa feliz. Tive de me controlar para não andar a dar puns de contentamento (como o Bruno Nogueira diria) pela estação e pelo comboio. Primeiro, podia ser considerado um genocídio, se fosse na carruagem. Segundo, eu sou uma jovem educada.

(Ah, esperem, já estou a ver. O preço dos passes é assim tão elevado porque temos direito a viagem E sauna..!)
(o bafo (no melhor dos casos...) de tanta gente dá mesmo para abrir os poros todos...)

5.26.2008

14
Expressões non-sense com bacalhau à mistura

"P'ra quem é, bacalhau basta".

Eu uso bastante esta expressão... mais uma directamente provinda do nonsense. E do bacalhau. Indica que excusamos de nos preocupar muito porque para quem é não vale a pena o trabalho que temos (muito aplicável nalguns trabalhos da faculdade).

Isto levanta uma porrada (vá, 2 ou 3...) de questões:

1º: O que raio é "uma porrada de questões"?! que sentido tem muitas questões serem uma porrada?! Porrada=contacto físico violento, não advérbio de quantidade.
(Quando até o calão deixa de ter sentido verificamos que o mundo está mesmo perdido...)

2º: O bacalhau, embora não sendo o meu bicho preferido (se bem que com natas ia já...), não é propriamente baratinho. Não é baratinho e é estrangeiro, porque toda a gente sabe que o bicho vem da Noruega. Mesmo aquele que é de cá, com o convencimento da malta do norte da Europa, deve vir a nadar da Noruega: toda a gente sabe isso. Sendo caro e de fora, ainda tem algum prestígio. Como tal, como pode significar que a pessoa não tem importância que chegue para termos um grande trabalho por ela?!

O bicho é importante!!! Presente nalguns pratos tipicamente portugueses! (quer dizer, já que o bacalhau é da Noruega não sei porque é que nós é que temos os pratos típicos... é a mesma coisa que a chanfana ser de Miranda City e Poiares é que vai à televisão mostrá-la...)

3º: É um bicho com nível. Não é um qualquer desconhecido de quem falamos mal, pois tem um rosto (caras de bacalhau) e tudo. É um bicho com identidade. É bacalhau, tem cara, é da Noruega. Porque raio o menosprezamos assim a usá-lo a título depreciativo?!


O bacalhau, além das razões idiotas para esta expressão ser mais non-sense que outra coisa, está ainda mais presente na gíria portuguesa:

"Aperta aqui o bacalhau"- meu Deus, o que é isto? O bacalhau pode ter caras (quem vê caras não vê corações, talvez por isso não pensemos no mal que fazemos à auto-estima do bicho), pode ser da Noruega, ser importante e não sei quê, mas não exageremos, ainda não tem mãos. Além de ser difícil dar "passou bem" a indivíduos com barbatanas (loool), quando o bicho chega à nossa presença já vem tão espalmado que não dá para apertar mais. De onde raio vem isto então?


É com cada uma...


(Mais uma ficha, mais uma teoria de caca. E sobre comida outra vez. E não me pus eu a dissertar sobre as cerejas - principalmente porque não têm nada a ver com bacalhau. A gula...)

5.24.2008

5
O meu último vício (ou "ai que eu não saio mais do Mac!")

Minha gente estas ciabattas são de comer e chorar por mais... Bacon, queijo e maestro, uma por semana… Meu Deus, tirem-me daqui. São mesmo boas, pá. Não consigo resistir.

(Isso, Li, e um Mac por MC City, não…?)

5.21.2008

7
Eu vs Senhores da Meteorologia

Quem percebe mais disto, eu que fui de t-shirt e esteve sol e pseudo-calor o dia todo lá para Coimbra ou os senhores da meteorologia que deram descida de temperatura e chuva para o dia todo de hoje?

Cada vez tenho mais confiança na minha teoria: sair com chapéu de chuva de casa só se estiver a
chover ou se o tempo estiver com cara disso.



Quem percebe mais disto? Eu, claro. Pressões atmosféricas, temperaturas, humidade, etc? Não. O “ar” que o tempo tem quando eu saio de casa é muito mais fiável.