3.21.2012

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If I kiss you where it's sore, will you feel better?*


Não gosto que me espetem coisas, não sei se já disse. As minhas veias são muito fofinhas, são sim senhora, mas são minhas e para conservar inteiras e íntegras, se faz favor.

Portanto é perfeitamente normal que não ache muita piada quando, depois de me terem 3 horas a fazer um exame que envolve picadas, me dizem que tenho de voltar para repetir porque não era bem aquilo que me deviam ter feito. Ainda menos graça lhe vejo quando me informam que esse novo exame não vai implicar um, nem dois, mas três furos no meu singelo bracinho. E já se me soltam faíscas dos olhos quando revelam que é tudo no mesmo sítio, que é bom, ao menos só dói um lado, pois, isso, poupemos nas terminações nervosas afectadas, então, só se estraga uma veia, espetar três vezes no mesmo sítio até é bom porque já se abriu o buraco - NOT.

Isto tudo para dizer que eu não sou normal. Quer dizer, as pessoas normais não gostam de picadas, é certo. Agora não é normal que a parte que me ande a custar mais seja a do penso rápido. Sim, o penso. Rápido. Anti-alérgico. Que mais de 5 minutos em cima do furinho me começa a desgraçar o braço de maneira a que quando sai leva pele agarrada e tudo. E lá fica o meu braço dorido. E eu já vou com medo da picada e do penso pós-picada, que ando numa de se me arrepiar mais quando tenho de o tirar do que quando vejo a agulha. E lá venho eu toda marcada, pois, pobre braço.

Só podia ser a minha ilustre pessoa a ter, como única reacção alérgica, alergia a pensos anti-alérgicos, não é? Eu acho que já nasci do contra. Por isso é que sou do Sporting.


*

3.19.2012

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Do dia do pai: quem pode compra, quem não pode...



(manda) faz(er):



O meu pai queria uma canon, ora já lá tem uma destas.
Por estas mãos.

(P.S.: O origami transcende-me. Até um avião bem feito - e por bem feito entenda-se um que não vá logo de bico ao chão - exige ciência, quanto mais. Uma vez tentei fazer o cisnezinho do Prison Break. Com instruções e tudo. Ali entre o dobrado e amassado, acho que nunca passou de uma bola de papel com uma penca espetada. O mais próximo de origami que consigo - ou conseguia, vá - fazer deve ser o mítico "quantos-queres". E aviões. Desde que não exijam mais do que três ou quatro dobras. Portanto vejo esta maquineta - ou um espectacular vaso com uma orquídea em papel também - e fico ali, siderada, a olhar e a pensar como raio é que aquela porra é feita só com uma folha. Uma única folha dobrada. É tipo magia!)

3.17.2012



Quando vier a Primavera,

Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma

Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"

3.09.2012

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Então e como é que passaste o dia internacional da mulher do rim, Red Maria?


Sim, porque ontem foi o dia mundial do rim.


Basicamente passei a manhã no hospital, entre o beber água e fazer xixi, beber água e fazer mais xixi ainda e fazer exames fofinhos daqueles com picadas e radiações e máquinas assustadoras e outras coisas interessantes, a ver se o meu dito cujo ainda anda armado em pedreira ou se já está a ganhar juízo.

Juro que quando entro naquela parte da medicina nuclear e vejo aquelas maquinetas fico a pensar que fui abduzida e que uns quaisquer ETs vão fazer experiências comigo.

Mas pronto, no fim de tudo, depois de estar 3 horas para fazer um exame e de arranjar uma nódoa negra num braço, lá descobriram que tinham feito o exame errado e que tenho de lá voltar para repetir.

Portanto, foram umas bonitas comemorações do dia do rim. Ele até ficou muito jeitoso nas fotografias! Happy world kidney day!

2.29.2012

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Não era bem disso que eu estava a falar, mas, já que falas nisso, também marchava.


