Estar em stress é correr de um lado para o outro. É ter o estômago a contorcer-se. É sair de casa com uma meia de cada cor.
Estar em stress é ficar com a cabeça mais em papa do que uma inundação de nhanha em tempos de gripe.
Estar em stress é ter vontade de dizer todas as asneiras e mais algumas sob risco de ser deserdado ou multado por atentado ao pudor.
Estar em stress é querer dedicar-me à pesca mesmo quando o Sporting até consegue não perder um jogo.
Estar em stress é querer ir para o cimo do monte gritar até ficar sem cordas vocais. Mas este é um estar em stress fofinho, que não quer prejudicar ninguém além do S. Pedro.
Estar em stress raivoso é apetecer ser amiga e inserir juízo manualmente na cabeça de alguém; nem que seja à paulada.
Estar em stress raivoso é ter vontade de escavacar coisas que não funcionam. Ou atirá-las da janela abaixo. Ou torcer-lhes as peças todas até estalar.
Estar em stress raivoso é querer fazer pontaria com uma caçadeira à coluna da rádio da santa terrinha que nesta época está ali num poste bem em frente ao meu quarto a tocar desde as 8 da manhã.
Estar em stress raivoso é ter tanta ira acumulada que uma pessoa até fica vermelha e com os olhos raiados, qual filme de terror. Estar em stress raivoso é querer rasgar e partir coisas.
Estar em stress raivoso é ter vontade que aconteçam as piores coisas às piores pessoas, o que inclui entranhas espetadas em ferros e paus cravados de pregos e coisas amigas desse género.
Estar em stress é pensar em formas de tortura para professores ditadores. Estar em stress raivoso é pensar SERIAMENTE em formas de tortura. E ficar feliz ao imaginar os uivos de dor.
Estar em stress é não ter paciência. É estar mal e ser pior.
Pode não parecer, mas eu não sou violenta. O facto de ranger os dentes de forma assustadora enquanto estou a dormir é uma calúnia. Isso e contagiar pessoas com gripe. E agressões físicas. Mas se, por acaso, me pisarem de forma a que me venham as lágrimas aos olhos, aviso que pode haver um reflexo de pontapé. Não tenho culpa; é reflexo.
Já dizia o Sá que a agressividade faz bem. Devo ser uma pessoa sãzinha da Silva, então. Mas valia mesmo mais atirar a filha da mãe da impressora pela encosta abaixo. Mal por mal, ela já não funcemina... Eu ficava muito mais feliz e não tinha tantas dores de estômago de internalizar estas coisas.
Bem… Ao menos não pisei cocó de cão.