_ Eu queria era um kindle...
_ Podia-te ter dado para pior. Não achas que estás velha demais para comer isso?


Pior do que a confusão é que ei, nunca se está velho demais para comer kindER!

2.27.2012

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Dos Óscares


O filme pode ser muito bom, mas ele não deixa de ter a sua razão:

Então o mudo é que ganha os Óscares?! Então os outros ali com tecnicolor e com som estereofónico e 3D e vai o mudo e ganha? Isso é... ter um atleta que está ali e come as proteínas e treina 7 horas por dia e vem o coxo e ganha a maratona!

Ricardo Araújo Pereira na sua "Mixórdia de temáticas tomate e queijo", na Rádio Comercial

2.21.2012

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O meu fato de Carnaval para hoje:


(e para a maior parte dos outros dias do ano)



Levadinho à letra, à excepção de que, na falta de água para fazer o fundo, utilizei o sofá.

Fatinho feito à medida, a combinar com o do apêndice:


Oh, se não é bonito o amor inter-espécies!
(que o digam o meu Snoopy José e a minha Kika Maria)


Ouvi dizer que papai se disfarçou de trabalhador (salvem o funcionário público).
Mamãe aparentemente usou um fato de trabalhadora em part-time.
E vós, alegres foliões, mascararam-se de quê hoje?

2.16.2012

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There's a new kid hero in town:


A Justiceira do Post-it Cor-de-rosa

Ou "ser passivo-agressivo não é para quem quer, é para quem pode".



Eu juro que não sou má pessoa, que até nem sou, mas se há seres por quem eu nutro um especial ódio de estimação é por aqueles que ocupam mais do que um lugar de estacionamento. Não é pelos que estacionam mal ou não sabem estacionar, coitados, volta e meia também deixo o carro a 3 km do passeio, isso um descuido toda a gente pode ter. É mais por aquelas almas que, como devem achar que a rua é toda delas, vai de atravessar o carro e inutilizar dois espaços de uma só vez. Ou aquelas que acham que a função da marca de estacionamento é alinhar o centro do carro com a linha, o que só pode advir de um erro de impressão do código da estrada ali em qualquer edição, para afectar tanta gente. Ainda por cima é frequente em ambas as espécies os energúmenos saírem do veículo, observarem a bosta que fizeram com uma ligeira hesitação e, em vez de irem arrumar em condições o chaço, siga para a sua vida e "oh, os outros que se lixem". Como tem havido umas quantas abéculas dessas aqui pelas minhas bandas (qual é a probabilidade de, num parque com 10 lugares, só estarem estacionados 5 ou 6 carros e não haver mais lugar nenhum para enfiar o carro? Pois. É pouco provável, mas é possível.), não me contive a soltar o meu mau feitio - muito educadamente, contrariamente ao apêndice que tinha vontade de chamar javali ao dono de um desses atravessados do cérebro - e vai de colar post-its cor-de-rosa (altamente fofinhos, portanto) na porta dos senhores que me fazem deitar fumo pela venta quando chego à rua e há lugares vazios onde não cabe ninguém, a ver se para a próxima conseguem tirar os olhos do umbigo e fazer o enorme esforço de estacionar dentro das linhas. Esta semana já distribuí dois. Mas é possível que haja futuro no trabalho da

Justiceira do Post-it Cor-de-rosa

em defesa dos fracos e oprimidos que querem estacionar e não podem.




Adenda by Izzie (obrigada! Daí o apêndice querer chamar-lhe porco ou javali, pronto.)


2.14.2012

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Ta ta rarara...




2.13.2012

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"Profissão de risco: Treinador do Sporting"*



A tranquilidade já era.
A paciência acabou-se.
Agora só se resolve mesmo é à porrada.





Ou, como já dizia António Raminhos:
"O Sporting estava na fase da papa cerelac, mas agora vai experimentar batatas a murro".

* in Jornal Expresso